Reprodução
quarta-feira, maio 23, 2007
A palavra é de prata; o silêncio é de ouro...
Reprodução
terça-feira, maio 22, 2007
Pontos (es)corridos
1 – Podem dizer que na Europa é assim há anos, que esse sistema premia o time mais regular. Antes de mais nada, os clubes europeus disputam vaga na Liga dos Campeões e na Copa da UEFA, dois campeonatos bem conceituados. Aqui, nós temos a Libertadores e a... Copa Sul-Americana. Me diga com sinceridade: conhece alguém que comemore vaga na Sul-Americana?
3 – Acho o calendário do futebol brasileiro incoerente; não entendo porque os campeonatos estaduais têm quase cinco meses (17/01 a 06/05) e o Brasileirão, no qual os times viajam e jogam mais, tem quase sete meses (13/05 a 02/12). Não é uma desvalorização desmedida do segundo e uma valorização excessiva dos primeiros?
4 – A diferença de calendário entre o Brasil e a Europa, que faz com que o torcedor brasileiro fique vendo navios (e os craques ou bons jogadores das equipes indo embora);
5 – Manchetes como “Time X ou Y mantém 100% de aproveitamento” depois de DUAS rodadas. É coisa para tentar empolgar a galera, eu sei, mas com duas rodadas nem o torcedor mais fanático consegue sair pelas ruas batendo no peito e gritando: estamos invictos!
... porque não dá para chamar isso que está na placa de marca, né?
É, sou uma viúva (ainda inconsolável) do mata-mata, de um campeonato de verdade. E não escondo isso de ninguém...
Imagens: Screenshot Fifa Manager/EA Sports / Diário da Manhã (GO)
Os dois “Flamengos”
Uma das grandes incógnitas do Campeonato Brasileiro é o Flamengo. Porque o time de Ney Franco, na verdade, são dois. Sim, Ney Franco dirige não um, mas dois Flamengos. Um, é o Flamengo do 1º tempo da primeira partida da final contra o Botafogo; mesmo Flamengo do jogo de ida contra o Defensor e de boa parte do jogo contra o Palmeiras. O outro é o Flamengo que buscou o empate no 2º tempo da final citada quando perdia por 2 a 0; que foi o mesmo rubro-negro que entrou em campo no Maracanã contra os uruguaios e só não reverteu a vantagem porque o juiz não deixou. Flamengo esse que entrou em campo também contra o Goiás, dominando o jogo no Serra Dourada com ótimo padrão tático e técnico.
O Flamengo tem sido regular em sua irregularidade. E esse é o maior desafio de Ney Franco: fazer com que o time tenha uma só cara, um padrão. E que esta cara e esse padrão sejam, é claro, a do “segundo” Flamengo. Se conseguir, pode fazer o que nenhum técnico fez nos últimos anos: fazer o clube da Gávea disputar o título brasileiro. E aí, qual Flamengo vai prevalecer?
Imagem montada com fotos de "O Globo"
A Liga dos Campeões já tem um vencedor
domingo, maio 13, 2007
Erro de juiz ou erro de juízo?
1 – O impedimento dado pelo árbitro Djalma José Beltrami, que tirou de Dodô a oportunidade de fazer o gol do título alvinegro contra o Flamengo, na 2ª partida da final do Estadual do Rio. O Flamengo acabou vencendo nos pênaltis;
2 – A sucessão de lambanças do argentino Héctor Baldassi no jogo Flamengo x Defensor, não dando dois pênaltis para o rubro-negro e deixando de coibir o anti-jogo uruguaio (que paralisou mais de 1/3 do jogo segundo o Lance!). Resultado: pelo “conjunto da obra” do juiz, o time carioca não conseguiu fazer o placar que necessitava e saiu da Taça Libertadores da América;
3 – No dia seguinte, foi a vez de Carlos Eugênio Simon decidir um jogo, deixando de dar um pênalti claro, claríssimo, a favor do Atlético-MG, aos 47 do segundo tempo, na partida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Botafogo. O Galo perdeu a chance de empatar e deu adeus ao torneio (atalho para a Libertadores 2008).
Não foram lances duvidosos; todos os lances foram claros, clamorosos, escandalosos. Lances capitais. Erros gritantes e vergonhosos que comprometeram o trabalho de diversos profissionais. Que acabaram com a alegria de milhões de torcedores.
Fair play é coisa que dá nos outros...
segunda-feira, maio 07, 2007
Se torcida não ganha jogo...
"A nossa torcida foi uma decepção, uma vergonha. Uma das grandes razões da derrota, independente do juiz e do bandeira, foi o não comparecimento do nosso torcedor. Se ele não nos ajudar, não ganhamos a Copa do Brasil, que é uma guerra. A torcida tem de dizer presente e prestigiar, o que ela não tem feito’. Depois do Bebeto de Freitas, foi a vez de Carlos Augusto Montenegro, vice-presidente de futebol alvinegro. Eu dizia num dos posts anteriores que os torcedores do Flamengo tem méritos por não acreditar no chavão “torcida não ganha jogo”. Só que nesta segunda, pelo que vi nas ruas, pelo que li e ouvi nos noticiários – incluindo as declarações dos dirigentes botafoguenses – o chavão precisa ser alterado. Porque por tudo que está sendo falado, torcida não ganha jogo, mas pode ajudar a perder.
domingo, maio 06, 2007
Camisa 10, nota dez
Renato Augusto veste a 10 rubro-negra e a 10 rubro-negra veste Renato Augusto. É um casamento que tem tudo para dar certo a médio-prazo. Digo médio-prazo porque, infelizmente, é difícil segurar um talento no futebol brasileiro. Que seja um feliz casamento enquanto dure. Renato Augusto: um camisa 10 nota dez.
Onde está a diferença?

A diferença entre o Flamengo e o Botafogo não se fez dentro de campo. Prova disso é que os três jogos entre as duas equipes terminaram empatados (3 a 3 no 1º turno; 2 a 2 no 1º e 2º jogos das finais). Nos dois últimos, o alvinegro foi melhor a maior parte do tempo (ou dos tempos, como prefere Cuca). O fiel da balança se fez fora do campo: nas arquibancadas, nas cadeiras, na renovada geral. Talvez seja repetitivo falar da torcida do Flamengo e da sua força. É o time mais popular do país, não? Então, vamos reverter um pouco o ângulo, vamos fugir do lugar-comum. Vamos falar da torcida do Botafogo. Sem dúvida, o alvinegro é uma boa equipe, a despeito da falta de grana. Tem jogadores que mantém boa regularidade nos jogos e jogadores que podem fazer a diferença: Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio. No entanto, chega a final e nas arquibancadas, o que se vê são botafoguenses em número infinitas vezes menor que o número de flamenguistas. Fico imaginando a cabeça dos jogadores de um e outro time quando entram no gramado e olham o estádio. Será que não faz mesmo diferença?
Eu penso que sim e não penso sozinha. Até o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, reconheceu isso. "Fico triste com a torcida que não comparece para ajudar, principalmente numa decisão. Esse time merece apoio total e irrestrito dos alvinegros. Peço que eles venham em grande número no jogo contra o Atlético-MG, quinta-feira, pela Copa do Brasil”.
O título está na Gávea e alguns vão dizer que não teve nada a ver com os torcedores que foram ao estádio. Há quem possa argumentar com o chavão “torcida não ganha jogo”. Pode ser. Mas bem faz a torcida do Flamengo quando deixa isso de lado e faz questão de acreditar que, se alguma coisa pode fazer a diferença na hora da decisão, é ela.
Os números e o futebol
*****

quarta-feira, maio 02, 2007
Amo muito tudo isso
Milan x Liverpool: revanche ou repeteco?
Nesta quarta (02/05), conhecemos a final da Liga dos Campeões. O Milan sapecou 3 a 0 no Manchester United e não só evitou uma final inglesa no melhor campeonato de clubes do mundo, como ainda ganhou a chance de uma revanche contra o Liverpool (que na temporada 2004/2005 saiu de um 3 a 0 para um empate em 3 a 3, arrancando o título da LC nos pênaltis).
Aconteça o que acontecer no próximo dia 23, em Atenas, se o Liverpool quiser o título, vai ter que parar Kaká, regente absoluto do rubro-negro italiano. E se Kaká levar o Milan ao título, vai dar uma arrancada e tanto para conseguir outra conquista: a de ser eleito o melhor jogador do mundo na atualidade. Como é um jogo só, tudo pode acontecer – uma revanche saborosa ou um repeteco apetitoso.
segunda-feira, abril 23, 2007
Semifinais da Liga dos Campeões
***
***
Falando em Liga dos Campeões, a “versão feminina” do torneio já está nas finais. O Umeå IK, time de Marta, perdeu em casa, nos acréscimos, para o Arsenal. Dia 29/04 tem o jogo de volta na Inglaterra. Sim, a competição das meninas tem dois jogos decisivos e não um, como na Liga dos Campeões (coisa que, aliás, eu realmente não entendo, nem do ponto de vista técnico muito menos do financeiro).
Imagens: Adaptação Uefa.com
domingo, abril 22, 2007
Deixem Messi ser Messi

Futebol é assim mesmo. Quando Maradona surgiu, com certeza disseram coisas tipo “é o novo Di Stéfano”. Maradona despontou e escreveu sua história. Virou ele mesmo a referência, o ícone a ser igualado.
Então, vou na contramão agora para pedir: deixem Messi ser Lionel Messi. Ele só tem 19 anos. Fez uma obra-prima que o futebol não vê todo dia. Mas não foi só esse gol: quem acompanha o Barcelona, sabe que ele tem um potencial enorme, um repertório inesgotável. É um jogador exuberante, raro.. Messi tem direito a ser apenas Messi. E ‘apenas’ aqui não tem intenção de diminuí-lo. O ‘apenas’ denota o sentido de ser único. Como ele é.
O futebol precisa ver o nascimento de outros mitos; a nova geração precisa ver o surgimento de novas referências. Por isso, sinceramente, não acho que o futebol não precisa de outro Maradona. Até porque acho que o mundo já anda perdido demais para ter mais um gênio dentro de campo e uma figura tão digna de pena fora dele. Torço mesmo, cruzo os dedos para que Messi não tenha nada de Maradona. Faço votos que ele deslumbre, encante, surpreenda dentro de campo e seja um exemplo fora dele (como Maradona nunca foi). Que não enverede por determinadas encruzilhadas que o caminho da fama e do sucesso costumam cruzar. Que ele seja o ícone de atleta magistral nas quatro linhas e de ser humano notável fora dele. E quanto mais leio todas as notícias sobre o estado de Maradona e seus problemas de saúde, sua arrogância – a ponto do médico dele afirmar que o craque se acha “um Deus”, seu desequilíbrio e sua inabilidade para lidar com o que seu talento construiu, mais eu desejo que não esteja vendo o “novo Maradona”.
Mais golaços
Vale citar também o gol do ex-flamenguista Jônatas, do Espanyol, feito na rodada da semana passada, contra o Atlético de Bilbao. Assim como o gol de Diego, foi marcado de muito longe.
quarta-feira, abril 18, 2007
O novo “MESSIas” do futebol-arte
Sou brasileira, ele é argentino. Mas isso não é suficiente para que eu deixe de admirá-lo. Quando digo que Lionel Messi ainda terá o mundo a seus pés, não é exagero. Isso acontecerá, de fato, porque a Terra é redonda. Igual à bola. E Messi faz com a bola o que quiser: é, sem dúvida, um artista raro, um jogador destinado a produzir antologia.
O golaço que fez pelo Barcelona contra o Getafe, nas semifinais da Copa do Rei, é do tipo que entra para uma seleta galeria de obras-primas do futebol mundial. Aliás, que bom que a competição tem o nome de “Copa do Rei”. Nada mais adequado para aquele que é o novo “MESSIas” do futebol-arte.
Até quando?
A vaia

Uma crise acontece quando um modelo antigo não existe mais e o novo não existe ainda. Isso resume bem o estágio do futebol brasileiro. Não é nem profissional, nem amador. Dirigentes e jogadores se esmeram em discursos e cifras para pregar o profissionalismo; mas no fundo – ou às vezes no ‘raso’ mesmo – agem e desejam o amadorismo.
Exemplo? Vejam o comportamento do meia Zé Roberto, do Botafogo. Na primeira partida da final da Taça Rio, o time alvinegro empatou em 2 a 2 com a Cabofriense. Zé Roberto, um dos ídolos do time na atualidade e cobiçado por alguns clubes no início de temporada jogou mal. Acabou substituído por dores musculares. Mas na substituição, veio a vaia. E com a vaia, veio o chilique:
- A torcida cobra mesmo, mas por tudo que fiz pelo Botafogo não deveria ser assim. Agora ela me ajudou a decidir. Já que não está satisfeita, vou procurar outro lugar. Essa vaia serviu para eu tomar uma decisão na minha vida.
Sim. Zé Roberto acha que não pode ser vaiado. Nunca. Nem quando joga mal. Não quero ser injusta, então, vou além: não é só ele que pensa assim. Noventa e nove por cento dos jogadores agem e pensam da mesma forma. Foram vaiados? Birra. O técnico substituiu por opção tática? Xingamentos, gesticulação acirrada, cara feia. Levou o vermelho porque mandou o juiz para aquele lugar ou porque imitou Bruce Lee num carrinho? Reclamação, protestos contra a injustiça, discurso ‘é-por-isso-que-o-futebol-tá-assim’. Repetitivo, não?
O que transparece é que jogador de futebol nunca está errado. É sempre o ser mais inocente do planeta e o melhor intencionado também. Torcedores, dirigentes, jornalistas, técnicos e juízes são todos injustos, canalhas, desequilibrados e todas as variações possíveis desses adjetivos.
Verdade que no futebol torcedor, dirigente, jornalista, técnico e juiz nem sempre são exemplos de nada. Porém, esse misto de vaidade e birra dos jogadores não ajuda. Querem cobrar profissionalismo? Reclamar dos salários atrasados, dos erros clamorosos da arbitragem? Dos torcedores que invadem treinos, CTs, quebram carros? Dos jornalistas duas caras e dos técnicos idem? Sou a primeira a puxar o coro. Mas não batam o pezinho que calça a chuteira colorida quando a vaia vem. Não cruzem os braços e digam que não querem mais brincar disso. Porque soa como incoerência, imaturidade. Soa como saudade do paternalismo típico do amadorismo. Resumindo: não é profissional. E quem não age como um profissional, não pode clamar pelo profissionalismo.
A vaia, principalmente ao próprio time ou aos próprios jogadores, é um direito do torcedor de verdade. Porque torcedor de verdade vai ao estádio com a intenção de aplaudir, de exaltar. Se não exalta, se apela para a vaia, ninguém pode criticar. Só quem já vaiou o próprio time quando esperava aplaudir e vibrar pode entender que a vaia dói mesmo não é em quem recebe; é em quem faz.
Foto: Gazeta Esportiva
quinta-feira, abril 12, 2007
Eu sou f...
A solidão de Romário
Assim que a bola entrou, eles saíram. Romário ficou sozinho, talvez pela primeira vez na noite. Olhou a torcida do Vasco, de frente para ele. Era pura decepção, tristeza. Era o próprio retrato da solidão.
Brilha a estrela...do futebol

segunda-feira, abril 09, 2007
Ronaldo nos Simpsons
Cena do episódio dos Simpsons, que promete ser "fenomenal"domingo, abril 08, 2007
Capotando no Gol Mil
sexta-feira, abril 06, 2007
Toques rápidos
Não entendo determinadas posturas da imprensa esportiva. Sempre criticam o imediatismo dos clubes brasileiros quando estes trocam sempre de técnico. Aí o Internacional mantém Abel Braga no comando da equipe depois do vexame no Brasileirão. E aí, pinta uma manchete tipo a do UOL: “Mesmo com pior campanha da história, Abel Braga fica no Inter”. E tinha que ser diferente?
****
Aliás, a má-fase no Internacional poderia até ser explicada pelo excelente desempenho em 2006. Chegou forte em todos os títulos que disputou, mas foi um temporada extenuante. E o Fluminense, alguém consegue explicar? Me parece um time muito doente há pelos três temporadas, quando forma bons times no papel, mas nunca em campo. Ironicamente, a empresa médica que patrocina o tricolor carioca também não consegue curar o problema.
****
E o Carlos Alberto? Mais um típico caso de bom jogador que acha que é fora-de-série, cracaço. Grande negócio faria um clube que comprasse jogadores assim pelo que eles realmente valem e depois, conseguisse vendê-los pelo valor que eles julgam ter.
****
quinta-feira, abril 05, 2007
Ih, Vasco... Deu Gama
terça-feira, abril 03, 2007
Bojan Krkic

Pois bem... Por motivos profissionais, fiz uma busca de vídeos do Barcelona no You Tube e entre os resultados obtidos, vi alguns com um nome: Bojan Krkic. Decidi olhar um deles e ver do que se tratava. Bojan Krkic é o nome da mais nova “jóia da coroa” do clube catalão.
Joguei no Google; vieram 40.400 resultados, incluindo o que parece ser um esboço de site oficial. Apesar do nome, Krkic é espanhol, nascido em 28 de agosto de 1990. Tem, portanto, apenas 16 anos. Em outro resultado da busca, li uma matéria da Uefa sobre a revelação, que brilhou no Europeu Sub-17 em 2006. A matéria lista outros prodígios, mas não economiza ao falar do jogador do Barça, tido como “principal sensação do torneio”.
Ao contrário de Messi, que apesar de revelado pelo Barcelona, não pode servir à Seleção Espanhola, futuramente Krkic pode ajudar a Fúria a voar alto nas grandes competições. Olho no garoto!
quarta-feira, março 28, 2007
A hipocrisia precisa de cartão vermelho
****
Renato Silva é um bom zagueiro e muito novo ainda. Não tenho dúvidas: se tiver vontade, pode aprender a lição, dar a volta por cima e ainda servir de exemplo. Só torço para que não seja mal orientado. Quando vejo que os advogados do atleta pensam em processar o Fluminense pelo modo como o jogador foi dispensado, temo um pouco por isso. Era hora de trabalhar calado, assumir o erro e não jogar nas costas do clube ou de quem quer o peso da culpa pelos próprios atos.
segunda-feira, março 19, 2007
Para ter Copa, é preciso arrumar a cozinha...
Essa é a única Copa que o Brasil realmente merece trazer para cáAmo esporte e futebol, que ninguém duvide disso. E amo tanto que acho que eventos como uma Copa do Mundo merecem um lugar melhor. Ou um lugar que realmente se engaje em ser melhor. Um lugar que promova o crescimento social, econômico e urbano e, como parte desse planejamento, até almeje sediar eventos esportivos de primeira grandeza. Sediar uma Copa precisa ser conseqüência de um planejamento e não a causa. É ilusão falar num possível legado que uma Copa traria; aliás, mais que ilusão, é desrespeito. Vejam o Pan no Rio. Com orçamento estourado, obras atrasadas, violência espocando de forma abusiva por todos os lados da cidade, há o risco de termos somente vergonha como maior legado do evento.
Mas se no Pan há quem bata palmas para a desorganização interminável, é bom avisar que uma Copa não teria a mesma complacência. A FIFA tem muitos defeitos, mas um deles não é fazer parcimônia de atitudes severas para evitar vexames nos eventos organizados por ela. Provas? A Copa de 86 não seria originalmente no México e sim na Colômbia. Esta havia sido escolhida como sede do Mundial em 1978. O tempo foi passando, passando... e as condições econômicas e de segurança no país não mudavam. A FIFA pressionava por melhorias. Em setembro de 82, Belisário Betancur jogou a toalha e renunciou ao direito de sediar o evento. Países como Canadá, Estados Unidos, Peru, Brasil (cuja candidatura o então presidente Figueiredo vetou por falta de condições econômicas) e México entraram na briga pela competição. Os mexicanos levaram e o resto é história...
O Brasil não funciona, deixa a desejar. Necessita de planejamento e melhorias, mas que não venham por causa da Copa; que venham porque o país pensa grande. Para ter Copa aqui, temos que arrumar a “cozinha”. Para mim, quando falam em trazer uma Copa do Mundo para o Brasil, só vem a idéia de trazer o hexa mundial e não o evento em si... Afinal, se o país é referência positiva na prática do futebol, só leva olé e goleada quando os parâmetros são educação, infra-estrutura, desenvolvimento social, urbanização, saúde...
domingo, março 11, 2007
What a Messi!

quinta-feira, março 08, 2007
Quando uma torcida leva o time pela mão...

quarta-feira, março 07, 2007
Duelo das marcas na Liga dos Campeões
O sorteio dos confrontos da próxima fase é na sexta e é bom a Nike cruzar os dedos. Dos três encontros com a concorrente Adidas, a empresa alemã levou a melhor em todos.
Valencia (Nike) x Internazionale (Nike)
Liverpool (Adidas) x Barcelona (Nike)
Lyon (Umbro) x Roma (Diadora)
Chelsea (Adidas) x Porto (Nike)
Bayern München (Adidas) x Real Madrid (Adidas)
Manchester United (Nike) x Lille (Airness)
Arsenal (Nike) x PSV Eindhoven (Nike)
Milan (Adidas) x Celtic (Nike)
terça-feira, março 06, 2007
Futebol-Arte (marcial)

O juiz não viu, mas isso não deve evitar um gancho merecido do jogador.Pior ainda aconteceu na partida entre Valencia x Internazionale. O apito final foi confundido com o gongo do boxe e os as duas equipes brigaram em campo, estendendo o bafafá até o vestiário. Pura demonstração de futebol-arte (marcial). Lamentável.

segunda-feira, março 05, 2007
Joelho de Aquiles

quinta-feira, março 01, 2007
Hora do Vasco pensar no Vasco
Quem paga o Pato?
Contra o Emelec, Alexandre Pato fez sua estréia no Beira-Rio. E foi o melhor do jogo. Fez ótimas jogadas, incomodou os adversários e deixou o dele na vitória por 3 a 0.
Quando a janela de contratações na Europa reabrir no meio do ano, vai ser muito difícil para o Inter manter o garoto. Candidatos não vão faltar para levar a promessa. Milan, Chelsea, Manchester United, Real Madrid... E a pergunta é: quem vai pagar o Pato?
Foto: EFE
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Melhor que Eto´o...
Ironicamente, a contusão de Obina é semelhante à sofrida por Eto´o em setembro do ano passado. A de Obina é no joelho esquerdo; a de Eto´o foi no direito.Mas vale apontar uma diferença marcante: Eto´o se machucou tentando dar um passe e saiu de maca. Obina se machucou marcando um belo gol. Saiu do jogo amparado pelo médico do Fla, chorando, depois de tentar ficar de pé para voltar para a partida. Melhor que Eto´o. Pelo menos na raça. Volta logo, Obina!
A força de um ídolo
Poder de compra
1. Real Madrid – 69%
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
E o visual do Dunga?
Ora pois...

Mas nem acredito muito nisso, já que dos três citados, quem pode realmente fazer diferença em campo provavelmente ficaria no banco. E esse é o absurdo maior: podem dizer que Ronaldinho Gaúcho não rende na seleção, isso e aquilo. Mas atualmente, quem rende? Quem tem desequilibrado com a amarelinha? Quem? Ninguém. Nenhum jogador que vem sendo chamado (e escalado) tem feito chover e relampejar, como sempre exigem que o Gaúcho faça todos os dias, todos os jogos, todos os anos.
Pelo futebol que o Brasil mostrou, sou Ronaldinho Gaúcho e mais dez. Porque com ele, pelo menos vem sempre a esperança de sair algo de bom. Confesso: torci pelo Felipão, ora pois.
Foto: Efe/Uol
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
DNA ou loteria?
Uma das notícias que mais me chamou atenção no último fim de semana foi a de uma mulher que está pedindo DNA de seis (!!!) jogadores para saber quem é o pai de um bebê que acabou de nascer.
A jovem é italiana, trabalha como garçonete e mora em Merano, província de Bolzano. Além dos seis (!!!) jogadores de futebol, dois empresários e um vereador fazem parte da lista de ‘candidatos’. A cidade, que tem 35 mil habitantes, está tão ansiosa pelo resultado e por saber quem é o ‘sortudo’ que já promove até um bolão. Na boa, é DNA ou loteria?
A imprensa e o mea culpa
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Páginas da Bola...
1 – Destino de Nilmar: precisa dizer mais?
2 – A má-relação entre Ronaldo e o Real Madrid: sinceramente, Ronaldo. Vai embora logo. O Real Madrid é um grande clube, mas todo mundo lá acredita (mesmo) que o Raúl é mais jogador que você... Não dá!
3 – O “milésimo” gol de Romário. Zzzzz...
4 – Bagunça na Ferj: quero novidades. O dia que estiver organizado, aí sim, me avisem.
5 – Leão trocando farpas com alguém.
6 – Jogadores brasileiros que vão jogar no exterior; voltam jurando que agora ficam em definitivo no Brasil e seis meses depois recebem uma proposta de qualquer clube gringo e vão embora de novo sem hesitar. Não é, Sávio?!
7 – Vaivém de liminares ratificando ou colocando sub judice as eleições do Vasco.
8 – Jogadores em fim de carreira que topam jogar os estaduais por clubes pequenos e ficam cantando de galo como se estivessem tendo o passe disputado por todos os clubes do G14.
9 - Ronaldinho Gaúcho não é “tão” craque assim: sem comentários...
10 – Mineiro sai ou fica no São Paulo?
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Real problema

Ontem (21/02) vi a partida entre Mallorca e Real Madrid, vencida pelo time merengue por 1 a 0. O belo gol de falta de Reyes não oculta um fato: o Real Madrid, atualmente, é um time apenas esforçado. Corre atrás da vitória muito menos por vocação ofensiva e muito mais porque a crise do clube morde os calcanhares de todos, do presidente aos jogadores.
Parece um paradoxo falar em crise quando time é um dos três líderes do Campeonato Espanhol. Mas essa palavra não pode mesmo se afastar do vocabulário da equipe de Fábio Capello, cuja atitude na foto acima já revela muito. Tudo – dos maus bofes deste último ao tratamento dado a Ronaldo – indica que o Real Madrid está cercado de problemas.Desde 2000, o clube apostou numa política ousada (e principalmente, cara): anunciar pelo menos um grande jogador por ano. Vieram Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham, Owen, Júlio Baptista, Robinho... E alguns títulos: dois espanhóis (2000/2001, 2002/2003), uma Liga dos Campeões da Europa (2002), um Mundial de Clubes (2002), duas Supercopas da Espanha (2001 e 2003) e uma Supercopa Européia (2002).
Mas o que se esperava era que o time ganhasse tudo sempre. E dando espetáculo. Só que futebol não é assim. Escalação não ganha jogo, nem campeonato. Depois de 2003, o time não ganhou nada em campo mesmo faturando alto fora dele. Os grandes nomes do time fizeram o clube arrecadar em contratos publicitários, venda de produtos licenciados, camisas, excursões... Ideal para o Real Madrid “marca”; um caos para o Real Madrid “clube”. Só na temporada 2005/2006, o Real Madrid conseguiu 292,2 milhões de euros, se tornando a marca mais valiosa do futebol. Conquistou mercados mundo afora. E decepcionou seu cliente mais importante: o torcedor espanhol. Esse, que não escolhe o Real Madrid “marca”, mas o Real Madrid “clube”. Que conhece suas glórias, sua história, que vai ao estádio, aos treinos.
Legal encarar o torcedor como consumidor; ótimo ver o esporte com visão de mercado. Mas no futebol, assim como na propaganda da Mastercard, há coisas que o dinheiro não compra. Um delas é a alegria sincera, visceral e única de comemorar um título. E esse deve ser o maior objetivo de qualquer plano de marketing quando o assunto é esporte (principalmente futebol).
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Marketing ou antimarketing?
Quando as cortinas de 2006 já estavam descendo, pintou a notícia: “Vasco cria departamento de marketing”. Para o novo departamento, contrataram profissionais como Paulo Angioni, Valdir Espinosa e Marcos Duarte (ex-diretor de marketing do Flamengo). O Vasco merece parabéns? Acho que não.Antes de mais nada, vale relembrar uma coisa: no próximo dia 18, o clube completa sete anos sem patrocínio na camisa. A última vez que uma marca apareceu na camisa do clube, aliás, foi de forma patética: na final da Copa João Havelange, Eurico Miranda mandou estampar o logotipo do SBT como forma de alfinetar a Rede Globo. Alguns acharam a idéia genial; eu acho que foi um tiro no pé. O que para uns pareceu “esperteza, malandragem”, soou mesmo como falta de credibilidade, de profissionalismo, de seriedade e de autonomia. Palavras essenciais para qualquer um que queira investir no esporte. Se um dirigente coloca uma marca na camisa do seu time (sem receber um tostão sequer) apenas por birra ou diferenças pessoais, não pode ser levado a sério. E que não se esqueça o detalhe: a Globo tem contrato com os clubes por conta da transmissão dos jogos e para muitos deles – incluindo o Vasco – já adiantou receitas para que eles pudessem cobrir seus rombos financeiros. Eurico Miranda costuma dizer que o Vasco não tem patrocinador na camisa porque nenhuma empresa “paga o que o clube merece”. O que o clube merece não se discute; o que faz por merecer é outra história.
Antes fosse só isso... Mas nos últimos anos, o clube se especializou em vexames que mandam a marca “Vasco da Gama” para a lama. Sem fazer muito esforço, lembro de alguns: o não-pagamento do seguro do jogador Dener (morto num acidente de carro quando tinha contrato com o clube); volta “olímpica” de araque no campeonato carioca de 1990; as inúmeras greves de silêncio e brigas com a imprensa (geralmente quando a mídia em geral critica os mandos e desmandos do Vasco); a expulsão do maior ídolo vascaíno do estádio de S.Januário, como se Roberto Dinamite fosse um qualquer, por conta das diferenças políticas entre o ex-jogador e Eurico; o alambrado do mesmo estádio caindo na final da Copa JH; ações por quebra de contrato movidas pela Penalty e pela Umbro, duas ex-fornecedores de material esportivo do clube; eleições suspeitas e parciais, nas quais votaram até sócios sem condições de voto; inúmeros processos trabalhistas e cíveis, além de dívidas com o INSS, o FGTS e a Fazenda Nacional (sempre negadas pela diretoria). E por aí vai... Qualquer vascaíno fica de cabelo em pé lendo sites como o Consciência Vascaína ou Movimento Unido Vascaíno.
Que ninguém se engane: marketing se faz com atitudes bem mais amplas que simplesmente contratar profissionais do ramo. E convenhamos: já não era sem tempo. Anunciar a criação de um departamento desses num clube que tem a quinta maior torcida do Brasil apenas no ano de 2006 é prova do atraso que anda por lá. O futebol carioca está atrasado? Sem dúvida. Mas no Flamengo, no Fluminense e no Botafogo, a palavra “marketing” não parece ter sido descoberta agora. Eurico quer fazer marketing? OK. Talvez a melhor atitude para isso fosse renunciar ao cargo e não apenas criar um departamento. Acorda, Vasco!
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Futebol onipresente

Hoje vi essa foto maravilhosa no G1. O frio intenso que está castigando o Afeganistão. Já causou 11 mortes em Cabul. No entanto, o gelo também serve para "aquecer" o espírito esportivo, como a imagem mostra. Futebol onipresente.
Foto: Reuters
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Dez piores momentos de 2006
1. Cabeçada do Zidane: um craque como Zizou precisa usar a cabeça sempre, mas não da maneira como fez na final da Copa da 2006.
2. Vídeo do Postama: o goleiro holandês Stefan Postma, do ADO Den Haag, conseguiu ficar famoso no futebol. Mas não pela qualidade técnica... Uma ex-namorada divulgou um vídeo da relação dos dois e na gravação, ela é o “homem” da relação, graças a um apetrecho de borracha. Virou alvo de chacota no mundo. O vídeo foi para o You Tube e retirado depois (quando meio mundo já tinha visto). Mas sem dúvida, quem procurar vai achar pela Internet... Chega a traumatizar...
3. Gol de gandula: Santacruzense e Atlético Sorocaba. Ninguém lembraria dessa partida, válida pela Copa Federação Paulista, se a árbitra Sílvia Regina de Oliveira (da FIFA!!) não tivesse validado um gol de gandula, que deu o empate ao time de Santa Cruz. A árbitra foi suspensa por 30 dias, o auxiliar Marco Antônio Motta Júnior, por 15 e o time beneficiado pagou uma multa de R$ 50 mil. Barato, muito barato pelo tamanho da besteira.
4. Cobrança de pênalti do William: poucas vezes se viu um pênalti cobrado de forma tão bizarra... A cobrança rodou as TVs do mundo e a internet e, sinceramente, quanto mais a assisto, menos entendo...
5. Valdir Papel na final da Copa Brasil: Renato Gaúcho apostou em Valdir Papel para tentar os dois gols de diferença que manteria o Vasco na briga pelo título da Copa do Brasil. A aposta fez “bonito”: levou amarelo por uma falta desnecessária e dura em Renato. E aos 16 minutos do 1º tempo, assinou a “obra”: deu um carrinho no Leonardo Moura e foi expulso. Virou Valdir Papelão.
6. Frango de Robinson na Eurocopa: Croácia 2 x 0 Inglaterra. Uma imagem vale mais do que mil palavras? Que o vídeo fale por mim...








