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domingo, maio 06, 2007

Onde está a diferença?

Torcida do Flamengo faz a diferença
Nas arquibancadas do Maracanã, o fator decisivo para o título.
O Botafogo foi melhor nos dois jogos das finais do Campeonato Carioca. “Dos quatro tempos das duas partidas da decisão, o Botafogo foi melhor em três”, declarou Cuca. E ainda assim, o time perdeu o título para o Flamengo. O que fez a diferença a favor do time rubro-negro?
A diferença entre o Flamengo e o Botafogo não se fez dentro de campo. Prova disso é que os três jogos entre as duas equipes terminaram empatados (3 a 3 no 1º turno; 2 a 2 no 1º e 2º jogos das finais). Nos dois últimos, o alvinegro foi melhor a maior parte do tempo (ou dos tempos, como prefere Cuca). O fiel da balança se fez fora do campo: nas arquibancadas, nas cadeiras, na renovada geral. Talvez seja repetitivo falar da torcida do Flamengo e da sua força. É o time mais popular do país, não? Então, vamos reverter um pouco o ângulo, vamos fugir do lugar-comum. Vamos falar da torcida do Botafogo. Sem dúvida, o alvinegro é uma boa equipe, a despeito da falta de grana. Tem jogadores que mantém boa regularidade nos jogos e jogadores que podem fazer a diferença: Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio. No entanto, chega a final e nas arquibancadas, o que se vê são botafoguenses em número infinitas vezes menor que o número de flamenguistas. Fico imaginando a cabeça dos jogadores de um e outro time quando entram no gramado e olham o estádio. Será que não faz mesmo diferença?
Eu penso que sim e não penso sozinha. Até o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, reconheceu isso. "Fico triste com a torcida que não comparece para ajudar, principalmente numa decisão. Esse time merece apoio total e irrestrito dos alvinegros. Peço que eles venham em grande número no jogo contra o Atlético-MG, quinta-feira, pela Copa do Brasil”.
O título está na Gávea e alguns vão dizer que não teve nada a ver com os torcedores que foram ao estádio. Há quem possa argumentar com o chavão “torcida não ganha jogo”. Pode ser. Mas bem faz a torcida do Flamengo quando deixa isso de lado e faz questão de acreditar que, se alguma coisa pode fazer a diferença na hora da decisão, é ela.

Os números e o futebol

Toda transmissão é a mesma coisa: estatísticas e mais estatísticas tentando ratificar teorias, atuações, esquemas táticos e problemas técnicos. Herança direta de esportes como o basquete (o tal scout começou a dar as caras aqui com o televisionamento da NBA) e do vôlei. Mas tem uma grande diferença: esses dois esportes podem ser traduzidos em números; peguem um milhão de estatísticas do basquete ou do vôlei e a possibilidade desses números traduzirem o vencedor do jogo é enorme. Mas no futebol não. O futebol não pode exagerar desse recurso. Mas é que todo jogo, o torcedor é metralhado com número disso, scout daquilo, contagem aqui, estatística acolá. E a grande maioria não representa muita coisa. Não acrescenta nada. No entanto, o tempo todo a gente é obrigado números que dizem sei lá o quê, tipo: “o time A marcou 53,6% dos gols na temporada entre os 2 e os 7 minutos do segundo tempo”; “fulano já marcou 4,7% dos gols de pé esquerdo, 90% com o direito, 5% de cabeça e 0,3% de joelho”. Chega! O futebol nunca foi nem será baseado na precisão das Ciências Exatas. Alguém quer uma estatística interessante? Prefiro uma, resultado de uma pesquisa do Laboratório Nacional Los Alamos, Estados Unidos, publicada ano passado. Nela, comprovaram que o futebol é o mais imprevisível dos esportes. Números? Bobagem... No futebol, os únicos números que interessam e realmente fazem diferença são aqueles que estão no placar.


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Esse são os números que fazem diferença no futebol
Um bom exemplo disso é a final do Campeonato Carioca de 2007. Não anotei, mas não tenho dúvidas que os números fariam do Botafogo campeão. Botafogo, aliás, que está há mais de uma dezena de jogos invicto no Maracanã nem perdeu clássicos neste Estadual; marcou gols em todas as partidas que fez no ano – exceto uma (contra o Atlético-MG). O campeão? Foi o Flamengo. Cujo ataque vive aos trancos e barrancos desde a saída do Obina; que tomou uma lavada de um timeco semana passada e que não venceu um clássico sequer no tempo normal no mesmo Campeonato Carioca. No entanto, o número que vale mesmo é o que aparece na foto. Daqui a trinta anos, vão lembrar que o Flamengo é o campeão de 2007 e não que, estatisticamente, o Botafogo merecia levar o caneco.

quarta-feira, maio 02, 2007

Amo muito tudo isso

Futebol: definitivamente AMO muito tudo isso!


Semifinal da Liga dos Campeões, quartas-de-final da Copa do Brasil, oitavas da Libertadores... Horas de futebol ao vivo na TV e nos estádios mundo afora. Plagiando o Mc Donald´s: amo muito tudo isso!

Milan x Liverpool: revanche ou repeteco?

Kaká conduz o Milan à Final da Liga dos Campeões Ele tem feito a diferença para o Milan

Nesta quarta (02/05), conhecemos a final da Liga dos Campeões. O Milan sapecou 3 a 0 no Manchester United e não só evitou uma final inglesa no melhor campeonato de clubes do mundo, como ainda ganhou a chance de uma revanche contra o Liverpool (que na temporada 2004/2005 saiu de um 3 a 0 para um empate em 3 a 3, arrancando o título da LC nos pênaltis).
Aconteça o que acontecer no próximo dia 23, em Atenas, se o Liverpool quiser o título, vai ter que parar Kaká, regente absoluto do rubro-negro italiano. E se Kaká levar o Milan ao título, vai dar uma arrancada e tanto para conseguir outra conquista: a de ser eleito o melhor jogador do mundo na atualidade. Como é um jogo só, tudo pode acontecer – uma revanche saborosa ou um repeteco apetitoso.

segunda-feira, abril 23, 2007

Semifinais da Liga dos Campeões



Começa nesta terça (24/04) a fase semifinal da Liga dos Campeões. O Milan vai à Inglaterra jogar contra o Manchester United, num confronto que vai colocar frente a frente os dois atacantes que mais chutaram a gol na competição: Cristiano Ronaldo, dos Red Devils, e Kaká, que também é o artilheiro da LC com sete gols. Os italianos lutam pelo sétimo título europeu e também para não deixar que a final 2006/2007 seja 100% inglesa pela primeira vez na história. Desde que foi criada, em 1955, a competição só viu duas finais entre equipes do mesmo país: na temporada 1999/2000, com Real Madrid x Valencia; e na temporada 2002/2003, com Juventus x Milan.


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Na quarta, é a vez de Chelsea x Liverpool (segundo e terceiro colocados, respectivamente, na Premier League) entrarem em campo. Tomara que os ingleses façam confrontos acirrados somente dentro das quatro linhas. Deus salve o bom futebol (e a Rainha se tiver um tempinho sobrando).

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Falando em Liga dos Campeões, a “versão feminina” do torneio já está nas finais. O Umeå IK, time de Marta, perdeu em casa, nos acréscimos, para o Arsenal. Dia 29/04 tem o jogo de volta na Inglaterra. Sim, a competição das meninas tem dois jogos decisivos e não um, como na Liga dos Campeões (coisa que, aliás, eu realmente não entendo, nem do ponto de vista técnico muito menos do financeiro).

Imagens: Adaptação Uefa.com

domingo, abril 22, 2007

Deixem Messi ser Messi


Como não podia deixar de ser, o assunto mais badalado da semana foi o golaço de Messi. A perícia da jogada, a nacionalidade do jogador e a arrancada lembraram outro gol, feito por outro argentino. Sim, o gol de Messi foi semelhante ao gol de Maradona na Copa de 86. Imediatamente, começou a enxurrada de comparações. É o “novo Maradona”. É o “Messidona”. “É o meu sucessor”, nas palavras do próprio Diego quando viu o gol do jovem jogador do Barça do hospital onde está internado.

Futebol é assim mesmo. Quando Maradona surgiu, com certeza disseram coisas tipo “é o novo Di Stéfano”. Maradona despontou e escreveu sua história. Virou ele mesmo a referência, o ícone a ser igualado.

Então, vou na contramão agora para pedir: deixem Messi ser Lionel Messi. Ele só tem 19 anos. Fez uma obra-prima que o futebol não vê todo dia. Mas não foi só esse gol: quem acompanha o Barcelona, sabe que ele tem um potencial enorme, um repertório inesgotável. É um jogador exuberante, raro.. Messi tem direito a ser apenas Messi. E ‘apenas’ aqui não tem intenção de diminuí-lo. O ‘apenas’ denota o sentido de ser único. Como ele é.

O futebol precisa ver o nascimento de outros mitos; a nova geração precisa ver o surgimento de novas referências. Por isso, sinceramente, não acho que o futebol não precisa de outro Maradona. Até porque acho que o mundo já anda perdido demais para ter mais um gênio dentro de campo e uma figura tão digna de pena fora dele. Torço mesmo, cruzo os dedos para que Messi não tenha nada de Maradona. Faço votos que ele deslumbre, encante, surpreenda dentro de campo e seja um exemplo fora dele (como Maradona nunca foi). Que não enverede por determinadas encruzilhadas que o caminho da fama e do sucesso costumam cruzar. Que ele seja o ícone de atleta magistral nas quatro linhas e de ser humano notável fora dele. E quanto mais leio todas as notícias sobre o estado de Maradona e seus problemas de saúde, sua arrogância – a ponto do médico dele afirmar que o craque se acha “um Deus”, seu desequilíbrio e sua inabilidade para lidar com o que seu talento construiu, mais eu desejo que não esteja vendo o “novo Maradona”.
Deixem Messi ser Messi. Porque acho que isso vai ser mais do que suficiente para este brilhante argentino escrever seu nome na história do futebol mundial.

Mais golaços

A exemplo de Messi, o brasileiro Diego também fez um golaço essa semana, marcando do meio-campo na vitória do Werder Bremen contra o Alemannia Aachen. Verdade que não se compara à obra-prima do argentino, mas é um belo gol sem dúvida nenhuma.



Vale citar também o gol do ex-flamenguista Jônatas, do Espanyol, feito na rodada da semana passada, contra o Atlético de Bilbao. Assim como o gol de Diego, foi marcado de muito longe.

quarta-feira, abril 18, 2007

O novo “MESSIas” do futebol-arte

Sou brasileira, ele é argentino. Mas isso não é suficiente para que eu deixe de admirá-lo. Quando digo que Lionel Messi ainda terá o mundo a seus pés, não é exagero. Isso acontecerá, de fato, porque a Terra é redonda. Igual à bola. E Messi faz com a bola o que quiser: é, sem dúvida, um artista raro, um jogador destinado a produzir antologia.

O golaço que fez pelo Barcelona contra o Getafe, nas semifinais da Copa do Rei, é do tipo que entra para uma seleta galeria de obras-primas do futebol mundial. Aliás, que bom que a competição tem o nome de “Copa do Rei”. Nada mais adequado para aquele que é o novo “MESSIas” do futebol-arte.



Até quando?


Acabava de postar meu último texto e vou à página do Lancenet. Destaque da home: "Nova eleição está cancelada". Se referia, claro, ao imbróglio político no Vasco. "Eurico e seus Mirandas" aprontam mais uma.

É, parece que vai ser preciso mais do que cartas de navegação e uma boa caravela para esse Vasco da Gama encontrar um caminho em meio às águas turbulentas e nada límpidas no mar da politicagem do clube.
***
Tão ruim quanto isso, é ler no jornal "O Globo", de 16 de abril, na notícia "Vasco deve anunciar hoje nome do técnico", o seguinte trecho:
"(...) Antônio Lopes está cotado, mas depende da aprovação de Romário - o técnico vetou a ida do craque para o Corinthians em 2005."
Depende da aprovação de Romário? L-A-S-T-I-M-Á-V-E-L! Vamos ver quanto tempo dura o fantoche da vez, o 'escolhido' Celso Roth.
Foto: Reprodução Lancenet!

A vaia






Uma crise acontece quando um modelo antigo não existe mais e o novo não existe ainda. Isso resume bem o estágio do futebol brasileiro. Não é nem profissional, nem amador. Dirigentes e jogadores se esmeram em discursos e cifras para pregar o profissionalismo; mas no fundo – ou às vezes no ‘raso’ mesmo – agem e desejam o amadorismo.


Exemplo? Vejam o comportamento do meia Zé Roberto, do Botafogo. Na primeira partida da final da Taça Rio, o time alvinegro empatou em 2 a 2 com a Cabofriense. Zé Roberto, um dos ídolos do time na atualidade e cobiçado por alguns clubes no início de temporada jogou mal. Acabou substituído por dores musculares. Mas na substituição, veio a vaia. E com a vaia, veio o chilique:

- A torcida cobra mesmo, mas por tudo que fiz pelo Botafogo não deveria ser assim. Agora ela me ajudou a decidir. Já que não está satisfeita, vou procurar outro lugar. Essa vaia serviu para eu tomar uma decisão na minha vida.



Sim. Zé Roberto acha que não pode ser vaiado. Nunca. Nem quando joga mal. Não quero ser injusta, então, vou além: não é só ele que pensa assim. Noventa e nove por cento dos jogadores agem e pensam da mesma forma. Foram vaiados? Birra. O técnico substituiu por opção tática? Xingamentos, gesticulação acirrada, cara feia. Levou o vermelho porque mandou o juiz para aquele lugar ou porque imitou Bruce Lee num carrinho? Reclamação, protestos contra a injustiça, discurso ‘é-por-isso-que-o-futebol-tá-assim’. Repetitivo, não?



O que transparece é que jogador de futebol nunca está errado. É sempre o ser mais inocente do planeta e o melhor intencionado também. Torcedores, dirigentes, jornalistas, técnicos e juízes são todos injustos, canalhas, desequilibrados e todas as variações possíveis desses adjetivos.



Verdade que no futebol torcedor, dirigente, jornalista, técnico e juiz nem sempre são exemplos de nada. Porém, esse misto de vaidade e birra dos jogadores não ajuda. Querem cobrar profissionalismo? Reclamar dos salários atrasados, dos erros clamorosos da arbitragem? Dos torcedores que invadem treinos, CTs, quebram carros? Dos jornalistas duas caras e dos técnicos idem? Sou a primeira a puxar o coro. Mas não batam o pezinho que calça a chuteira colorida quando a vaia vem. Não cruzem os braços e digam que não querem mais brincar disso. Porque soa como incoerência, imaturidade. Soa como saudade do paternalismo típico do amadorismo. Resumindo: não é profissional. E quem não age como um profissional, não pode clamar pelo profissionalismo.



A vaia, principalmente ao próprio time ou aos próprios jogadores, é um direito do torcedor de verdade. Porque torcedor de verdade vai ao estádio com a intenção de aplaudir, de exaltar. Se não exalta, se apela para a vaia, ninguém pode criticar. Só quem já vaiou o próprio time quando esperava aplaudir e vibrar pode entender que a vaia dói mesmo não é em quem recebe; é em quem faz.

Foto: Gazeta Esportiva

quinta-feira, abril 12, 2007

Eu sou f...

Mal eu tinha me ajeitado no sofá e o Vasco fez o primeiro gol. Uma bobeira da defesa botafoguense; oportunismo do meia Renato. Ótimo, futebol é isso aí.Mas nem precisei fazer parte da turma de leitura labial do Fantástico para entender o que ele dizia na corrida da comemoração. Batidas no peito e o “brado”: eu sou f...
Esse tem sido um dos “números” preferidos dos jogadores no Brasil. Ontem foi o Renato do Vasco. Mas já foi o Souza, do Flamengo; o Carlos Alberto, do Fluminense e por aí vai...
Quando comecei a acompanhar futebol, vi jogar alguns craques, que figuram na lista dos maiores da história. Vi Zico, Roberto Dinamite, Sócrates, Júnior... Jogadores que marcavam gols com certa freqüência. E que nunca vi explanando tamanha auto-suficiência. Eram jogadores que não vestiam máscara – nem figurada, muito menos literalmente – no momento mais alegre do futebol.
Uma vez, assisti uma entrevista na qual ouvi o Zico dizer:
- Nunca corria para a torcida adversária quando fazia um gol. Eu procurava sempre comemorar com a minha torcida, porque essa era a minha maior alegria.
E ele corria de braços abertos, às vezes, punhos cerrados, sorriso aberto. Pelé dava socos no ar, alegria estampada no rosto. Nada de raiva do mundo, arrogância travestida de extravaso. Ser f... de verdade é isso aí.

A solidão de Romário

Não era noite dele...
Me chamou atenção ontem quando as câmeras da Globo captaram a reação de Romário quando Luciano Almeida converteu e sacramentou a vitória do Botafogo nos pênaltis. O Baixinho estava abraçado aos companheiros de equipe Allan Kardec e Renato.

Assim que a bola entrou, eles saíram. Romário ficou sozinho, talvez pela primeira vez na noite. Olhou a torcida do Vasco, de frente para ele. Era pura decepção, tristeza. Era o próprio retrato da solidão.


Brilha a estrela...do futebol


O que se viu na semifinal da Taça Rio não foi uma chuva de gols simplesmente. O que se viu foi uma enxurrada de futebol-espetáculo. O que se viu no Maracanã foi um épico que emocionou até as torcidas que não estavam envolvidas no jogo.


Foi muito mais que oito gols em 90 minutos. Muito mais que os cinco gols na decisão por pênaltis. Muito mais do que os erros e acertos que forjam heróis e vilões. Foi a teoria do caos imprimindo uma ordem mágica aos fatos. A espera do inesperado, decantada no comercial da Nike. Ontem, Vasco e Botafogo foram meros instrumentos dos deuses do esporte bretão - encarnaram magia, força e brilho. Nunca se viu tanta cor num clássico entre alvinegros.


Engana-se quem acha que brilhou apenas a estrela do Botafogo; ontem, o que brilhou mesmo foi a estrela do futebol. Carioca, brasileiro, mundial. Intergaláctico até.

segunda-feira, abril 09, 2007

Ronaldo nos Simpsons

Cena do episódio dos Simpsons, que promete ser "fenomenal"




Nem Gillardino, nem Inzagui. O próximo parceiro de Ronaldo Fenômeno é... Lisa Simpson. Ainda este mês, a FOX americana vai exibir o episódio no qual o camisa 99 do Milan vai dar uma forcinha ao time da filha do amigo Homer numa escolinha de futebol.

Merecida homenagem ao craque, que faz parte da lista de celebridades que apareceram nos Simpsons. Gente do calibre de Kiefer Sutherland, Natalie Portman, Ramones, Aerosmith, U2, Stan Lee, Adam West, Gillian Anderson, David Duchovny, Lenny Kravitz, Mick Jagger… Alguém acha que nessa listinha há espaço para Fábio Capello? Hum, acho que não, hein?

domingo, abril 08, 2007

Capotando no Gol Mil

Anúncio fake que circula na internet: por causa desse Gol 1000, o Vasco pode derrapar.


Detesto me repetir. E mais ainda, se for neste blog. Mas é inevitável. Assunto: Vasco e o gol mil de Romário.


Mesmo quando ele não entra em campo, a saga do milésimo tento atrapalha o time vascaíno. Sim, porque o Baixinho não jogou contra o Cabofriense, mas compareceu ao estádio Alair Corrêa para ver a partida. E no intervalo, quando o Vasco foi para o vestiário com uma atuação pífia nas costas e 2 a 0 adversos no placar, Romário fez a segunda coisa que mais sabe fazer (além dos gols): disparar flechadas verbais. Das arquibancadas, em entrevista ao excelente Tino Marcos, soltou o verbo. Detonou Renato Gaúcho e Leandro Amaral porque estes, durante a semana, afirmaram que a ansiedade pelo feito de Romário estava atrapalhando toda a equipe. E não fez por menos: disse com todas as letras que “quem não agüenta pressão tem que ir embora, seja o treinador ou qualquer jogador”.


Não sei se a torcida vascaína faz questão de Renato Gaúcho. Mas criticar Leandro Amaral é mais do que uma injustiça: é uma temeridade. Ele é, sem sombra de dúvidas, o melhor jogador do Vasco atualmente. Não é coincidência. Dois fatores têm sido decisivos para o declínio vascaíno: a ansiedade do time desde o momento que saiu o gol 999 e a queda de rendimento de Leandro Amaral (provavelmente por este mesmo motivo). Desde que ele não marca, a equipe não vence.


A declaração de Romário pode ser a fagulha que faltava para estourar o paiol vascaíno. E lamentavelmente, mais uma vez, quem perde é o clube. Ou alguém duvida que, se sobrar para alguém além do técnico, Leandro Amaral pode começar a sofrer um processo de fritura na panelinha do Baixinho?


Pegando carona com uma meta que não era a sua, o primeiro semestre do Vasco pode capotar no Gol Mil.

sexta-feira, abril 06, 2007

Toques rápidos

Abel Braga merece ficar


Não entendo determinadas posturas da imprensa esportiva. Sempre criticam o imediatismo dos clubes brasileiros quando estes trocam sempre de técnico. Aí o Internacional mantém Abel Braga no comando da equipe depois do vexame no Brasileirão. E aí, pinta uma manchete tipo a do UOL: “Mesmo com pior campanha da história, Abel Braga fica no Inter”. E tinha que ser diferente?

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Aliás, a má-fase no Internacional poderia até ser explicada pelo excelente desempenho em 2006. Chegou forte em todos os títulos que disputou, mas foi um temporada extenuante. E o Fluminense, alguém consegue explicar? Me parece um time muito doente há pelos três temporadas, quando forma bons times no papel, mas nunca em campo. Ironicamente, a empresa médica que patrocina o tricolor carioca também não consegue curar o problema.

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E o Carlos Alberto? Mais um típico caso de bom jogador que acha que é fora-de-série, cracaço. Grande negócio faria um clube que comprasse jogadores assim pelo que eles realmente valem e depois, conseguisse vendê-los pelo valor que eles julgam ter.

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Será que os gritos de “Ah, é Edmundo”, que a torcida do Vasco gritou depois do vexame contra o Gama na Copa do Brasil, secaram o atacante palmeirense? Aquele pênalti batido pelo Animal contra o Ipatinga me lembrou um outro, cobrado também por ele, com a camisa do Vasco. O jogo? A decisão do Mundial de Clubes no Maracanã e que o Corinthians acabou levando.


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River Plate fora da Libertadores já na primeira fase, num grupo com Colo-Colo, LDU e Caracas. Futebol é realmente fascinante, não?

quinta-feira, abril 05, 2007

Ih, Vasco... Deu Gama

O milésimo não saiu. Já o Vasco...


Os jogadores passam, trocam de camisa, fazem juras de amor aos times que antes diziam detestar. Mas os clubes não. Os clubes permanecem. Por isso, nenhum dirigente que se preza devia esquecer: onde começam a grandeza e os interesses de um clube, termina a importância de um jogador.

O Vasco precisava lembrar disso para não confundir os objetivos de Romário com os seus.A meta pessoal de Romário acabou se tornando também o objetivo do Vasco, que deveria almejar vitórias e títulos. Uma equação canibalista, onde o maior prejudicado será o clube.

Verdade que Romário é importante. Sua corrida pelo milésimo gol colocou o clube cruzmaltino na mídia, de forma positiva, como há muito não se via. Por conta do gol mil, até patrocínio na camisa o Vasco voltou a ter, depois de longos seis anos “em branco”. Mas qual o custo disso? No caso do patrocínio, especificamente, custou um terço do valor pago pelo patrocinador. Além disso, o contrato é do tipo “tampão”, tiro curto: o vínculo entre as partes termina ainda no primeiro semestre; só será estendido até o fim do ano se – e somente se - o atacante prorrogar a carreira pelo mesmo período. Então, vamos pensar juntos: é um contrato com a instituição Vasco ou com o jogador?

Romário já disse também: depois que estufar a rede pela milésima vez como jogador, pretende viajar, tirar uma folga. O Vasco precisa dele? Isso é um detalhe... Ele treina quando quer, joga quando e (agora também onde) tem vontade.

Aliás, esse é outro exemplo de quanto a relação é nociva. O Baixinho quer que o milésimo saia logo. Só que não pode sair em qualquer estádio: tem que ser no Maracanã. Sim, é o templo do futebol brasileiro. Sim, o ideal é o jogo ser marcado lá. Mas naturalmente... Não mudando os locais das partidas. Na corrida pelo gol mil, Pelé poderia ter marcado na Paraíba, na Bahia... Aconteceu no Rio de Janeiro, no Maracanã? Foi obra do destino, dos deuses do futebol. O Vasco de Romário não é o Santos de Pelé: é um time esforçado e só. Jamais deveria abrir mão de jogar em seu próprio estádio, onde os jogadores treinam todos os dias, conhecem mais o campo que qualquer adversário. Ou São Januário não é digno do milésimo dele? O resultado do capricho foi o que se viu: o Maracanã serviu de palco para uma festa sim. Festa do Gama. Aos 48 minutos do segundo tempo, um outro camisa 11 fez o que se esperava do camisa 11 vascaíno: gol. Camisa 11, aliás, que Eurico garante que será imortalizada: nenhum jogador será digno de vesti-la por lá. E eu que pensava que Roberto Dinamite era o maior ídolo da história vascaína... Se bem que ele, Eurico já expulsou de São Januário uma vez (o mesmo Roberto que, voltando de uma passagem apagada na Europa, não quis jogar no Flamengo para não trair o Vasco). Talvez Eurico tenha esquecido que Romário já usou lencinho branco para limpar as lágrimas vascaínas quando fez um gol pelo Fla.

O Baixinho é grande. Sem dúvidas. Mas será mesmo que o grande Vasco precisa ficar baixinho por ele?

terça-feira, abril 03, 2007

Bojan Krkic


Sou apaixonada pela Internet. Desde que ela está na minha vida, algumas informações sobre o meu esporte predileto estão ali, a meu dispor... Basta dar uma garimpada.
Pois bem... Por motivos profissionais, fiz uma busca de vídeos do Barcelona no You Tube e entre os resultados obtidos, vi alguns com um nome: Bojan Krkic. Decidi olhar um deles e ver do que se tratava. Bojan Krkic é o nome da mais nova “jóia da coroa” do clube catalão.



Joguei no Google; vieram 40.400 resultados, incluindo o que parece ser um esboço de site oficial. Apesar do nome, Krkic é espanhol, nascido em 28 de agosto de 1990. Tem, portanto, apenas 16 anos. Em outro resultado da busca, li uma matéria da Uefa sobre a revelação, que brilhou no Europeu Sub-17 em 2006. A matéria lista outros prodígios, mas não economiza ao falar do jogador do Barça, tido como “principal sensação do torneio”.
Ao contrário de Messi, que apesar de revelado pelo Barcelona, não pode servir à Seleção Espanhola, futuramente Krkic pode ajudar a Fúria a voar alto nas grandes competições. Olho no garoto!

quarta-feira, março 28, 2007

A hipocrisia precisa de cartão vermelho

Hora de levantar a cabeça, mas sem hipocrisia.


Nos últimos dias, a mídia esportiva brasileira tem tocado o “samba de uma notícia só”. Só se fala no milésimo gol de Romário e suas variações em torno do mesmo tema. Infelizmente, esta postura está deixando passar uma oportunidade de levar a fundo um assunto: o uso de drogas entre jogadores de futebol, motivado pelo doping de Renato Silva, do Flu.O caso chegou ao noticiário no último dia 22. O Lance!, sempre na dianteira, chegou a publicar uma matéria na qual um renomado jogador, que não revelou o nome, declarou que “o uso de drogas como maconha, cocaína e ecstasy é muito comum no meio do futebol, sobretudo entre jogadores ricos e famosos, até mesmo da Seleção Brasileira”.Me espantei não pela notícia em si, mas pela falta de barulho, de repercussão. Será que é pedir muito discutirem o tema? O fato é que, infelizmente, essa atitude não é exclusiva do futebol. Muito se fala nas ruas a respeito da violência, do poder de fogo dos traficantes, da inoperância das autoridades públicas. Violência, inclusive, que muitos jogadores usam como álibi para jogar no exterior. Querem preservar “a segurança da família”. Não seria hora de discutir o quanto as drogas são usadas (e aceitas) pela sociedade em geral? E, principalmente, discutir o poder devastador desse uso, nem sempre tão velado e cada vez mais difundido, para a vida das pessoas – da saúde à segurança pública? Nunca usei drogas e me orgulho disso. Oportunidade sempre há. Vontade nunca houve. Não consigo desvencilhar o pensamento que um “cigarrinho inocente” envolve um esquema sórdido, que envolve a destruição de muita gente. Não sei quanto custa, mas qualquer centavo que seja, não será usado para nada positivo. Meu exemplo veio de casa, graças a Deus. Mas para quem não teve isso, não seria obrigação da mídia tocar nessa ferida sem hipocrisia? Ainda mais se o problema é tão freqüente no esporte, que, a meu ver, tem influência suficiente para mostrar o que é certo e o que é errado para as pessoas. O futebol, paixão do brasileiro, podia dar um cartão vermelho nessa hipocrisia e liderar um movimento de conscientização contra a banalização do uso das drogas.


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Renato Silva é um bom zagueiro e muito novo ainda. Não tenho dúvidas: se tiver vontade, pode aprender a lição, dar a volta por cima e ainda servir de exemplo. Só torço para que não seja mal orientado. Quando vejo que os advogados do atleta pensam em processar o Fluminense pelo modo como o jogador foi dispensado, temo um pouco por isso. Era hora de trabalhar calado, assumir o erro e não jogar nas costas do clube ou de quem quer o peso da culpa pelos próprios atos.




Foto: Marcos Arcoverde / FOTOCOM.NET

segunda-feira, março 19, 2007

Para ter Copa, é preciso arrumar a cozinha...

Essa é a única Copa que o Brasil realmente merece trazer para cá
Para passar o tempo, costumo ler jornal no ônibus indo/voltando do trabalho. E tenho lido várias notícias do tipo: “CBF descarta esse ou aquele estádio para a Copa de 2014”; “Estado X ou Y quer ser uma das sedes da Copa em 2014”; “Governo quer participação de empresas privadas na Copa de 2014”. Aí, eu olho ao redor. Moro num dos maiores centros urbanos e econômicos do país; estou num ônibus lotado que, para percorrer os 17km entre minha casa e o trabalho, chega a levar duas horas e trinta minutos (totalizando absurdas cinco horas diárias em engarrafamentos!); nas ruas, desordem urbana (choveu, parou tudo), bagunça, violência, descaso das autoridades e ambientes agitados e pouco inclusivos (idosos e deficientes parecem não ter direito de ir e vir). Se a parte se aplica ao todo, sei que não é diferente em outras partes do país. E é esse Brasil que quer sediar a Copa de 2014?

Amo esporte e futebol, que ninguém duvide disso. E amo tanto que acho que eventos como uma Copa do Mundo merecem um lugar melhor. Ou um lugar que realmente se engaje em ser melhor. Um lugar que promova o crescimento social, econômico e urbano e, como parte desse planejamento, até almeje sediar eventos esportivos de primeira grandeza. Sediar uma Copa precisa ser conseqüência de um planejamento e não a causa. É ilusão falar num possível legado que uma Copa traria; aliás, mais que ilusão, é desrespeito. Vejam o Pan no Rio. Com orçamento estourado, obras atrasadas, violência espocando de forma abusiva por todos os lados da cidade, há o risco de termos somente vergonha como maior legado do evento.

Mas se no Pan há quem bata palmas para a desorganização interminável, é bom avisar que uma Copa não teria a mesma complacência. A FIFA tem muitos defeitos, mas um deles não é fazer parcimônia de atitudes severas para evitar vexames nos eventos organizados por ela. Provas? A Copa de 86 não seria originalmente no México e sim na Colômbia. Esta havia sido escolhida como sede do Mundial em 1978. O tempo foi passando, passando... e as condições econômicas e de segurança no país não mudavam. A FIFA pressionava por melhorias. Em setembro de 82, Belisário Betancur jogou a toalha e renunciou ao direito de sediar o evento. Países como Canadá, Estados Unidos, Peru, Brasil (cuja candidatura o então presidente Figueiredo vetou por falta de condições econômicas) e México entraram na briga pela competição. Os mexicanos levaram e o resto é história...

O Brasil não funciona, deixa a desejar. Necessita de planejamento e melhorias, mas que não venham por causa da Copa; que venham porque o país pensa grande. Para ter Copa aqui, temos que arrumar a “cozinha”. Para mim, quando falam em trazer uma Copa do Mundo para o Brasil, só vem a idéia de trazer o hexa mundial e não o evento em si... Afinal, se o país é referência positiva na prática do futebol, só leva olé e goleada quando os parâmetros são educação, infra-estrutura, desenvolvimento social, urbanização, saúde...

domingo, março 11, 2007

What a Messi!


Na semana em que foram eliminados da Liga dos Campões, Real Madrid e Barcelona fizeram o maior clássico espanhol no Camp Nou. O time merengue não tem lá muitas esperanças de conquistar o título na Espanha, mas o Barça ainda está nas cabeças.

Independentemente disso, foi o que se pode chamar de jogão. Por três vezes, o Real, liderado por Van Nistelrooy e Gutti, saiu na frente; por três vezes, o Barça correu atrás e arrancou o empate. Por três vezes, com Messi.O jovem argentino encanta: é veloz, inteligente, raçudo, técnico. Tem visão de jogo, é ótimo tática e tecnicamente. Veste a 19, mas não é espanto se herdar a 10 que tão bem cai no Ronaldinho Gaúcho (quando este um dia, for embora de lá). Tenho a forte impressão que um dia esse menino vai conduzir a Argentina a um título mundial (só torço que não seja contra o Brasil).

Vendo Messi jogar, lembrei da expressão inglesa “What a mess”, que quer dizer “Que confusão”. Ela expressa perfeitamente o que deve ter passado na cabeça da defesa madrilenha: “What a Messi”!
Foto: AFP/UOL

quinta-feira, março 08, 2007

Quando uma torcida leva o time pela mão...


Domingo, 04 de março. Trinta e oito mil pessoas comparecem à primeira partida da final da Taça Guanabara. Jogo de uma torcida só. E vêem o time grande jogar como pequeno e o pequeno jogar como grande, vencendo o jogo por 1 a 0.

Quarta, 07 de março. Cinqüenta e sete mil pessoas vão ao Maracanã, com um objetivo: levar o time grande pela mão, reconduzindo-o à sua grandeza. Pela atuação do time grande no jogo anterior, a lógica diria que haveria menos torcedores no estádio. Mas desde quando a lógica ou o racional são suficientes para explicar a força da torcida do Flamengo?

A história de um clube faz sua torcida. Menos com o Flamengo. Com o Flamengo, a torcida faz história, a torcida faz o clube. O Flamengo pode voltar a jogar no Aterro de mesmo nome, como ocorreu nos idos de sua trajetória. O Flamengo pode vender a sede, derreter suas taças, lotear seu campo. Nada disso fará o Flamengo menos Flamengo. Porque o Flamengo é sua torcida. E essa, não tem preço, não tem fim. Enquanto as arquibancadas inanimadas adquirirem vida e força quando o Flamengo está em campo, não tenho dúvidas: mais do que imortal, o rubro-negro será sempre vencedor.

quarta-feira, março 07, 2007

Duelo das marcas na Liga dos Campeões


Gigantes do material esportivo dominam a fase final da Liga dos Campeões

Nesta quarta (07/03), foram definidas as últimas vagas nas quartas-de-final da Liga dos Campeões. Os vencedores estão em negrito na lista abaixo. Vale notar também como está o duelo das marcas de material esportivo. Adidas e Nike dominam: dos oito classificados, as duas juntas patrocinam sete equipes (quatro times e três times, respectivamente). A Diadora é a “penetra” da festa, estampando a camisa do Roma.
O sorteio dos confrontos da próxima fase é na sexta e é bom a Nike cruzar os dedos. Dos três encontros com a concorrente Adidas, a empresa alemã levou a melhor em todos.

Valencia (Nike) x Internazionale (Nike)
Liverpool (Adidas) x Barcelona (Nike)
Lyon (Umbro) x Roma (Diadora)
Chelsea (Adidas)
x Porto (Nike)
Bayern München (Adidas) x Real Madrid (Adidas)
Manchester United (Nike) x Lille (Airness)
Arsenal (Nike) x PSV Eindhoven (Nike)
Milan (Adidas)
x Celtic (Nike)

terça-feira, março 06, 2007

Futebol-Arte (marcial)

As torcidas européias não têm dado exemplo de bom comportamento ultimamente. E não bastasse casos de racismo, mortes, agressões e baderna fora de campo, dentro dele a coisa também ficou feia em dois jogos de volta das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. No jogo Lyon x Roma, o brasileiro Fred deu uma cotovelada no romeno Chivu. A foto não deixa dúvidas da violência e da covardia do lance.



O juiz não viu, mas isso não deve evitar um gancho merecido do jogador.Pior ainda aconteceu na partida entre Valencia x Internazionale. O apito final foi confundido com o gongo do boxe e os as duas equipes brigaram em campo, estendendo o bafafá até o vestiário. Pura demonstração de futebol-arte (marcial). Lamentável.




segunda-feira, março 05, 2007

Joelho de Aquiles



Não tenho dúvidas: se em vez de guerreiro, o lendário Aquiles fosse jogador de futebol, não teria o calcanhar como ponto fraco e sim os joelhos. Não entendo de medicina esportiva, mas o crescente número de contusões no joelho dos jogadores de futebol é, no mínimo, alarmante. Eto´o, Obina, Ricardo Oliveira, Cafu... No fim de semana, mais jogadores entraram para a lista: Alemão, atacante do Palmeiras; Kerlon, promessa do Cruzeiro e Nilmar. Este último, aliás, machuca gravemente o joelho pela segunda vez em menos de um ano; ano passado foi o direito e no último domingo, o esquerdo. Diagnóstico? De seis a oito meses fora dos campos.


Não pode ser acaso tantas contusões semelhantes. Seria o excesso de exercícios para fortalecer a musculatura e a falta de fortalecimento do joelho? Seria o excesso de partidas de um calendário desumano? Seria o reflexo do malabarismo que os jogadores têm que tentar para escapar dos carrinhos criminosos e das faltas desleais? Não sei a resposta... Só sei que o maior contundido, além do jogador, é o próprio futebol.
Foto: Folha Imagem/UOL

quinta-feira, março 01, 2007

Hora do Vasco pensar no Vasco

Semifinal da Taça Guanabara 2007. Flamengo de um lado, Vasco do outro. Mais um momento decisivo entre os dois clubes e mais uma vez, o Flamengo levou a melhor. Nos pênaltis, mas podia ter sido no tempo normal, já que o rubro-negro procurou o jogo o tempo todo e o Vasco não. O resultado abalou a equipe vascaína. O clube baixou “linha dura”, treino integral. Depois do jogo, só Renato Gaúcho (como sempre) falou com a imprensa. Durante o jogo contra o Fast Club pela Copa do Brasil, a torcida hostilizou Diego (por ter chutado o pênalti para fora) e Morais (que “não entrou” em campo contra o arqui-rival). Alguns cantos ressaltavam a “humilhação” da derrota.A atuação vascaína contra o Fla não foi das melhores, mas será que a culpa é realmente do time?
Vamos relembrar alguns fatos. Há anos, Eurico Miranda diz que “Flamengo x Vasco é um campeonato à parte”. Parece que o time pode ir mal das pernas em tudo que fizer e contra todos que jogar; o mundo “só cai” quando tem derrota para o Flamengo. Em 99, antes do início do Estadual, o dirigente abriu a boca para dizer que a grande disputa daquele ano seria para saber quem seria o vice, já que o Vasco já era o campeão. Ninguém avisou Rodrigo Mendes, que fez o gol do título do Flamengo. Título que abria caminho para o tricampeonato estadual, pela primeira vez conquistado sobre um mesmo rival nos três anos. Tri-vice.
Suficiente? Não. Veio 2004 e Eurico desdenhou de Felipe, ex-jogador do Vasco, que estava jogando muito no adversário. Na final, deu Mengão de novo. Tetra-vice.
Tinha mais. Veio 2006 e os dois clubes se encontraram em outra decisão, dessa vez a da Copa do Brasil. Na véspera do 1º jogo, festa, fogos, oba-oba em São Januário. Flamengo 2 a 0. No outro jogo, Flamengo 1 a 0. Vice de novo.
Já em 2007, Romário consegue liberação da FIFA para atuar no Vasco e buscar o milésimo gol. O que fez Eurico? Abre a boca e diz: “eu espero que ele faça (o gol mil) contra o Flamengo”. Vale lembrar também a obsessão do mesmo dirigente em contratar ex-jogadores rubro-negros. Jogou no Flamengo? Tem vaga no Vasco. Até Renato Gaúcho, técnico vascaíno, diz sentir que a rivalidade é levada mais a sério pelo Vasco que pelo Flamengo.
Por tudo isso, pergunto: por que o Vasco fala tanto do Flamengo? Por que tudo que o Vasco faz ou deixa de fazer parece ser em função do clube da Gávea? Parece um clube-satélite: elegou o rubro-negro como Sol e gira em torno dele com afinco. Não seria hora do Vasco pensar no Vasco? Com a maior torcida do Brasil e um sem número de dirigentes, tenho impressão que o Flamengo não precisa que o clube cruz-maltino fique pensando nele.

Quem paga o Pato?

Contra o Emelec, Alexandre Pato fez sua estréia no Beira-Rio. E foi o melhor do jogo. Fez ótimas jogadas, incomodou os adversários e deixou o dele na vitória por 3 a 0.

Quando a janela de contratações na Europa reabrir no meio do ano, vai ser muito difícil para o Inter manter o garoto. Candidatos não vão faltar para levar a promessa. Milan, Chelsea, Manchester United, Real Madrid... E a pergunta é: quem vai pagar o Pato?

Foto: EFE

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Melhor que Eto´o...

Ironicamente, a contusão de Obina é semelhante à sofrida por Eto´o em setembro do ano passado. A de Obina é no joelho esquerdo; a de Eto´o foi no direito.

Mas vale apontar uma diferença marcante: Eto´o se machucou tentando dar um passe e saiu de maca. Obina se machucou marcando um belo gol. Saiu do jogo amparado pelo médico do Fla, chorando, depois de tentar ficar de pé para voltar para a partida. Melhor que Eto´o. Pelo menos na raça. Volta logo, Obina!


A força de um ídolo

Pesquisa Lancenet - parcial 27/02/2007 - 18h32


O Flamengo conquistou a vaga nas finais da Taça Guanabara. No mesmo jogo, perdeu o xodó Obina por pelo menos seis meses. Muitos rubro-negros lamentam e chegam a afirmar que se pudessem, trocariam a vaga – motivo de mais uma zoação com os vascaínos – pela rápida recuperação do artilheiro gente boa. Parece impossível? Só olhar a parcial da pesquisa que o Lancenet está fazendo. Serve para mostrar duas coisas: a importância cada vez menor dos campeonatos estaduais e a força que um ídolo tem. Volta logo, Obina!




Poder de compra

Saiu no início de fevereiro o relatório Football Money League 2007, produzido pela Deloitte. Nele, o ranking dos clubes mais ricos do mundo. Entre os dez primeiros, é curioso observar a porcentagem de estrangeiros nas equipes. Entre os clubes que tem menos gringos, estão os italianos Milan e Juventus, base da seleção campeã do mundo em 2006. Será por isso que as seleções da Espanha, Inglaterra e Alemanha, países de origem dos outros times, não fazem bonito em uma Copa do Mundo há tempos?

Ranking dos clubes pelo faturamento / Porcentagem de estrangeiros na equipe:

1. Real Madrid – 69%
2. Barça – 65%
3. Juve – 34%
4. Manchester United – 62%
5. Milan – 42%
6. Chelsea – 73%
7. Internazionale – 81%
8. Bayer – 42%
9. Arsenal – 84%
10. Liverpool – 75%

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

E o visual do Dunga?


Pior do que o desempenho do Brasil em campo, só a camisa do Dunga... É muito, muito, muito tênue o limite entre o horror e o fashion...

Foto: Efe/UOL

Ora pois...


Uns poucos lampejos de futebol. Uma bola na trave chutada por Lúcio. Dois gols sofridos em bobeiras da zaga e a primeira derrota de Dunga no comando da seleção. O que ficou claro hoje é que o Brasil ainda não se encontrou. Podem falar que a culpa foi dos desfalques de última hora de Ronaldinho Gaúcho, Alex e Robinho.
Mas nem acredito muito nisso, já que dos três citados, quem pode realmente fazer diferença em campo provavelmente ficaria no banco. E esse é o absurdo maior: podem dizer que Ronaldinho Gaúcho não rende na seleção, isso e aquilo. Mas atualmente, quem rende? Quem tem desequilibrado com a amarelinha? Quem? Ninguém. Nenhum jogador que vem sendo chamado (e escalado) tem feito chover e relampejar, como sempre exigem que o Gaúcho faça todos os dias, todos os jogos, todos os anos.
Pelo futebol que o Brasil mostrou, sou Ronaldinho Gaúcho e mais dez. Porque com ele, pelo menos vem sempre a esperança de sair algo de bom. Confesso: torci pelo Felipão, ora pois.

Foto: Efe/Uol

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

DNA ou loteria?

Uma das notícias que mais me chamou atenção no último fim de semana foi a de uma mulher que está pedindo DNA de seis (!!!) jogadores para saber quem é o pai de um bebê que acabou de nascer.

A jovem é italiana, trabalha como garçonete e mora em Merano, província de Bolzano. Além dos seis (!!!) jogadores de futebol, dois empresários e um vereador fazem parte da lista de ‘candidatos’. A cidade, que tem 35 mil habitantes, está tão ansiosa pelo resultado e por saber quem é o ‘sortudo’ que já promove até um bolão. Na boa, é DNA ou loteria?

A imprensa e o mea culpa


Mea culpa. O significado desta expressão latina é bem conhecido: “por minha culpa; locução encontrada no ato de confissão e que se aplica nos casos em que a pessoa reconhece os próprios erros”. Não vejo nada mais aplicável à imprensa esportiva, principalmente a espanhola, no que se refere ao imbróglio em que se encontra o “Real Madrid”.

Na semana passada, após a ida de Ronaldo para o Milan, o jornal Sport não mediu palavras: nomeou o Fenômeno como ‘mercenário’, por ter atuado por quatro clubes em 11 anos. O argumento, em si, já seria insustentável: se os jogadores vão e vêm dos clubes sem criar vínculo algum, muito se deve ao mercantilismo da bola, largamente difundido principalmente pelos clubes europeus (Real Madrid e Chelsea podem encabeçar a lista). Sem pensar muito, lembro o nome de Fernando Morientes, que em quatro anos (de 2003 a 2007), atuou em quatro clubes (Real Madrid, Mônaco, Liverpool e Valencia). Ronaldo é mercenário? Acho que não, Sport. Outros dois diários esportivos espanhóis, apesar de pegarem leve com Ronaldo em sua saída, vinham culpando o brasileiro e sua “gordura” pelos maus resultados do time merengue.Nesta segunda (05/02), após a rodada do fim de semana na qual o Real Madrid perdeu por 1 a 0 para o Levante (prazer, meu nome é Glaucia) dentro do Santiago Barnabéu, os três diários esportivos apontaram o culpado em suas capas: Fábio Capello. O Ás afirmou com todas as letras: “Todos os seus tiros (de Capello) saíram pela culatra. Entre os méritos dele está o de ter feito de Ronaldo um santo. O nome do atacante apareceu em meio aos lamentos dos torcedores, que, tão castigados pelos fracassos, acostumaram-se a fazer por menos o mês anterior, quando éramos gordos, mas felizes, ou ainda o anterior a esse, quando éramos irritados, mas esperançosos”.


Não defendo Capello; ao contrário, acho que ele agiu de forma arrogante e desrespeitosa com um ídolo com a história de Ronaldo. Independente da forma atual, por tudo que já fez e passou no futebol, o atacante merecia sim, mais respeito.

Mas... o que dizer da atitude da imprensa? Até quando os veículos, colunistas, repórteres vão nomear bruxas e promover caça às mesmas em suas páginas, de forma tão incisiva (e cruel)? E isso não é ‘privilégio’ da imprensa espanhola; a imprensa esportiva mundial cria mitos da noite para o dia, molda pés de barro para jogadores, técnicos e equipes, numa espécie de olaria que alia letras e imagens escolhidas a dedo para explorar a paixão dos torcedores. Basta lembrar que o hoje ‘problemático Real Madrid’ era o ‘galáctico Real Madrid’ (antes mesmo de entrar em campo e ter resultados que justificassem o apelido).

Não seria hora de questionar o papel da imprensa esportiva para a sociedade? Não seria hora de deixar que determinados comportamentos ficassem restritos aos torcedores e não mais aos formadores de opinião?

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Páginas da Bola...

Sou uma mulher que troca fácil qualquer novela por um joguinho de futebol. E talvez por isso, tenho “paciência zero” para as novelas futebolísticas. As coisas que não agüento mais ouvir:

1 – Destino de Nilmar: precisa dizer mais?

2 – A má-relação entre Ronaldo e o Real Madrid: sinceramente, Ronaldo. Vai embora logo. O Real Madrid é um grande clube, mas todo mundo lá acredita (mesmo) que o Raúl é mais jogador que você... Não dá!

3 – O “milésimo” gol de Romário. Zzzzz...

4 – Bagunça na Ferj: quero novidades. O dia que estiver organizado, aí sim, me avisem.

5 – Leão trocando farpas com alguém.

6 – Jogadores brasileiros que vão jogar no exterior; voltam jurando que agora ficam em definitivo no Brasil e seis meses depois recebem uma proposta de qualquer clube gringo e vão embora de novo sem hesitar. Não é, Sávio?!

7 – Vaivém de liminares ratificando ou colocando sub judice as eleições do Vasco.

8 – Jogadores em fim de carreira que topam jogar os estaduais por clubes pequenos e ficam cantando de galo como se estivessem tendo o passe disputado por todos os clubes do G14.

9 - Ronaldinho Gaúcho não é “tão” craque assim: sem comentários...

10 – Mineiro sai ou fica no São Paulo?

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Real problema


Ontem (21/02) vi a partida entre Mallorca e Real Madrid, vencida pelo time merengue por 1 a 0. O belo gol de falta de Reyes não oculta um fato: o Real Madrid, atualmente, é um time apenas esforçado. Corre atrás da vitória muito menos por vocação ofensiva e muito mais porque a crise do clube morde os calcanhares de todos, do presidente aos jogadores.
Parece um paradoxo falar em crise quando time é um dos três líderes do Campeonato Espanhol. Mas essa palavra não pode mesmo se afastar do vocabulário da equipe de Fábio Capello, cuja atitude na foto acima já revela muito. Tudo – dos maus bofes deste último ao tratamento dado a Ronaldo – indica que o Real Madrid está cercado de problemas.Desde 2000, o clube apostou numa política ousada (e principalmente, cara): anunciar pelo menos um grande jogador por ano. Vieram Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham, Owen, Júlio Baptista, Robinho... E alguns títulos: dois espanhóis (2000/2001, 2002/2003), uma Liga dos Campeões da Europa (2002), um Mundial de Clubes (2002), duas Supercopas da Espanha (2001 e 2003) e uma Supercopa Européia (2002).
Mas o que se esperava era que o time ganhasse tudo sempre. E dando espetáculo. Só que futebol não é assim. Escalação não ganha jogo, nem campeonato. Depois de 2003, o time não ganhou nada em campo mesmo faturando alto fora dele. Os grandes nomes do time fizeram o clube arrecadar em contratos publicitários, venda de produtos licenciados, camisas, excursões... Ideal para o Real Madrid “marca”; um caos para o Real Madrid “clube”. Só na temporada 2005/2006, o Real Madrid conseguiu 292,2 milhões de euros, se tornando a marca mais valiosa do futebol. Conquistou mercados mundo afora. E decepcionou seu cliente mais importante: o torcedor espanhol. Esse, que não escolhe o Real Madrid “marca”, mas o Real Madrid “clube”. Que conhece suas glórias, sua história, que vai ao estádio, aos treinos.
Legal encarar o torcedor como consumidor; ótimo ver o esporte com visão de mercado. Mas no futebol, assim como na propaganda da Mastercard, há coisas que o dinheiro não compra. Um delas é a alegria sincera, visceral e única de comemorar um título. E esse deve ser o maior objetivo de qualquer plano de marketing quando o assunto é esporte (principalmente futebol).

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Marketing ou antimarketing?

Quando as cortinas de 2006 já estavam descendo, pintou a notícia: “Vasco cria departamento de marketing”. Para o novo departamento, contrataram profissionais como Paulo Angioni, Valdir Espinosa e Marcos Duarte (ex-diretor de marketing do Flamengo). O Vasco merece parabéns? Acho que não.
Antes de mais nada, vale relembrar uma coisa: no próximo dia 18, o clube completa sete anos sem patrocínio na camisa. A última vez que uma marca apareceu na camisa do clube, aliás, foi de forma patética: na final da Copa João Havelange, Eurico Miranda mandou estampar o logotipo do SBT como forma de alfinetar a Rede Globo. Alguns acharam a idéia genial; eu acho que foi um tiro no pé. O que para uns pareceu “esperteza, malandragem”, soou mesmo como falta de credibilidade, de profissionalismo, de seriedade e de autonomia. Palavras essenciais para qualquer um que queira investir no esporte. Se um dirigente coloca uma marca na camisa do seu time (sem receber um tostão sequer) apenas por birra ou diferenças pessoais, não pode ser levado a sério. E que não se esqueça o detalhe: a Globo tem contrato com os clubes por conta da transmissão dos jogos e para muitos deles – incluindo o Vasco – já adiantou receitas para que eles pudessem cobrir seus rombos financeiros. Eurico Miranda costuma dizer que o Vasco não tem patrocinador na camisa porque nenhuma empresa “paga o que o clube merece”. O que o clube merece não se discute; o que faz por merecer é outra história.
Antes fosse só isso... Mas nos últimos anos, o clube se especializou em vexames que mandam a marca “Vasco da Gama” para a lama. Sem fazer muito esforço, lembro de alguns: o não-pagamento do seguro do jogador Dener (morto num acidente de carro quando tinha contrato com o clube); volta “olímpica” de araque no campeonato carioca de 1990; as inúmeras greves de silêncio e brigas com a imprensa (geralmente quando a mídia em geral critica os mandos e desmandos do Vasco); a expulsão do maior ídolo vascaíno do estádio de S.Januário, como se Roberto Dinamite fosse um qualquer, por conta das diferenças políticas entre o ex-jogador e Eurico; o alambrado do mesmo estádio caindo na final da Copa JH; ações por quebra de contrato movidas pela Penalty e pela Umbro, duas ex-fornecedores de material esportivo do clube; eleições suspeitas e parciais, nas quais votaram até sócios sem condições de voto; inúmeros processos trabalhistas e cíveis, além de dívidas com o INSS, o FGTS e a Fazenda Nacional (sempre negadas pela diretoria). E por aí vai... Qualquer vascaíno fica de cabelo em pé lendo sites como o Consciência Vascaína ou Movimento Unido Vascaíno.
Que ninguém se engane: marketing se faz com atitudes bem mais amplas que simplesmente contratar profissionais do ramo. E convenhamos: já não era sem tempo. Anunciar a criação de um departamento desses num clube que tem a quinta maior torcida do Brasil apenas no ano de 2006 é prova do atraso que anda por lá. O futebol carioca está atrasado? Sem dúvida. Mas no Flamengo, no Fluminense e no Botafogo, a palavra “marketing” não parece ter sido descoberta agora. Eurico quer fazer marketing? OK. Talvez a melhor atitude para isso fosse renunciar ao cargo e não apenas criar um departamento. Acorda, Vasco!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Futebol onipresente


Hoje vi essa foto maravilhosa no G1. O frio intenso que está castigando o Afeganistão. Já causou 11 mortes em Cabul. No entanto, o gelo também serve para "aquecer" o espírito esportivo, como a imagem mostra. Futebol onipresente.


Foto: Reuters

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Dez piores momentos de 2006

É Natal e em vez de fazer lista para o Papai Noel, fiz a lista dos dez piores momentos do futebol em 2006 (na minha humilde opinião).

1. Cabeçada do Zidane: um craque como Zizou precisa usar a cabeça sempre, mas não da maneira como fez na final da Copa da 2006.

2. Vídeo do Postama: o goleiro holandês Stefan Postma, do ADO Den Haag, conseguiu ficar famoso no futebol. Mas não pela qualidade técnica... Uma ex-namorada divulgou um vídeo da relação dos dois e na gravação, ela é o “homem” da relação, graças a um apetrecho de borracha. Virou alvo de chacota no mundo. O vídeo foi para o You Tube e retirado depois (quando meio mundo já tinha visto). Mas sem dúvida, quem procurar vai achar pela Internet... Chega a traumatizar...

3. Gol de gandula: Santacruzense e Atlético Sorocaba. Ninguém lembraria dessa partida, válida pela Copa Federação Paulista, se a árbitra Sílvia Regina de Oliveira (da FIFA!!) não tivesse validado um gol de gandula, que deu o empate ao time de Santa Cruz. A árbitra foi suspensa por 30 dias, o auxiliar Marco Antônio Motta Júnior, por 15 e o time beneficiado pagou uma multa de R$ 50 mil. Barato, muito barato pelo tamanho da besteira.

4. Cobrança de pênalti do William: poucas vezes se viu um pênalti cobrado de forma tão bizarra... A cobrança rodou as TVs do mundo e a internet e, sinceramente, quanto mais a assisto, menos entendo...

5. Valdir Papel na final da Copa Brasil: Renato Gaúcho apostou em Valdir Papel para tentar os dois gols de diferença que manteria o Vasco na briga pelo título da Copa do Brasil. A aposta fez “bonito”: levou amarelo por uma falta desnecessária e dura em Renato. E aos 16 minutos do 1º tempo, assinou a “obra”: deu um carrinho no Leonardo Moura e foi expulso. Virou Valdir Papelão.

6. Frango de Robinson na Eurocopa: Croácia 2 x 0 Inglaterra. Uma imagem vale mais do que mil palavras? Que o vídeo fale por mim...


7. Ajeitada no meião do RC: essa todo mundo viu... E preferia esquecer. Roberto Carlos ajeita o meião e Henry entra livre para despachar o Brasil da Copa 2006. Pelo menos, RC decidiu pendurar as chuteiras (e o meião) na Seleção depois dessa.

8. RC fraturando dedo levando drible do Messi: Messi quebrou o dedo de Roberto Carlos, num Barça x Real Madrid. Por que não expulsaram o argentino? Simples... Ele “fez” isso passando como quis pelo lateral. Que na tentativa de segurar o craque, fraturou o dedo...
9. Falta “ensaiada” do FortalezaFortaleza 2 x 1 São Caetano, no Brasileirão. Aos 43 do 1º tempo, Bechara corre para cobrar falta para o time tricolor. Só não avisou para o companheiro Igor, que também quis bater. Os dois trombam e Igor se machuca. Ouvi a música dos Trapalhões por aí?
10. Chuteira da Nike que deu bolha em Ronaldo/Figo e da Adidas que deu bolha no GerrardParecia brincadeira. Em meio às milionárias campanhas das gigantes Nike e Adidas durante a Copa 2006, Ronaldo e Figo (patrocinados pela Nike) e Gerrard (patrocinado pela Adidas), sofriam com as bolhas provocadas pelas chuteiras que usavam. É muito tênue a linha entre o marketing e o mico...

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Marta, melhor do mundo!

Brasil, país do futebol. Mas vale um adendo ao clichê: “Brasil, país do futebol masculino”. Impressionante como no país tido como o mais significativo no universo da bola, o futebol feminino nunca teve vez. Mulher, jogando bola por aqui, logo é rotulada com substantivos que acho dispensáveis.
Mas vocação é vocação, ainda que nem sempre haja incentivo para que esta floresça. E não posso negar que realmente me emociona, me emociona muito, ver a Marta ganhando o prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA.Ela, que tem feito chover no sueco Umea If, finalmente leva para casa o troféu que havia escapado nas duas edições anteriores.Vitória contra o machismo, contra o preconceito, contra a falta de condições e contra o estigma que futebol é coisa para homem. Não, não é. Futebol é coisa para quem tem talento. E talento nunca foi dom exclusivo de um determinado sexo. Marta, em vez de parabéns, prefiro dizer muito obrigada! Obrigada mesmo por ter marcado esse golaço para as mulheres brasileiras, como sempre, driblando tantas adversidades.

Mundo Vermelho

Que me desculpem os fãs e adeptos dos outros esportes, mas o futebol é incomparável. Só esse esporte tão imprevisível consegue ser tão apaixonante. Comprovo isso sempre e não foi diferente no último domingo, na decisão do Mundial de Clubes. De um lado, a seleção de astros internacionais que joga com a camisa do Barcelona; de outro, o ajustado time do Internacional. Vendo assim, friamente, não teria como: a taça ficaria com o Barça. Ficaria... Mas o futebol não admite futuro do pretérito. E no presente, a realidade é só uma: Internacional campeão do mundo.
O Barça é melhor? Sim. Mas o Inter teve méritos. E dos grandes. Se propôs a parar o Barcelona. E conseguiu. Jogou na defesa? Sim, mas essa é uma opção do futebol, não? E no ano que a Itália ganhou a Copa jogando na defensiva e o zagueiro Fábio Cannavaro faturou o prêmio de melhor jogador do mundo, não se pode dizer que essa é uma tática inválida. Até porque anular Ronaldinho Gaúcho, Deco, Puyol, Giuly e cia não é pouca coisa.
O Barcelona teve mais jogadas de ataque, ameaçou mais o gol? Sim, verdade. Mas futebol é bola na rede e quem fez isso foi o time gaúcho.
Sim, o céu nasceu azul na manhã do último domingo. Mas no mundo da bola, o horizonte é vermelho. Dor de cabeça inimaginável para os gremistas, que ainda têm que ouvir que, para o Internacional se igualar em conquistas com o Grêmio, só falta o título da Série B... Hum, mas acho que esse a torcida vermelha não faz questão não.

Foto: AFP

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Estudiantes dando aula de raça...

Os ingredientes da partida eram suficientes para saber que não seria um jogo qualquer. Há 38 anos, o Campeonato Argentino não era decidido em uma partida extra. O Boca Juniors tentava um tricampeonato inédito, depois de fazer o mais difícil: perder a vantagem de quatro pontos, ao não conquistar um dos seis pontos disputados nos dois últimos jogos (o último no caldeirão de La Bombonera) para assegurar o título. O Estudiantes, depois de 11 vitórias nas últimas 12 partidas, buscava o grito de campeão que não saía há 23 anos. E logo contra o Boca, que não sabia o que era perder para a equipe de La Plata há uma década, longos 21 jogos.
As torcidas ainda tinham o apito inicial do juiz no ouvido quando Palermo fez o primeiro. Parecia que o time de Buenos Aires ia chutar a amarelada das duas últimas rodadas para escanteio. Mas havia muito jogo pela frente. E muita história a ser escrita. O Estudiantes não se abalou. Foi para cima. Perdeu boas chances de empatar. Palermo também perdeu gol feito e não ampliou. E o Boca se fechou. Recuou, tentando administrar a vantagem obtida com menos de cinco minutos. Recuou, recuou, recuou mais. O goleiro Bombadilla fazia o que podia para evitar o empate. E até conseguiu, pelo menos até o fim do 1º tempo.
Com o 2º tempo começando, nada mudou. Estudiantes no ataque; Boca na defesa. Ricardo La Volpe, técnico boquense, apostava na covardia e nos contra-ataques que não saíam. O que saiu foi o castigo. Aos sete minutos, de falta.
O empate do Estudiantes dava mais justiça ao placar. E aos 35, veio a virada. Veio a história. O veterano Verón prendia choro em campo. A pirâmide de jogadores sobre Pavone, autor do belo gol que iria quebrar o jejum platense, foi emocionante. A festa nas arquibancadas também. Estudiantes dando aula de raça. Estudiantes campeão. E o futebol, o mais apaixonante dos esportes, agradece.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Rachando a cara das mulheres...

Inúmeros foram os micos da cerimônia de entrega do “Prêmio dos Melhores do Brasileirão 2006”, promovido pela CBF e realizado na última segunda, 04/12, no Theatro Municipal, no Rio. Mas nada pior do que a “pérola” da atriz Taís Araújo, que, ao chamar os indicados na posição “volante esquerdo”, ela anuncia:
- O Troféu de Bronze para volante esquerdo vai para o Maldonado, do Cruzeiro. A vaia come no Theatro. Afinal, poucos momentos antes, o vídeo que anunciava os indicados mostrava claramente o jogador... com a camisa do Santos!!
O erro já teria sido feio por si só, mas a "intrépida" global conseguiu piorar, justificando:
- Ah, é do Santos? Mas aqui tá escrito Cruzeiro...
E mandou:
- Gente, dá um desconto que eu sou mulher, valeu?!
Não, não valeu. O problema não é ser mulher falando de futebol. O problema é uma pessoa topar fazer algo para o qual não tenha preparo. Se meter a participar de um evento, projeto ou qualquer coisa que o valha sem entender do assunto que está sendo discutido. O problema é não ter humildade de saber que, para apresentar um prêmio qualquer, seja de esporte, cinema, literatura ou feng-shui a pessoa não pode abrir a boca para falar como “entendida” e pagar mico. A partir de agora, neste blog, está instituído o “Troféu Taís Araújo”, que vai ser oferecido aos piores do futebol durante o ano. Porque para ser pior que a global no Prêmio da CBF, só a zaga do Íbis de 79.
P.S.: Ah, Taís... Se achar que mulher não entende mesmo de futebol, só entrar em contato.

domingo, dezembro 03, 2006

Futebol é vida. O resto...

Terminou neste domingo o Campeonato Brasileiro e daqui a uma semana (talvez menos) vão aparecer os primeiros sintomas de “abstinência de futebol”. No caso, futebol nacional. Porque até janeiro, quando começarem os campeonatos estaduais 2007, vou me alimentar meu vício com as partidas dos campeonatos europeus - o que é alimento de primeira, convenhamos.
Mas entre o Natal e o Ano-Novo, sinto calafrios, passo mal e a Síndrome do Zapping se manifesta nervosamente em busca de uma mera reprise de um jogo qualquer.
Sou assim... Desde que comecei a acompanhar futebol – e lá se vão duas décadas – esse esporte virou meu vício, meu hobby. Virou minha cabeça. Virou estudo na faculdade. Virou a motivação para escolher a área de atuação profissional. É parte de mim e de forma tão intensa, que “contamino” as pessoas à minha volta.
Gosto e acompanho esportes em geral. Só que ao futebol me entrego. Acho lindo o espetáculo das Olimpíadas. Mas a Copa do Mundo é insuperável. Basta dizer que os dois eventos já pararam por conta das guerras. Mas só o futebol já parou e provocou algumas delas. É o mais popular. É o mais apaixonante. O mais imprevisível. Explica o mundo. Justifica a vida. Provoca dor de morte. Absurdo? Talvez. Mas só quem já teve dores físicas causadas pela derrota de um time sabe o que estou falando. Sem exagero, até de Deus o futebol aproxima. Porque a vitória nos gramados é divina; um título, a redenção.
Futebol é isso e muito mais. Como diz a inscrição do mousepad da foto: futebol é vida; o resto é só detalhe.

terça-feira, novembro 28, 2006

Indiscustível

No post do dia 24 de outubro, “pedi ajuda” ao grande Nelson Rodrigues para defender Ronaldinho Gaúcho das críticas que estava recebendo. Fechei o texto com uma máxima rodriguiana, que afirma em alto e bom tom: “a única coisa indiscutível no mundo é o gênio”. Pois é... No fim de semana, eis que Ronaldinho Gaúcho apronta das suas, como mostra o vídeo (que aliás, está sendo visto e revisto na Internet). Indiscutível, não?

segunda-feira, novembro 27, 2006

Bola (de Ouro) pro mato...

Nesta segunda, confirmou-se o nome do zagueiro Fabio Cannavarro como novo dono da Bola de Ouro, tradicional premiação oferecida pela “bíblia” France Football.
Surpresa não foi, até porque a notícia tinha vazado para a imprensa há alguns dias. Merecido? Talvez, o italiano é um zagueiro completo, sem dúvida uma referência da posição atualmente.
Mas a escolha não deixa de ser curiosa. A Bola de Ouro é oferecida desde 1956 e essa é a quinta vez que é oferecida para um jogador da defesa. Cannavarro é o quarto jogador desse setor a ganhá-la (o “Kaiser” Beckenbauer faturou duas delas). O primeiro defensor dono da Ballon D´or foi o lendário goleiro Iashin, em 1963. Nove anos depois, em 72, Beckenbauer levou a dele e repetiria o feito em 76. Depois disso, foram necessários vinte anos para a Bola parar na zaga de novo, mais exatamente na marcação do alemão Mathias Sammer. Fora isso, ela sempre rolou com gosto para atacantes e meias com vocação ofensiva. Para completar, o segundo colocado na lista desse ano foi outro jogador de defesa: o goleiro Buffon, companheiro de seleção do vencedor.
Quem acompanhou a Copa, sabe que ela não teve nenhum brilhantismo. Venceu o pragmatismo defensivo da Itália, numa competição na qual nenhum camisa 10 se destacou, exceto o Zidane. Foi a Copa dos defensores, da galera do desarme: Gattuso, Maniche, Vieira, Zé Roberto... Os antes chamados brucutus roubaram a cena de Totti, Figo, Henry, Ronaldinho Gaúcho.
Numa época em que empresas como Nike e Adidas produzem filmes e peças publicitárias exaltando a irreverência e o futebol-arte, é bom pensar: é isso mesmo que predomina em campo?
Parabéns ao Cannavarro, mas eu ainda acho que lugar de Bola (ainda mais de Ouro) é dentro do gol (e nas mãos dos goleadores e articuladores do ataque). Mas já que o momento pede, Bola de Ouro pro mato, que o jogo é de campeonato...

Foto: Presse-Sports

terça-feira, novembro 21, 2006

Viva World Cup

Conforme combinado no texto anterior, voltemos ao assunto NF-Board. A entidade, apesar de não ser muito falada por aqui, já começa a dar mostras de força. Já passa com louvor no teste do Google: ao digitar “Nf-Board”, assim mesmo, entre aspas para refinar mais a busca, já são 20.200 páginas sobre ela. Já tem um verbete de respeito na democrática Wikipédia, no qual podemos ver a lista dos membros (provisórios, associados e em potencial). A olhada vale não só pela informação, mas pelo que esta exprime: há um mundo à parte no futebol, um mundo que precisa de voz (de preferência entoando gritos de torcida) e de campo (no sentido de espaço, mas nada mal se vier junto um belo gramado também).
E é nesse mundo que está rolando a Viva World Cup. A sede é em Hyeres Les Palmieres, na Occitânia (França). A abertura foi no último dia 19. São quatro as seleções que participam: Mônaco, principado que há muito tenta provar na FIFA que pode ter representatividade no futebol e não só na F-1; a Lapônia, região ao norte da Escandinávia, terra dos índios Sami; Camarões do Sul, com as províncias que têm língua inglesa, localizadas à Noroeste e Sudoeste da terra-natal de Roger Milla; e o “time da casa”, a Occitânia, que compreende áreas ao sul da França, dos alpes italianos, da Catalunha e de Mônaco. Esses times disputam o troféu da foto.
Seriam seis, mas dois participantes (Rom e Papua Ocidental) desistiram por falta de recursos. Pouco antes, mais oito seleções entrariam também (Gagaúzia, Groelândia, Quirguistão, Zanzibar, Criméia, República Turca do Chipre do Norte, Tadjiquistão e Tibet), só que houve um racha político. O Chipre, que sediaria a competição, quis levar a coisa para o lado político – e a NF-Board não concordou, nomeando a sede atual. O governo cipriota levou embora o apoio financeiro que custearia as viagens dos outros times e alguns debandaram para uma nova competição – a ELF (Egalité, Liberte, Fraternité) Cup, organizada pela Cyprus Turkish Football Association (CTFA). Esse outro torneio, aliás, está rolando no mesmo período (começou dia 18 e vai até o dia 25 próximo). Tem site também, para quem quiser dar uma olhada. Eu preferi abordar a NF-Board porque, apesar de ter um site mais amador, deu o pontapé inicial nessa partida. Futebol cult e romântico.
Vislumbrando meu texto agora, vejo quantos nomes pouco usuais do futebol precisei usar para escrever esse post. E isso serve para lembrar que o esporte, o futebol mais do que qualquer outro, precisa incluir o máximo número possível de representatividades. Não pode deixar ninguém de fora. É bom lembrar que a bola e o nosso planeta são redondos. E se a Terra abriga tanta diversidade, não pode ser diferente com a bola.

segunda-feira, novembro 20, 2006

NF-Board, pelos excluídos do futebol

Nos anos 20, o francês Jules Rimet começou a idealizar a Copa do Mundo, como forma de reforçar a paz e ideais de integração entre os povos. Conseguiu realizar o torneio em 1930 e o resto, é história. De quatro em quatro anos, a FIFA realiza a Copa, um pouco menos (ou muito menos) pela nobre motivação de Rimet e muito mais pela motivação financeira. Sem tantos romantismos, futebol é negócio, negócio que gera muita grana e a mola principal é essa. Faz parte do espetáculo.Mas de vez em quando, bate saudade daqueles tempos românticos. Aí, vale apelar para os DVDs, para os livros ou para a memória (não sou tão velha assim, mas até os anos 80, o futebol ainda tinha uma certa aura romântica). Ou então, para a Viva World Cup. Conhece?
A Viva World Cup é uma Copa do Mundo que reúne seleções não filiadas à FIFA e que acontece desde ontem (19/11) e vai até dia 25/11. É organizada pela NF-Board (Nouvelle Fédération-Board), uma federação internacional criada há três anos na Bélgica e que quer promover partidas internacionais a países, territórios e nações não reconhecidas pela FIFA. Só exige que não se tenha motivações políticas, religiosas ou econômicas para que essas seleções sejam representadas. Resumindo: é a alternativa para os excluídos, para povos que nem sempre se vêem representados nas seleções que disputam a Copa ou disputam as Eliminatórias.
No site da NF (com o perdão da intimidade), se pode ter idéia do que a entidade pretende. Simplicidade. De ideais e propósitos. Pode ser resumida na tradução livre de um trecho do texto de seu presidente, Christian Michelis, que diz: “A N.F.-Board busca ser uma instituição apolítica e aberta a todos. Para seus membros, seja qual for sua política ou motivação religiosa, o futebol deve ser um instrumento de união, distribuição e transmissão de sonhos para as pessoas, nações e povos de territórios isolados”. Verdade maior não poderia haver...
No próximo texto, vou falar mais dessa entidade e principalmente, da Viva World Cup.