
Hoje vi essa foto maravilhosa no G1. O frio intenso que está castigando o Afeganistão. Já causou 11 mortes em Cabul. No entanto, o gelo também serve para "aquecer" o espírito esportivo, como a imagem mostra. Futebol onipresente.
Foto: Reuters

1. Cabeçada do Zidane: um craque como Zizou precisa usar a cabeça sempre, mas não da maneira como fez na final da Copa da 2006.
2. Vídeo do Postama: o goleiro holandês Stefan Postma, do ADO Den Haag, conseguiu ficar famoso no futebol. Mas não pela qualidade técnica... Uma ex-namorada divulgou um vídeo da relação dos dois e na gravação, ela é o “homem” da relação, graças a um apetrecho de borracha. Virou alvo de chacota no mundo. O vídeo foi para o You Tube e retirado depois (quando meio mundo já tinha visto). Mas sem dúvida, quem procurar vai achar pela Internet... Chega a traumatizar...
3. Gol de gandula: Santacruzense e Atlético Sorocaba. Ninguém lembraria dessa partida, válida pela Copa Federação Paulista, se a árbitra Sílvia Regina de Oliveira (da FIFA!!) não tivesse validado um gol de gandula, que deu o empate ao time de Santa Cruz. A árbitra foi suspensa por 30 dias, o auxiliar Marco Antônio Motta Júnior, por 15 e o time beneficiado pagou uma multa de R$ 50 mil. Barato, muito barato pelo tamanho da besteira.
4. Cobrança de pênalti do William: poucas vezes se viu um pênalti cobrado de forma tão bizarra... A cobrança rodou as TVs do mundo e a internet e, sinceramente, quanto mais a assisto, menos entendo...
5. Valdir Papel na final da Copa Brasil: Renato Gaúcho apostou em Valdir Papel para tentar os dois gols de diferença que manteria o Vasco na briga pelo título da Copa do Brasil. A aposta fez “bonito”: levou amarelo por uma falta desnecessária e dura em Renato. E aos 16 minutos do 1º tempo, assinou a “obra”: deu um carrinho no Leonardo Moura e foi expulso. Virou Valdir Papelão.
6. Frango de Robinson na Eurocopa: Croácia 2 x 0 Inglaterra. Uma imagem vale mais do que mil palavras? Que o vídeo fale por mim...
Brasil, país do futebol. Mas vale um adendo ao clichê: “Brasil, país do futebol masculino”. Impressionante como no país tido como o mais significativo no universo da bola, o futebol feminino nunca teve vez. Mulher, jogando bola por aqui, logo é rotulada com substantivos que acho dispensáveis.
Que me desculpem os fãs e adeptos dos outros esportes, mas o futebol é incomparável. Só esse esporte tão imprevisível consegue ser tão apaixonante. Comprovo isso sempre e não foi diferente no último domingo, na decisão do Mundial de Clubes. De um lado, a seleção de astros internacionais que joga com a camisa do Barcelona; de outro, o ajustado time do Internacional. Vendo assim, friamente, não teria como: a taça ficaria com o Barça. Ficaria... Mas o futebol não admite futuro do pretérito. E no presente, a realidade é só uma: Internacional campeão do mundo.
Os ingredientes da partida eram suficientes para saber que não seria um jogo qualquer. Há 38 anos, o Campeonato Argentino não era decidido em uma partida extra. O Boca Juniors tentava um tricampeonato inédito, depois de fazer o mais difícil: perder a vantagem de quatro pontos, ao não conquistar um dos seis pontos disputados nos dois últimos jogos (o último no caldeirão de La Bombonera) para assegurar o título. O Estudiantes, depois de 11 vitórias nas últimas 12 partidas, buscava o grito de campeão que não saía há 23 anos. E logo contra o Boca, que não sabia o que era perder para a equipe de La Plata há uma década, longos 21 jogos.
Inúmeros foram os micos da cerimônia de entrega do “Prêmio dos Melhores do Brasileirão 2006”, promovido pela CBF e realizado na última segunda, 04/12, no Theatro Municipal, no Rio. Mas nada pior do que a “pérola” da atriz Taís Araújo, que, ao chamar os indicados na posição “volante esquerdo”, ela anuncia:
Terminou neste domingo o Campeonato Brasileiro e daqui a uma semana (talvez menos) vão aparecer os primeiros sintomas de “abstinência de futebol”. No caso, futebol nacional. Porque até janeiro, quando começarem os campeonatos estaduais 2007, vou me alimentar meu vício com as partidas dos campeonatos europeus - o que é alimento de primeira, convenhamos.
Nesta segunda, confirmou-se o nome do zagueiro Fabio Cannavarro como novo dono da Bola de Ouro, tradicional premiação oferecida pela “bíblia” France Football.
Conforme combinado no texto anterior, voltemos ao assunto NF-Board. A entidade, apesar de não ser muito falada por aqui, já começa a dar mostras de força. Já passa com louvor no teste do Google: ao digitar “Nf-Board”, assim mesmo, entre aspas para refinar mais a busca, já são 20.200 páginas sobre ela. Já tem um verbete de respeito na democrática Wikipédia, no qual podemos ver a lista dos membros (provisórios, associados e em potencial). A olhada vale não só pela informação, mas pelo que esta exprime: há um mundo à parte no futebol, um mundo que precisa de voz (de preferência entoando gritos de torcida) e de campo (no sentido de espaço, mas nada mal se vier junto um belo gramado também).
Nos anos 20, o francês Jules Rimet começou a idealizar a Copa do Mundo, como forma de reforçar a paz e ideais de integração entre os povos. Conseguiu realizar o torneio em 1930 e o resto, é história. De quatro em quatro anos, a FIFA realiza a Copa, um pouco menos (ou muito menos) pela nobre motivação de Rimet e muito mais pela motivação financeira. Sem tantos romantismos, futebol é negócio, negócio que gera muita grana e a mola principal é essa. Faz parte do espetáculo.Mas de vez em quando, bate saudade daqueles tempos românticos. Aí, vale apelar para os DVDs, para os livros ou para a memória (não sou tão velha assim, mas até os anos 80, o futebol ainda tinha uma certa aura romântica). Ou então, para a Viva World Cup. Conhece?
“Eu sei que o brasileiro e Satã têm algo em comum. Como se sabe, o abominável Pai da Mentira é um impotente do sentimento. Não há, em toda sua biografia, um único e escasso momento de ternura. (...) Pois bem. Já o brasileiro é o impotente da admiração. Não sabemos admirar, não gostamos de admirar. Ou por outra: - só admiramos num terreno baldio e na presença apenas de uma cabra vadia. (...) Somos o povo que berra o insulto e sussurra o elogio.”
* A festa brasileira que a gente queria ver na Alemanha durante a Copa aconteceu durante a Liga dos Campeões, mais exatamente em Bremen. Com gols do zagueiro Naldo (foto) e do meia Diego, o Werder Bremen derrotou o Levski Sofia e esquentou a briga com o Barça e o Chelsea por uma das vagas do “grupo da morte”.
Meu destaque para a 3ª rodada da Liga dos Campeões vai para os brasileiros que contribuíram decisivamente para a vitória dos seus times:
Em boca fechada não entra mosca, já dizia o antigo ditado. Leão falou o que quis e ouviu o que não quis.
Depois de levar uma sapatada de 3 a 0 do Flamengo, Leão, técnico do Corinthians, resolveu rugir contra o time rubro-negro. No vestiário, Leão atacou o Fla após ser questionado por um repórter se tinha medo do rebaixamento. A pergunta, que se restringia única e exclusivamente à situação corinthiana no Brasileirão, teve a seguinte resposta: "Peguei o Corinthians na 2ª divisão, porque o time estava em último. Tenho certeza que isso não vai acontecer. Comecei na 2ª divisão e fui campeão em cima desse time aí que ficou com medo de jogar contra o Sport".