domingo, julho 01, 2007
Primeiro Mundo não...
segunda-feira, junho 25, 2007
Lá e aqui
Henry no Barcelona: antes mesmo da estréia, já marcando gols.***
Além de Henry, o Barça apresentou a nova camisa para a temporada 2007/2008. O novo uniforme tem listras mais finas, novo desenho da gola e uma homenagem aos 50 anos do estádio do time ao redor do escudo no peito esquerdo (a inscrição "Camp Nou 1957 - 2007").
terça-feira, junho 19, 2007
O maior dos erros de Ana Paula
Ana Paula e a Playboy: o respeito vai para escanteioAs "brincadeiras" já começaram...
“Ela que se prejudica por se expor. Acho que tem muito a perder, pois o jogador não vai mais olhar para ela com o respaldo da autoridade”.
domingo, junho 17, 2007
Épico no Santiago Bernabeu
Real Madrid: uma conquista épicaterça-feira, junho 12, 2007
Você liberaria?
“Você tem uma empresa, conhecida mundialmente por ser líder de mercado e estar sempre à frente dos adversários. Nos últimos quatro anos, apesar dos maciços investimentos recrutando profissionais de ponta, promovendo estratégias de marketing e lançando mão de ferramentas para ampliar a força da marca nos quatro cantos do mundo, os resultados não foram bons.
Quase posso ouvir daqui você dizendo não. Agora, outro exercício rápido: substitua o “mercado” em questão pelo mundo do futebol; a “empresa” pelo Real Madrid em jejum de quatro anos sem títulos; o “executivo requisitado” por Robinho; a importante reunião, pela decisão contra o Mallorca no próximo fim-de-semana; a “segunda empresa” (a requisitante) pela CBF; e finalmente, a "reunião daqui a treze dias" pela Copa América. No lugar do Real Madrid, você liberaria Robinho?
Enquanto isso, na Sala de Justiça...
1 – Segundo nota do Blog de Esportes do UOL, a Vivo ganhou, através de medida judicial, o direito de estampar sua marca nos uniformes de treino da Seleção Brasileira. Conforme eu tinha destacado no post “Patrocínio Morto-VIVO”, do último dia 01, a CBF havia substituído a marca da operadora pela da campanha da Copa de 2014. Apostas para o próximo round da briga?
A marca da Vivo voltou aos uniformes
2 – Outro imbróglio que teve vez nos tribunais foi entre a jornalista Milly Lacombe e o goleiro Rogério Ceni. O problema entre os dois começou quando ela acusou Ceni, em pleno Sportv, de ter falsificado uma assinatura para forjar uma negociação com o Arsenal. Na época, o goleiro ligou para o canal a cabo ao vivo, promovendo uma das maiores escovadas do jornalismo esportivo nos últimos tempos (confira o vídeo abaixo).Pois bem, ontem, a jornalista se desculpou com Ceni diante do juiz, em audiência que durou mais de quatro horas. Além disso, declarou que o respeitava como pessoa e profisional. Sempre ligada, a advogada Gislaine Nunes vai usar a declaração (feita na esfera penal) como prova para o processo na esfera cível, onde ela segue com o pedido de indenização de R$ 150 mil para o ídolo são-paulino. E da forma como foi, convenhamos, Ceni merece marcar mais esse gol.
Foto: Site CBFNews
segunda-feira, junho 11, 2007
Seleção? Não, obrigado...
Até quando vamos nos enganar? Se ainda mantém a importância no cenário mundial e a aura vitoriosa, a Seleção Brasileira deixou pelo caminho grande parte de sua mística. Mística que, no Dicionário Houaiss, aparece como “conteúdo de uma idéia, causa, instituição etc., ou a atmosfera ou aura de perfeição, verdade, excelência incontestável que as cerca, despertando nas pessoas respeito, adesão apaixonada, devotamento, sectarismo etc”. Vejam bem as palavras: causa; aura de perfeição; verdade; adesão apaixonada; devotamento. Quantas dela realmente se encaixam naquilo que a Seleção representa hoje?
Não cobrem de Kaká, Ronaldinho ou quem quer que seja um respeito à camisa. Cobrem de quem a tornou objeto de arrecadação desmedida, de quem fez dela um meio de barganha política ou plataformas pessoais. Cobrem de quem marcou amistosos caça-níqueis aos quatro cantos do mundo. Cobrem daquelas pessoas que convocaram jogadores que nunca fizeram jus à história desta camisa amarela e fizeram parecer que esta camisa era acessível a qualquer mortal com um bom empresário e uma boa influência nos bastidores. Cobrem de quem participou do escândalo da CPI da Nike e também de quem deixou que essas pessoas escapassem impunes.
Aliás, se a Seleção Brasileira ainda fosse “A” Seleção, jamais teríamos ouvido tantas teorias conspiratórias sobre a derrota de 98 (a maioria delas baseada em interesses comerciais). Não acredito nelas, mas sei que elas exprimem algo que ainda se nega quando o assunto é Seleção: o dinheiro fala mais alto. Ou há algum registro histórico de balela parecida a respeito da Copa de 50?
Não, não condenem quem pede para não jogar pela Seleção; condenem aqueles que jogam contra ela, mesmo quando vestem esta camisa.
Curioso é que...
terça-feira, junho 05, 2007
Fifa Big Count
* O número de jogadores no mundo chega a 265 milhões. Quase 10% desses atletas é do sexo feminino (cerca de 26 milhões);
*Há 301 mil clubes e 1,7 milhão de equipes, o que dá em média, 6 times por instituição (entre equipes profissionais, equipes B, juniores etc). Desses, só 26 mil têm pelo menos uma equipe feminina;
*O número de clubes, aliás, era de 305 mil no Big Count 2000;
* Há cerca de cinco milhões de árbitros e assistentes;
* Somando-se o número de árbitros e jogadores, são 270 milhões de pessoas diretamente envolvidas com o futebol – cerca de 4% da população mundial;
* Há poucos mais de um milhão de praticantes do beach soccer e do futsal;
* A Ásia tem grande vantagem sobre as outras regiões do mundo no número de praticantes. São 85 milhões de jogadores asiáticos (profissionais e de ocasião), contra 62 milhões de europeus; 46 milhões de africanos; 43 milhões de praticantes do Caribe e das Américas Central e Norte; 27 milhões de sul-americanos; e 500 mil praticantes da Oceania). Se alguém achava que clubes como Real Madrid, Manchester United, Barcelona e Milan investem tanto na Ásia em vão, os números justificam a estratégia deles;
*Falando em praticantes ocasionais, os boleiros amadores chegam a 226 milhões.
A matemática raramente traduz bem uma partida, mas os números divulgados pela Fifa não deixam dúvidas: o futebol é algo grandioso e pode ser elemento-chave para desenvolver ou alavancar economias. O Brasil, até pela representatividade que tem neste esporte, deveria fazer um planejamento sério para usar tamanho potencial mercadológico aqui e no mundo. Devia ser pauta obrigatória não só do Ministério do Esporte, mas de todas as esferas do Estado.
Foto: Getty Images (royalties free)
sexta-feira, junho 01, 2007
Patrocínio Morto-VIVO

Daniel Alves posa às vésperas do amistoso Brasil x Kwait - 11/10/2006
Fotos: Agência CBF e Site CBF News
quinta-feira, maio 31, 2007
Novo site da Fifa
Nesta quinta, a Fifa colocou no ar o novo site da entidade. Visual bem legal e menos sisudo que o anterior. Vale a navegada.
***
O site não é a única novidade da Fifa apresentada neste dia 31/05. A entidade apresentou ainda os novos números do Big Count, levantamento sobre o futebol no mundo. Ainda esta semana, vou comentar alguns desses números.
Reprodução - Fifa.com
quarta-feira, maio 30, 2007
Querendo aparecer...
P.S.: Não consigo levar a sério um chefe de Estado que se propõe a jogar bola numa praça... Por mais que eu considere o futebol muito importante, tenho certeza que a Bolívia tem outras urgências (a começar por cumprir alguns contratos que Morales andou ignorando).
domingo, maio 27, 2007
Alto nível agora, só se for do jogo...
No comunicado oficial, o Comitê Executivo alega que a medida foi tomada por razões médicas e para proteger a saúde dos jogadores e será adotada imediatamente. Felizmente, não foi preciso que nenhum jogador morresse ou tivesse a saúde gravemente afetada para que a entidade máxima do futebol tomasse essa decisão. Até porque torcedor só gosta de “alto nível” quando a expressão serve para descrever a qualidade do jogo.
Tu!
Erros de arbitragem
1 - Um rombo na camisa. Nem isso foi motivo para o juiz Abraham Klein marcar o puxão do zagueiro italiano Gentile em Zico, no famoso Brasil x Itália, na Copa de 82. Pênalti que poderia ter mudado a história das maiores equipes que o mundo viu jogar.

2 – Outro pênalti não-marcado, igualmente escandaloso. Na Copa de 94, o italiano Tassoti fraturou o nariz do atacante Luis Enrique, da Espanha, dentro da área. Nem o sangue que escorria do rosto do espanhol foi suficiente para o árbitro Sandor Puhl entender que havia sido pênalti. A Itália venceu jogo por 2 a 1.

3 – Final do campeonato paulista de 1973 entre Santos x Portuguesa. A decisão foi para os pênaltis. Mas Armando Marques encerrou a cobrança de pênaltis antes de todos os lances serem cobrados, declarando o Santos campeão. O absurdo foi tanto que a Federação Paulista acabou dividindo o título entre as duas equipes.
4 – Um “errinho” mais recente, no Brasileirão de 2005. Campeonato, aliás, que foi realmente decidido não só pelos erros, como também pela desonestidade da arbitragem (ou vamos esquecer de Edílson Pereira dos Santos?). O jogo era Corinthians x Inter e o goleiro Fábio Costa derrubou o atacante Tinga na área? O pênalti claro não foi marcado e Márcio Rezende de Freitas ainda expulsou o jogador do Inter por simulação. O jogo terminou empatado em 1 a 1 e o Inter viu os dois pontinhos de uma possível vitória serem fatais para a perda do título.
5 – Dois cartões amarelos geram uma expulsão, certo? Quem gosta de futebol sabe disso, mas o inglês Graham Poll pelo visto não sabia. Na Copa de 2006, mostrou um cartão amarelo para o croata Simunic, aos 16 minutos do 2º tempo. Aos 43 minutos, mostra outro. Simunic (que conhece as regras) sabia que ia ganhar o vermelho e saiu de campo. Só que Poll não deu o cartão. O jogo foi até os 48. Simonic reclamou com o juizão e só aí levou o “segundo” amarelo e o vermelho.
6 – Quartas-de-final da Copa do Brasil, Botafogo x Atlético-MG. O empate com gols dava a vaga ao Galo. E Carlos Eugênio Simon ignorou o pênalti claro sobre Tchô no fim da partida. A vaga ficou com o Botafogo. E dessa vez, não ouvi o Montenegro falando mal de arbitragem.
Poderia listar outras tantas situações. Mas vou fechar a lista por aqui. Coloquei erros diversos, de todos os tipos, ao longo dos anos, só para reforçar a pergunta: se todos esses deslizes tivessem sido cometidos por mulheres, o que teriam dito a respeito?
sexta-feira, maio 25, 2007
Calça e efeito
“Ela (Ana Paula Oliveira) é totalmente despreparada. Não vejo mulher em Copa do Mundo, nem em decisão da Liga Européia. Não vejo nas decisões mais importantes, mas colocaram uma mulher aqui, justamente contra o Botafogo. Ela nos assaltou em R$ 2,5 milhões, que seria quanto o clube ganharia por chegar à decisão - esbravejou Montenegro”.
Aparentemente, a frase acima teve origem em dois erros gritantes da auxiliar Ana Paula de Oliveira, que resultaram na anulação de dois gols do Botafogo contra o Figueirense, pela semifinal da Copa do Brasil. O time botafoguense perdeu a vaga e o vice de futebol do Botafogo, a razão.Porque Ana Paula de Oliveira errou. Feio. Mas não errou porque é mulher. Errou porque, assim como tantos outros colegas de arbitragem, tem limitação técnica e evidente despreparo. Errou e prejudicou o Botafogo porque a regra da Fifa é ultrapassada e tirana, dando espaço para arrogância, má-intenção, imperícia, incompetência e até erros inocentes. Se a Fifa fosse administrada por mulheres, será que Montenegro e outros dirigentes não usariam isso como justificativa para a obsolescência das regras e para a omissão da entidade diante de tantos erros grotescos que tem alterado a história das partidas, dos clubes, dos campeonatos?
Por isso disse que a frase infeliz teve origem aparente nos erros de Ana Paula; na verdade, fica claro que um comentário desses começa em algo muito anterior: o preconceito. Alguém duvida?O mesmo Carlos Augusto Montenegro chegou a se referir à bandeirinha como "piranha" no intervalo da partida, quando questionado por repórteres. Por que sempre que uma mulher erra no campo profissional chovem ofensas no campo pessoal?
Mas não parou aí. Ao se defender da acusação de preconceituoso, o dirigente lançou mão de outra “pérola”, em matéria do Lancenet:
- O pessoal já leva para esse lado. Não é o fato de ela ser mulher, mas tem uma certa proteção. Se é mulher não pode xingar, bater, não pode fazer nada contra mulher. Se é assim, é melhor que elas não participem do futebol.
Sim. O argumento de Montenegro é que, sendo mulher, uma auxiliar ou árbitra não pode ser xingada ou agredida. Por favor, alguém me diga se esse tipo de comportamento é aceitável e justificável quando se trata de um homem. Não, não é. É inaceitável, seja qual for o sexo. Poucas vezes na vida ouvi "justificativa" tão esdrúxula. O que eu gostaria que não fizesse parte do futebol são os dirigentes que agem como o mais fanático dos torcedores e deixam de lado a responsabilidade de representar uma instituição esportiva de respeito e principalmente, a obrigação de não incitar determinados comportamentos.
Foto: O Globo Online
Preconceito sim
Para quem tem dúvidas, segue a definição da palavra “preconceito”:
1- Qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico; 1.1- Idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão;
2- Atitude, sentimento ou parecer insensato, especialmente de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.
O futebol, fiel retrato do mundo, destila preconceito. Contra as mulheres, contra gays, contra negros. Como diria Albert Einstein, “triste época em que vivemos, na qual é mais fácil desintegrar um átomo do que quebrar um preconceito”.
quarta-feira, maio 23, 2007
Menos oito ou oitenta
Menos oito pontos. Foi assim que o Milan começou no Campeonato Italiano 2006/2007, punido por ter sido beneficiado na manipulação de resultados na Itália. Por pouco não perdeu a vaga na Liga dos Campeões. E mesmo contando com astros como Kaká, Pirlo, Dida, Gattuso, Maldini e cia, a tarefa do clube milanês era ingrata: recuperar em campo a confiança e a credibilidade que havia perdido fora dele. Traduzindo: conquistar um título na temporada.
O técnico Carlo Ancelotti declarou que a perda de pontos que quase tirou o Milan da Liga dos Campeões deixou a equipe mais determinada.
E com méritos, o Milan fez os menos oito pontos se transformarem em oitenta, conquistando pela sétima vez o mais disputado título interclubes do mundo.
Kakaiser
A palavra é de prata; o silêncio é de ouro...
Reprodução
terça-feira, maio 22, 2007
Pontos (es)corridos
1 – Podem dizer que na Europa é assim há anos, que esse sistema premia o time mais regular. Antes de mais nada, os clubes europeus disputam vaga na Liga dos Campeões e na Copa da UEFA, dois campeonatos bem conceituados. Aqui, nós temos a Libertadores e a... Copa Sul-Americana. Me diga com sinceridade: conhece alguém que comemore vaga na Sul-Americana?
3 – Acho o calendário do futebol brasileiro incoerente; não entendo porque os campeonatos estaduais têm quase cinco meses (17/01 a 06/05) e o Brasileirão, no qual os times viajam e jogam mais, tem quase sete meses (13/05 a 02/12). Não é uma desvalorização desmedida do segundo e uma valorização excessiva dos primeiros?
4 – A diferença de calendário entre o Brasil e a Europa, que faz com que o torcedor brasileiro fique vendo navios (e os craques ou bons jogadores das equipes indo embora);
5 – Manchetes como “Time X ou Y mantém 100% de aproveitamento” depois de DUAS rodadas. É coisa para tentar empolgar a galera, eu sei, mas com duas rodadas nem o torcedor mais fanático consegue sair pelas ruas batendo no peito e gritando: estamos invictos!
... porque não dá para chamar isso que está na placa de marca, né?
É, sou uma viúva (ainda inconsolável) do mata-mata, de um campeonato de verdade. E não escondo isso de ninguém...
Imagens: Screenshot Fifa Manager/EA Sports / Diário da Manhã (GO)
Os dois “Flamengos”
Uma das grandes incógnitas do Campeonato Brasileiro é o Flamengo. Porque o time de Ney Franco, na verdade, são dois. Sim, Ney Franco dirige não um, mas dois Flamengos. Um, é o Flamengo do 1º tempo da primeira partida da final contra o Botafogo; mesmo Flamengo do jogo de ida contra o Defensor e de boa parte do jogo contra o Palmeiras. O outro é o Flamengo que buscou o empate no 2º tempo da final citada quando perdia por 2 a 0; que foi o mesmo rubro-negro que entrou em campo no Maracanã contra os uruguaios e só não reverteu a vantagem porque o juiz não deixou. Flamengo esse que entrou em campo também contra o Goiás, dominando o jogo no Serra Dourada com ótimo padrão tático e técnico.
O Flamengo tem sido regular em sua irregularidade. E esse é o maior desafio de Ney Franco: fazer com que o time tenha uma só cara, um padrão. E que esta cara e esse padrão sejam, é claro, a do “segundo” Flamengo. Se conseguir, pode fazer o que nenhum técnico fez nos últimos anos: fazer o clube da Gávea disputar o título brasileiro. E aí, qual Flamengo vai prevalecer?
Imagem montada com fotos de "O Globo"
A Liga dos Campeões já tem um vencedor
domingo, maio 13, 2007
Erro de juiz ou erro de juízo?
1 – O impedimento dado pelo árbitro Djalma José Beltrami, que tirou de Dodô a oportunidade de fazer o gol do título alvinegro contra o Flamengo, na 2ª partida da final do Estadual do Rio. O Flamengo acabou vencendo nos pênaltis;
2 – A sucessão de lambanças do argentino Héctor Baldassi no jogo Flamengo x Defensor, não dando dois pênaltis para o rubro-negro e deixando de coibir o anti-jogo uruguaio (que paralisou mais de 1/3 do jogo segundo o Lance!). Resultado: pelo “conjunto da obra” do juiz, o time carioca não conseguiu fazer o placar que necessitava e saiu da Taça Libertadores da América;
3 – No dia seguinte, foi a vez de Carlos Eugênio Simon decidir um jogo, deixando de dar um pênalti claro, claríssimo, a favor do Atlético-MG, aos 47 do segundo tempo, na partida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Botafogo. O Galo perdeu a chance de empatar e deu adeus ao torneio (atalho para a Libertadores 2008).
Não foram lances duvidosos; todos os lances foram claros, clamorosos, escandalosos. Lances capitais. Erros gritantes e vergonhosos que comprometeram o trabalho de diversos profissionais. Que acabaram com a alegria de milhões de torcedores.
Fair play é coisa que dá nos outros...
segunda-feira, maio 07, 2007
Se torcida não ganha jogo...
"A nossa torcida foi uma decepção, uma vergonha. Uma das grandes razões da derrota, independente do juiz e do bandeira, foi o não comparecimento do nosso torcedor. Se ele não nos ajudar, não ganhamos a Copa do Brasil, que é uma guerra. A torcida tem de dizer presente e prestigiar, o que ela não tem feito’. Depois do Bebeto de Freitas, foi a vez de Carlos Augusto Montenegro, vice-presidente de futebol alvinegro. Eu dizia num dos posts anteriores que os torcedores do Flamengo tem méritos por não acreditar no chavão “torcida não ganha jogo”. Só que nesta segunda, pelo que vi nas ruas, pelo que li e ouvi nos noticiários – incluindo as declarações dos dirigentes botafoguenses – o chavão precisa ser alterado. Porque por tudo que está sendo falado, torcida não ganha jogo, mas pode ajudar a perder.
domingo, maio 06, 2007
Camisa 10, nota dez
Renato Augusto veste a 10 rubro-negra e a 10 rubro-negra veste Renato Augusto. É um casamento que tem tudo para dar certo a médio-prazo. Digo médio-prazo porque, infelizmente, é difícil segurar um talento no futebol brasileiro. Que seja um feliz casamento enquanto dure. Renato Augusto: um camisa 10 nota dez.
Onde está a diferença?

A diferença entre o Flamengo e o Botafogo não se fez dentro de campo. Prova disso é que os três jogos entre as duas equipes terminaram empatados (3 a 3 no 1º turno; 2 a 2 no 1º e 2º jogos das finais). Nos dois últimos, o alvinegro foi melhor a maior parte do tempo (ou dos tempos, como prefere Cuca). O fiel da balança se fez fora do campo: nas arquibancadas, nas cadeiras, na renovada geral. Talvez seja repetitivo falar da torcida do Flamengo e da sua força. É o time mais popular do país, não? Então, vamos reverter um pouco o ângulo, vamos fugir do lugar-comum. Vamos falar da torcida do Botafogo. Sem dúvida, o alvinegro é uma boa equipe, a despeito da falta de grana. Tem jogadores que mantém boa regularidade nos jogos e jogadores que podem fazer a diferença: Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio. No entanto, chega a final e nas arquibancadas, o que se vê são botafoguenses em número infinitas vezes menor que o número de flamenguistas. Fico imaginando a cabeça dos jogadores de um e outro time quando entram no gramado e olham o estádio. Será que não faz mesmo diferença?
Eu penso que sim e não penso sozinha. Até o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, reconheceu isso. "Fico triste com a torcida que não comparece para ajudar, principalmente numa decisão. Esse time merece apoio total e irrestrito dos alvinegros. Peço que eles venham em grande número no jogo contra o Atlético-MG, quinta-feira, pela Copa do Brasil”.
O título está na Gávea e alguns vão dizer que não teve nada a ver com os torcedores que foram ao estádio. Há quem possa argumentar com o chavão “torcida não ganha jogo”. Pode ser. Mas bem faz a torcida do Flamengo quando deixa isso de lado e faz questão de acreditar que, se alguma coisa pode fazer a diferença na hora da decisão, é ela.
Os números e o futebol
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quarta-feira, maio 02, 2007
Amo muito tudo isso
Milan x Liverpool: revanche ou repeteco?
Nesta quarta (02/05), conhecemos a final da Liga dos Campeões. O Milan sapecou 3 a 0 no Manchester United e não só evitou uma final inglesa no melhor campeonato de clubes do mundo, como ainda ganhou a chance de uma revanche contra o Liverpool (que na temporada 2004/2005 saiu de um 3 a 0 para um empate em 3 a 3, arrancando o título da LC nos pênaltis).
Aconteça o que acontecer no próximo dia 23, em Atenas, se o Liverpool quiser o título, vai ter que parar Kaká, regente absoluto do rubro-negro italiano. E se Kaká levar o Milan ao título, vai dar uma arrancada e tanto para conseguir outra conquista: a de ser eleito o melhor jogador do mundo na atualidade. Como é um jogo só, tudo pode acontecer – uma revanche saborosa ou um repeteco apetitoso.
segunda-feira, abril 23, 2007
Semifinais da Liga dos Campeões
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Falando em Liga dos Campeões, a “versão feminina” do torneio já está nas finais. O Umeå IK, time de Marta, perdeu em casa, nos acréscimos, para o Arsenal. Dia 29/04 tem o jogo de volta na Inglaterra. Sim, a competição das meninas tem dois jogos decisivos e não um, como na Liga dos Campeões (coisa que, aliás, eu realmente não entendo, nem do ponto de vista técnico muito menos do financeiro).
Imagens: Adaptação Uefa.com
domingo, abril 22, 2007
Deixem Messi ser Messi

Futebol é assim mesmo. Quando Maradona surgiu, com certeza disseram coisas tipo “é o novo Di Stéfano”. Maradona despontou e escreveu sua história. Virou ele mesmo a referência, o ícone a ser igualado.
Então, vou na contramão agora para pedir: deixem Messi ser Lionel Messi. Ele só tem 19 anos. Fez uma obra-prima que o futebol não vê todo dia. Mas não foi só esse gol: quem acompanha o Barcelona, sabe que ele tem um potencial enorme, um repertório inesgotável. É um jogador exuberante, raro.. Messi tem direito a ser apenas Messi. E ‘apenas’ aqui não tem intenção de diminuí-lo. O ‘apenas’ denota o sentido de ser único. Como ele é.
O futebol precisa ver o nascimento de outros mitos; a nova geração precisa ver o surgimento de novas referências. Por isso, sinceramente, não acho que o futebol não precisa de outro Maradona. Até porque acho que o mundo já anda perdido demais para ter mais um gênio dentro de campo e uma figura tão digna de pena fora dele. Torço mesmo, cruzo os dedos para que Messi não tenha nada de Maradona. Faço votos que ele deslumbre, encante, surpreenda dentro de campo e seja um exemplo fora dele (como Maradona nunca foi). Que não enverede por determinadas encruzilhadas que o caminho da fama e do sucesso costumam cruzar. Que ele seja o ícone de atleta magistral nas quatro linhas e de ser humano notável fora dele. E quanto mais leio todas as notícias sobre o estado de Maradona e seus problemas de saúde, sua arrogância – a ponto do médico dele afirmar que o craque se acha “um Deus”, seu desequilíbrio e sua inabilidade para lidar com o que seu talento construiu, mais eu desejo que não esteja vendo o “novo Maradona”.
Mais golaços
Vale citar também o gol do ex-flamenguista Jônatas, do Espanyol, feito na rodada da semana passada, contra o Atlético de Bilbao. Assim como o gol de Diego, foi marcado de muito longe.
quarta-feira, abril 18, 2007
O novo “MESSIas” do futebol-arte
Sou brasileira, ele é argentino. Mas isso não é suficiente para que eu deixe de admirá-lo. Quando digo que Lionel Messi ainda terá o mundo a seus pés, não é exagero. Isso acontecerá, de fato, porque a Terra é redonda. Igual à bola. E Messi faz com a bola o que quiser: é, sem dúvida, um artista raro, um jogador destinado a produzir antologia.
O golaço que fez pelo Barcelona contra o Getafe, nas semifinais da Copa do Rei, é do tipo que entra para uma seleta galeria de obras-primas do futebol mundial. Aliás, que bom que a competição tem o nome de “Copa do Rei”. Nada mais adequado para aquele que é o novo “MESSIas” do futebol-arte.
Até quando?
A vaia

Uma crise acontece quando um modelo antigo não existe mais e o novo não existe ainda. Isso resume bem o estágio do futebol brasileiro. Não é nem profissional, nem amador. Dirigentes e jogadores se esmeram em discursos e cifras para pregar o profissionalismo; mas no fundo – ou às vezes no ‘raso’ mesmo – agem e desejam o amadorismo.
Exemplo? Vejam o comportamento do meia Zé Roberto, do Botafogo. Na primeira partida da final da Taça Rio, o time alvinegro empatou em 2 a 2 com a Cabofriense. Zé Roberto, um dos ídolos do time na atualidade e cobiçado por alguns clubes no início de temporada jogou mal. Acabou substituído por dores musculares. Mas na substituição, veio a vaia. E com a vaia, veio o chilique:
- A torcida cobra mesmo, mas por tudo que fiz pelo Botafogo não deveria ser assim. Agora ela me ajudou a decidir. Já que não está satisfeita, vou procurar outro lugar. Essa vaia serviu para eu tomar uma decisão na minha vida.
Sim. Zé Roberto acha que não pode ser vaiado. Nunca. Nem quando joga mal. Não quero ser injusta, então, vou além: não é só ele que pensa assim. Noventa e nove por cento dos jogadores agem e pensam da mesma forma. Foram vaiados? Birra. O técnico substituiu por opção tática? Xingamentos, gesticulação acirrada, cara feia. Levou o vermelho porque mandou o juiz para aquele lugar ou porque imitou Bruce Lee num carrinho? Reclamação, protestos contra a injustiça, discurso ‘é-por-isso-que-o-futebol-tá-assim’. Repetitivo, não?
O que transparece é que jogador de futebol nunca está errado. É sempre o ser mais inocente do planeta e o melhor intencionado também. Torcedores, dirigentes, jornalistas, técnicos e juízes são todos injustos, canalhas, desequilibrados e todas as variações possíveis desses adjetivos.
Verdade que no futebol torcedor, dirigente, jornalista, técnico e juiz nem sempre são exemplos de nada. Porém, esse misto de vaidade e birra dos jogadores não ajuda. Querem cobrar profissionalismo? Reclamar dos salários atrasados, dos erros clamorosos da arbitragem? Dos torcedores que invadem treinos, CTs, quebram carros? Dos jornalistas duas caras e dos técnicos idem? Sou a primeira a puxar o coro. Mas não batam o pezinho que calça a chuteira colorida quando a vaia vem. Não cruzem os braços e digam que não querem mais brincar disso. Porque soa como incoerência, imaturidade. Soa como saudade do paternalismo típico do amadorismo. Resumindo: não é profissional. E quem não age como um profissional, não pode clamar pelo profissionalismo.
A vaia, principalmente ao próprio time ou aos próprios jogadores, é um direito do torcedor de verdade. Porque torcedor de verdade vai ao estádio com a intenção de aplaudir, de exaltar. Se não exalta, se apela para a vaia, ninguém pode criticar. Só quem já vaiou o próprio time quando esperava aplaudir e vibrar pode entender que a vaia dói mesmo não é em quem recebe; é em quem faz.
Foto: Gazeta Esportiva
quinta-feira, abril 12, 2007
Eu sou f...
A solidão de Romário
Assim que a bola entrou, eles saíram. Romário ficou sozinho, talvez pela primeira vez na noite. Olhou a torcida do Vasco, de frente para ele. Era pura decepção, tristeza. Era o próprio retrato da solidão.
Brilha a estrela...do futebol

segunda-feira, abril 09, 2007
Ronaldo nos Simpsons
Cena do episódio dos Simpsons, que promete ser "fenomenal"domingo, abril 08, 2007
Capotando no Gol Mil
sexta-feira, abril 06, 2007
Toques rápidos
Não entendo determinadas posturas da imprensa esportiva. Sempre criticam o imediatismo dos clubes brasileiros quando estes trocam sempre de técnico. Aí o Internacional mantém Abel Braga no comando da equipe depois do vexame no Brasileirão. E aí, pinta uma manchete tipo a do UOL: “Mesmo com pior campanha da história, Abel Braga fica no Inter”. E tinha que ser diferente?
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Aliás, a má-fase no Internacional poderia até ser explicada pelo excelente desempenho em 2006. Chegou forte em todos os títulos que disputou, mas foi um temporada extenuante. E o Fluminense, alguém consegue explicar? Me parece um time muito doente há pelos três temporadas, quando forma bons times no papel, mas nunca em campo. Ironicamente, a empresa médica que patrocina o tricolor carioca também não consegue curar o problema.
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E o Carlos Alberto? Mais um típico caso de bom jogador que acha que é fora-de-série, cracaço. Grande negócio faria um clube que comprasse jogadores assim pelo que eles realmente valem e depois, conseguisse vendê-los pelo valor que eles julgam ter.
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quinta-feira, abril 05, 2007
Ih, Vasco... Deu Gama
terça-feira, abril 03, 2007
Bojan Krkic

Pois bem... Por motivos profissionais, fiz uma busca de vídeos do Barcelona no You Tube e entre os resultados obtidos, vi alguns com um nome: Bojan Krkic. Decidi olhar um deles e ver do que se tratava. Bojan Krkic é o nome da mais nova “jóia da coroa” do clube catalão.
Joguei no Google; vieram 40.400 resultados, incluindo o que parece ser um esboço de site oficial. Apesar do nome, Krkic é espanhol, nascido em 28 de agosto de 1990. Tem, portanto, apenas 16 anos. Em outro resultado da busca, li uma matéria da Uefa sobre a revelação, que brilhou no Europeu Sub-17 em 2006. A matéria lista outros prodígios, mas não economiza ao falar do jogador do Barça, tido como “principal sensação do torneio”.
Ao contrário de Messi, que apesar de revelado pelo Barcelona, não pode servir à Seleção Espanhola, futuramente Krkic pode ajudar a Fúria a voar alto nas grandes competições. Olho no garoto!












