
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
E o visual do Dunga?

Ora pois...

Mas nem acredito muito nisso, já que dos três citados, quem pode realmente fazer diferença em campo provavelmente ficaria no banco. E esse é o absurdo maior: podem dizer que Ronaldinho Gaúcho não rende na seleção, isso e aquilo. Mas atualmente, quem rende? Quem tem desequilibrado com a amarelinha? Quem? Ninguém. Nenhum jogador que vem sendo chamado (e escalado) tem feito chover e relampejar, como sempre exigem que o Gaúcho faça todos os dias, todos os jogos, todos os anos.
Pelo futebol que o Brasil mostrou, sou Ronaldinho Gaúcho e mais dez. Porque com ele, pelo menos vem sempre a esperança de sair algo de bom. Confesso: torci pelo Felipão, ora pois.
Foto: Efe/Uol
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
DNA ou loteria?
Uma das notícias que mais me chamou atenção no último fim de semana foi a de uma mulher que está pedindo DNA de seis (!!!) jogadores para saber quem é o pai de um bebê que acabou de nascer.
A jovem é italiana, trabalha como garçonete e mora em Merano, província de Bolzano. Além dos seis (!!!) jogadores de futebol, dois empresários e um vereador fazem parte da lista de ‘candidatos’. A cidade, que tem 35 mil habitantes, está tão ansiosa pelo resultado e por saber quem é o ‘sortudo’ que já promove até um bolão. Na boa, é DNA ou loteria?
A imprensa e o mea culpa
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Páginas da Bola...
1 – Destino de Nilmar: precisa dizer mais?
2 – A má-relação entre Ronaldo e o Real Madrid: sinceramente, Ronaldo. Vai embora logo. O Real Madrid é um grande clube, mas todo mundo lá acredita (mesmo) que o Raúl é mais jogador que você... Não dá!
3 – O “milésimo” gol de Romário. Zzzzz...
4 – Bagunça na Ferj: quero novidades. O dia que estiver organizado, aí sim, me avisem.
5 – Leão trocando farpas com alguém.
6 – Jogadores brasileiros que vão jogar no exterior; voltam jurando que agora ficam em definitivo no Brasil e seis meses depois recebem uma proposta de qualquer clube gringo e vão embora de novo sem hesitar. Não é, Sávio?!
7 – Vaivém de liminares ratificando ou colocando sub judice as eleições do Vasco.
8 – Jogadores em fim de carreira que topam jogar os estaduais por clubes pequenos e ficam cantando de galo como se estivessem tendo o passe disputado por todos os clubes do G14.
9 - Ronaldinho Gaúcho não é “tão” craque assim: sem comentários...
10 – Mineiro sai ou fica no São Paulo?
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Real problema

Ontem (21/02) vi a partida entre Mallorca e Real Madrid, vencida pelo time merengue por 1 a 0. O belo gol de falta de Reyes não oculta um fato: o Real Madrid, atualmente, é um time apenas esforçado. Corre atrás da vitória muito menos por vocação ofensiva e muito mais porque a crise do clube morde os calcanhares de todos, do presidente aos jogadores.
Parece um paradoxo falar em crise quando time é um dos três líderes do Campeonato Espanhol. Mas essa palavra não pode mesmo se afastar do vocabulário da equipe de Fábio Capello, cuja atitude na foto acima já revela muito. Tudo – dos maus bofes deste último ao tratamento dado a Ronaldo – indica que o Real Madrid está cercado de problemas.Desde 2000, o clube apostou numa política ousada (e principalmente, cara): anunciar pelo menos um grande jogador por ano. Vieram Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham, Owen, Júlio Baptista, Robinho... E alguns títulos: dois espanhóis (2000/2001, 2002/2003), uma Liga dos Campeões da Europa (2002), um Mundial de Clubes (2002), duas Supercopas da Espanha (2001 e 2003) e uma Supercopa Européia (2002).
Mas o que se esperava era que o time ganhasse tudo sempre. E dando espetáculo. Só que futebol não é assim. Escalação não ganha jogo, nem campeonato. Depois de 2003, o time não ganhou nada em campo mesmo faturando alto fora dele. Os grandes nomes do time fizeram o clube arrecadar em contratos publicitários, venda de produtos licenciados, camisas, excursões... Ideal para o Real Madrid “marca”; um caos para o Real Madrid “clube”. Só na temporada 2005/2006, o Real Madrid conseguiu 292,2 milhões de euros, se tornando a marca mais valiosa do futebol. Conquistou mercados mundo afora. E decepcionou seu cliente mais importante: o torcedor espanhol. Esse, que não escolhe o Real Madrid “marca”, mas o Real Madrid “clube”. Que conhece suas glórias, sua história, que vai ao estádio, aos treinos.
Legal encarar o torcedor como consumidor; ótimo ver o esporte com visão de mercado. Mas no futebol, assim como na propaganda da Mastercard, há coisas que o dinheiro não compra. Um delas é a alegria sincera, visceral e única de comemorar um título. E esse deve ser o maior objetivo de qualquer plano de marketing quando o assunto é esporte (principalmente futebol).
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Marketing ou antimarketing?
Quando as cortinas de 2006 já estavam descendo, pintou a notícia: “Vasco cria departamento de marketing”. Para o novo departamento, contrataram profissionais como Paulo Angioni, Valdir Espinosa e Marcos Duarte (ex-diretor de marketing do Flamengo). O Vasco merece parabéns? Acho que não.Antes de mais nada, vale relembrar uma coisa: no próximo dia 18, o clube completa sete anos sem patrocínio na camisa. A última vez que uma marca apareceu na camisa do clube, aliás, foi de forma patética: na final da Copa João Havelange, Eurico Miranda mandou estampar o logotipo do SBT como forma de alfinetar a Rede Globo. Alguns acharam a idéia genial; eu acho que foi um tiro no pé. O que para uns pareceu “esperteza, malandragem”, soou mesmo como falta de credibilidade, de profissionalismo, de seriedade e de autonomia. Palavras essenciais para qualquer um que queira investir no esporte. Se um dirigente coloca uma marca na camisa do seu time (sem receber um tostão sequer) apenas por birra ou diferenças pessoais, não pode ser levado a sério. E que não se esqueça o detalhe: a Globo tem contrato com os clubes por conta da transmissão dos jogos e para muitos deles – incluindo o Vasco – já adiantou receitas para que eles pudessem cobrir seus rombos financeiros. Eurico Miranda costuma dizer que o Vasco não tem patrocinador na camisa porque nenhuma empresa “paga o que o clube merece”. O que o clube merece não se discute; o que faz por merecer é outra história.
Antes fosse só isso... Mas nos últimos anos, o clube se especializou em vexames que mandam a marca “Vasco da Gama” para a lama. Sem fazer muito esforço, lembro de alguns: o não-pagamento do seguro do jogador Dener (morto num acidente de carro quando tinha contrato com o clube); volta “olímpica” de araque no campeonato carioca de 1990; as inúmeras greves de silêncio e brigas com a imprensa (geralmente quando a mídia em geral critica os mandos e desmandos do Vasco); a expulsão do maior ídolo vascaíno do estádio de S.Januário, como se Roberto Dinamite fosse um qualquer, por conta das diferenças políticas entre o ex-jogador e Eurico; o alambrado do mesmo estádio caindo na final da Copa JH; ações por quebra de contrato movidas pela Penalty e pela Umbro, duas ex-fornecedores de material esportivo do clube; eleições suspeitas e parciais, nas quais votaram até sócios sem condições de voto; inúmeros processos trabalhistas e cíveis, além de dívidas com o INSS, o FGTS e a Fazenda Nacional (sempre negadas pela diretoria). E por aí vai... Qualquer vascaíno fica de cabelo em pé lendo sites como o Consciência Vascaína ou Movimento Unido Vascaíno.
Que ninguém se engane: marketing se faz com atitudes bem mais amplas que simplesmente contratar profissionais do ramo. E convenhamos: já não era sem tempo. Anunciar a criação de um departamento desses num clube que tem a quinta maior torcida do Brasil apenas no ano de 2006 é prova do atraso que anda por lá. O futebol carioca está atrasado? Sem dúvida. Mas no Flamengo, no Fluminense e no Botafogo, a palavra “marketing” não parece ter sido descoberta agora. Eurico quer fazer marketing? OK. Talvez a melhor atitude para isso fosse renunciar ao cargo e não apenas criar um departamento. Acorda, Vasco!
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Futebol onipresente

Hoje vi essa foto maravilhosa no G1. O frio intenso que está castigando o Afeganistão. Já causou 11 mortes em Cabul. No entanto, o gelo também serve para "aquecer" o espírito esportivo, como a imagem mostra. Futebol onipresente.
Foto: Reuters
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Dez piores momentos de 2006
1. Cabeçada do Zidane: um craque como Zizou precisa usar a cabeça sempre, mas não da maneira como fez na final da Copa da 2006.
2. Vídeo do Postama: o goleiro holandês Stefan Postma, do ADO Den Haag, conseguiu ficar famoso no futebol. Mas não pela qualidade técnica... Uma ex-namorada divulgou um vídeo da relação dos dois e na gravação, ela é o “homem” da relação, graças a um apetrecho de borracha. Virou alvo de chacota no mundo. O vídeo foi para o You Tube e retirado depois (quando meio mundo já tinha visto). Mas sem dúvida, quem procurar vai achar pela Internet... Chega a traumatizar...
3. Gol de gandula: Santacruzense e Atlético Sorocaba. Ninguém lembraria dessa partida, válida pela Copa Federação Paulista, se a árbitra Sílvia Regina de Oliveira (da FIFA!!) não tivesse validado um gol de gandula, que deu o empate ao time de Santa Cruz. A árbitra foi suspensa por 30 dias, o auxiliar Marco Antônio Motta Júnior, por 15 e o time beneficiado pagou uma multa de R$ 50 mil. Barato, muito barato pelo tamanho da besteira.
4. Cobrança de pênalti do William: poucas vezes se viu um pênalti cobrado de forma tão bizarra... A cobrança rodou as TVs do mundo e a internet e, sinceramente, quanto mais a assisto, menos entendo...
5. Valdir Papel na final da Copa Brasil: Renato Gaúcho apostou em Valdir Papel para tentar os dois gols de diferença que manteria o Vasco na briga pelo título da Copa do Brasil. A aposta fez “bonito”: levou amarelo por uma falta desnecessária e dura em Renato. E aos 16 minutos do 1º tempo, assinou a “obra”: deu um carrinho no Leonardo Moura e foi expulso. Virou Valdir Papelão.
6. Frango de Robinson na Eurocopa: Croácia 2 x 0 Inglaterra. Uma imagem vale mais do que mil palavras? Que o vídeo fale por mim...
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Marta, melhor do mundo!
Brasil, país do futebol. Mas vale um adendo ao clichê: “Brasil, país do futebol masculino”. Impressionante como no país tido como o mais significativo no universo da bola, o futebol feminino nunca teve vez. Mulher, jogando bola por aqui, logo é rotulada com substantivos que acho dispensáveis.Mas vocação é vocação, ainda que nem sempre haja incentivo para que esta floresça. E não posso negar que realmente me emociona, me emociona muito, ver a Marta ganhando o prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA.Ela, que tem feito chover no sueco Umea If, finalmente leva para casa o troféu que havia escapado nas duas edições anteriores.Vitória contra o machismo, contra o preconceito, contra a falta de condições e contra o estigma que futebol é coisa para homem. Não, não é. Futebol é coisa para quem tem talento. E talento nunca foi dom exclusivo de um determinado sexo. Marta, em vez de parabéns, prefiro dizer muito obrigada! Obrigada mesmo por ter marcado esse golaço para as mulheres brasileiras, como sempre, driblando tantas adversidades.
Mundo Vermelho
Que me desculpem os fãs e adeptos dos outros esportes, mas o futebol é incomparável. Só esse esporte tão imprevisível consegue ser tão apaixonante. Comprovo isso sempre e não foi diferente no último domingo, na decisão do Mundial de Clubes. De um lado, a seleção de astros internacionais que joga com a camisa do Barcelona; de outro, o ajustado time do Internacional. Vendo assim, friamente, não teria como: a taça ficaria com o Barça. Ficaria... Mas o futebol não admite futuro do pretérito. E no presente, a realidade é só uma: Internacional campeão do mundo.O Barça é melhor? Sim. Mas o Inter teve méritos. E dos grandes. Se propôs a parar o Barcelona. E conseguiu. Jogou na defesa? Sim, mas essa é uma opção do futebol, não? E no ano que a Itália ganhou a Copa jogando na defensiva e o zagueiro Fábio Cannavaro faturou o prêmio de melhor jogador do mundo, não se pode dizer que essa é uma tática inválida. Até porque anular Ronaldinho Gaúcho, Deco, Puyol, Giuly e cia não é pouca coisa.
O Barcelona teve mais jogadas de ataque, ameaçou mais o gol? Sim, verdade. Mas futebol é bola na rede e quem fez isso foi o time gaúcho.
Sim, o céu nasceu azul na manhã do último domingo. Mas no mundo da bola, o horizonte é vermelho. Dor de cabeça inimaginável para os gremistas, que ainda têm que ouvir que, para o Internacional se igualar em conquistas com o Grêmio, só falta o título da Série B... Hum, mas acho que esse a torcida vermelha não faz questão não.
Foto: AFP
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Estudiantes dando aula de raça...
Os ingredientes da partida eram suficientes para saber que não seria um jogo qualquer. Há 38 anos, o Campeonato Argentino não era decidido em uma partida extra. O Boca Juniors tentava um tricampeonato inédito, depois de fazer o mais difícil: perder a vantagem de quatro pontos, ao não conquistar um dos seis pontos disputados nos dois últimos jogos (o último no caldeirão de La Bombonera) para assegurar o título. O Estudiantes, depois de 11 vitórias nas últimas 12 partidas, buscava o grito de campeão que não saía há 23 anos. E logo contra o Boca, que não sabia o que era perder para a equipe de La Plata há uma década, longos 21 jogos.As torcidas ainda tinham o apito inicial do juiz no ouvido quando Palermo fez o primeiro. Parecia que o time de Buenos Aires ia chutar a amarelada das duas últimas rodadas para escanteio. Mas havia muito jogo pela frente. E muita história a ser escrita. O Estudiantes não se abalou. Foi para cima. Perdeu boas chances de empatar. Palermo também perdeu gol feito e não ampliou. E o Boca se fechou. Recuou, tentando administrar a vantagem obtida com menos de cinco minutos. Recuou, recuou, recuou mais. O goleiro Bombadilla fazia o que podia para evitar o empate. E até conseguiu, pelo menos até o fim do 1º tempo.
Com o 2º tempo começando, nada mudou. Estudiantes no ataque; Boca na defesa. Ricardo La Volpe, técnico boquense, apostava na covardia e nos contra-ataques que não saíam. O que saiu foi o castigo. Aos sete minutos, de falta.
O empate do Estudiantes dava mais justiça ao placar. E aos 35, veio a virada. Veio a história. O veterano Verón prendia choro em campo. A pirâmide de jogadores sobre Pavone, autor do belo gol que iria quebrar o jejum platense, foi emocionante. A festa nas arquibancadas também. Estudiantes dando aula de raça. Estudiantes campeão. E o futebol, o mais apaixonante dos esportes, agradece.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Rachando a cara das mulheres...
Inúmeros foram os micos da cerimônia de entrega do “Prêmio dos Melhores do Brasileirão 2006”, promovido pela CBF e realizado na última segunda, 04/12, no Theatro Municipal, no Rio. Mas nada pior do que a “pérola” da atriz Taís Araújo, que, ao chamar os indicados na posição “volante esquerdo”, ela anuncia:- O Troféu de Bronze para volante esquerdo vai para o Maldonado, do Cruzeiro. A vaia come no Theatro. Afinal, poucos momentos antes, o vídeo que anunciava os indicados mostrava claramente o jogador... com a camisa do Santos!!
O erro já teria sido feio por si só, mas a "intrépida" global conseguiu piorar, justificando:
- Ah, é do Santos? Mas aqui tá escrito Cruzeiro...
E mandou:
- Gente, dá um desconto que eu sou mulher, valeu?!
Não, não valeu. O problema não é ser mulher falando de futebol. O problema é uma pessoa topar fazer algo para o qual não tenha preparo. Se meter a participar de um evento, projeto ou qualquer coisa que o valha sem entender do assunto que está sendo discutido. O problema é não ter humildade de saber que, para apresentar um prêmio qualquer, seja de esporte, cinema, literatura ou feng-shui a pessoa não pode abrir a boca para falar como “entendida” e pagar mico. A partir de agora, neste blog, está instituído o “Troféu Taís Araújo”, que vai ser oferecido aos piores do futebol durante o ano. Porque para ser pior que a global no Prêmio da CBF, só a zaga do Íbis de 79.
P.S.: Ah, Taís... Se achar que mulher não entende mesmo de futebol, só entrar em contato.
domingo, dezembro 03, 2006
Futebol é vida. O resto...
Terminou neste domingo o Campeonato Brasileiro e daqui a uma semana (talvez menos) vão aparecer os primeiros sintomas de “abstinência de futebol”. No caso, futebol nacional. Porque até janeiro, quando começarem os campeonatos estaduais 2007, vou me alimentar meu vício com as partidas dos campeonatos europeus - o que é alimento de primeira, convenhamos.Mas entre o Natal e o Ano-Novo, sinto calafrios, passo mal e a Síndrome do Zapping se manifesta nervosamente em busca de uma mera reprise de um jogo qualquer.
Sou assim... Desde que comecei a acompanhar futebol – e lá se vão duas décadas – esse esporte virou meu vício, meu hobby. Virou minha cabeça. Virou estudo na faculdade. Virou a motivação para escolher a área de atuação profissional. É parte de mim e de forma tão intensa, que “contamino” as pessoas à minha volta.
Gosto e acompanho esportes em geral. Só que ao futebol me entrego. Acho lindo o espetáculo das Olimpíadas. Mas a Copa do Mundo é insuperável. Basta dizer que os dois eventos já pararam por conta das guerras. Mas só o futebol já parou e provocou algumas delas. É o mais popular. É o mais apaixonante. O mais imprevisível. Explica o mundo. Justifica a vida. Provoca dor de morte. Absurdo? Talvez. Mas só quem já teve dores físicas causadas pela derrota de um time sabe o que estou falando. Sem exagero, até de Deus o futebol aproxima. Porque a vitória nos gramados é divina; um título, a redenção.
Futebol é isso e muito mais. Como diz a inscrição do mousepad da foto: futebol é vida; o resto é só detalhe.
terça-feira, novembro 28, 2006
Indiscustível
segunda-feira, novembro 27, 2006
Bola (de Ouro) pro mato...
Nesta segunda, confirmou-se o nome do zagueiro Fabio Cannavarro como novo dono da Bola de Ouro, tradicional premiação oferecida pela “bíblia” France Football.Surpresa não foi, até porque a notícia tinha vazado para a imprensa há alguns dias. Merecido? Talvez, o italiano é um zagueiro completo, sem dúvida uma referência da posição atualmente.
Mas a escolha não deixa de ser curiosa. A Bola de Ouro é oferecida desde 1956 e essa é a quinta vez que é oferecida para um jogador da defesa. Cannavarro é o quarto jogador desse setor a ganhá-la (o “Kaiser” Beckenbauer faturou duas delas). O primeiro defensor dono da Ballon D´or foi o lendário goleiro Iashin, em 1963. Nove anos depois, em 72, Beckenbauer levou a dele e repetiria o feito em 76. Depois disso, foram necessários vinte anos para a Bola parar na zaga de novo, mais exatamente na marcação do alemão Mathias Sammer. Fora isso, ela sempre rolou com gosto para atacantes e meias com vocação ofensiva. Para completar, o segundo colocado na lista desse ano foi outro jogador de defesa: o goleiro Buffon, companheiro de seleção do vencedor.
Quem acompanhou a Copa, sabe que ela não teve nenhum brilhantismo. Venceu o pragmatismo defensivo da Itália, numa competição na qual nenhum camisa 10 se destacou, exceto o Zidane. Foi a Copa dos defensores, da galera do desarme: Gattuso, Maniche, Vieira, Zé Roberto... Os antes chamados brucutus roubaram a cena de Totti, Figo, Henry, Ronaldinho Gaúcho.
Numa época em que empresas como Nike e Adidas produzem filmes e peças publicitárias exaltando a irreverência e o futebol-arte, é bom pensar: é isso mesmo que predomina em campo?
Parabéns ao Cannavarro, mas eu ainda acho que lugar de Bola (ainda mais de Ouro) é dentro do gol (e nas mãos dos goleadores e articuladores do ataque). Mas já que o momento pede, Bola de Ouro pro mato, que o jogo é de campeonato...
Foto: Presse-Sports
terça-feira, novembro 21, 2006
Viva World Cup
Conforme combinado no texto anterior, voltemos ao assunto NF-Board. A entidade, apesar de não ser muito falada por aqui, já começa a dar mostras de força. Já passa com louvor no teste do Google: ao digitar “Nf-Board”, assim mesmo, entre aspas para refinar mais a busca, já são 20.200 páginas sobre ela. Já tem um verbete de respeito na democrática Wikipédia, no qual podemos ver a lista dos membros (provisórios, associados e em potencial). A olhada vale não só pela informação, mas pelo que esta exprime: há um mundo à parte no futebol, um mundo que precisa de voz (de preferência entoando gritos de torcida) e de campo (no sentido de espaço, mas nada mal se vier junto um belo gramado também).E é nesse mundo que está rolando a Viva World Cup. A sede é em Hyeres Les Palmieres, na Occitânia (França). A abertura foi no último dia 19. São quatro as seleções que participam: Mônaco, principado que há muito tenta provar na FIFA que pode ter representatividade no futebol e não só na F-1; a Lapônia, região ao norte da Escandinávia, terra dos índios Sami; Camarões do Sul, com as províncias que têm língua inglesa, localizadas à Noroeste e Sudoeste da terra-natal de Roger Milla; e o “time da casa”, a Occitânia, que compreende áreas ao sul da França, dos alpes italianos, da Catalunha e de Mônaco. Esses times disputam o troféu da foto.
Seriam seis, mas dois participantes (Rom e Papua Ocidental) desistiram por falta de recursos. Pouco antes, mais oito seleções entrariam também (Gagaúzia, Groelândia, Quirguistão, Zanzibar, Criméia, República Turca do Chipre do Norte, Tadjiquistão e Tibet), só que houve um racha político. O Chipre, que sediaria a competição, quis levar a coisa para o lado político – e a NF-Board não concordou, nomeando a sede atual. O governo cipriota levou embora o apoio financeiro que custearia as viagens dos outros times e alguns debandaram para uma nova competição – a ELF (Egalité, Liberte, Fraternité) Cup, organizada pela Cyprus Turkish Football Association (CTFA). Esse outro torneio, aliás, está rolando no mesmo período (começou dia 18 e vai até o dia 25 próximo). Tem site também, para quem quiser dar uma olhada. Eu preferi abordar a NF-Board porque, apesar de ter um site mais amador, deu o pontapé inicial nessa partida. Futebol cult e romântico.
Vislumbrando meu texto agora, vejo quantos nomes pouco usuais do futebol precisei usar para escrever esse post. E isso serve para lembrar que o esporte, o futebol mais do que qualquer outro, precisa incluir o máximo número possível de representatividades. Não pode deixar ninguém de fora. É bom lembrar que a bola e o nosso planeta são redondos. E se a Terra abriga tanta diversidade, não pode ser diferente com a bola.
segunda-feira, novembro 20, 2006
NF-Board, pelos excluídos do futebol
Nos anos 20, o francês Jules Rimet começou a idealizar a Copa do Mundo, como forma de reforçar a paz e ideais de integração entre os povos. Conseguiu realizar o torneio em 1930 e o resto, é história. De quatro em quatro anos, a FIFA realiza a Copa, um pouco menos (ou muito menos) pela nobre motivação de Rimet e muito mais pela motivação financeira. Sem tantos romantismos, futebol é negócio, negócio que gera muita grana e a mola principal é essa. Faz parte do espetáculo.Mas de vez em quando, bate saudade daqueles tempos românticos. Aí, vale apelar para os DVDs, para os livros ou para a memória (não sou tão velha assim, mas até os anos 80, o futebol ainda tinha uma certa aura romântica). Ou então, para a Viva World Cup. Conhece?A Viva World Cup é uma Copa do Mundo que reúne seleções não filiadas à FIFA e que acontece desde ontem (19/11) e vai até dia 25/11. É organizada pela NF-Board (Nouvelle Fédération-Board), uma federação internacional criada há três anos na Bélgica e que quer promover partidas internacionais a países, territórios e nações não reconhecidas pela FIFA. Só exige que não se tenha motivações políticas, religiosas ou econômicas para que essas seleções sejam representadas. Resumindo: é a alternativa para os excluídos, para povos que nem sempre se vêem representados nas seleções que disputam a Copa ou disputam as Eliminatórias.
No site da NF (com o perdão da intimidade), se pode ter idéia do que a entidade pretende. Simplicidade. De ideais e propósitos. Pode ser resumida na tradução livre de um trecho do texto de seu presidente, Christian Michelis, que diz: “A N.F.-Board busca ser uma instituição apolítica e aberta a todos. Para seus membros, seja qual for sua política ou motivação religiosa, o futebol deve ser um instrumento de união, distribuição e transmissão de sonhos para as pessoas, nações e povos de territórios isolados”. Verdade maior não poderia haver...
No próximo texto, vou falar mais dessa entidade e principalmente, da Viva World Cup.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Urubu expiatório
Muitos tricolores estão esconjurando o arqui-rival pela perda dos três pontos para o adversário direto do Fluminense na luta contra o rebaixamento. Não só torcedores, mas vários jornalistas falaram ou insinuaram a mesma coisa: que o Flamengo é o vilão da história. Relembram 1996, quando o clube perdeu no Rio para o Bahia e jogou a pá de cal para o Flu no primeiro de seus três rebaixamentos consecutivos (o que por si só seria um dado mais que suficiente para ver que o problema não vinha da Gávea).
Um pouco de mea culpa não faria mal ao Fluminense. Afinal, o time que era apontado como um dos favoritos ao título, ganhou 11 dos 48 pontos disputados no returno do Brasileirão. Tem a terceira pior campanha do segundo turno. Trocou de técnico seis vezes no ano. O elenco está rachado entre estrelas e pratas-da-casa. A relação com o patrocinador está estremecida pelo péssimo desempenho do time dentro das quatro linhas. O Fla tem culpa de tudo isso?
Se urna falasse...
E assim o fez. Dinamite promete usar a reportagem para impugnar o resultado da eleição. Pena que urna tem boca, mas não fala. Se falasse... Se bem que, um clube como o Vasco deveria ter uma voz mais ativa para defendê-lo, não? Será que tem? Ou não? Cenas dos próximos capítulos.