Sim, a morte de Puerta foi prematura. Mas não sei se pode ser classificada de “inesperada”, tamanha a freqüência de jogadores que têm morrido em campo ou logo após saírem dele. A memória bem recente traz nomes como o de Serginho (São Caetano), Marc-Vivien Foé (Camarões), Miklos Fehér (Benfica) e do brasileiro Lima (Dempo, da Índia). Uma triste repetição que talvez seja resultado direto do futebol que privilegia tanto a parte física e o esforço contínuo do corpo durante as partidas. Basta olhar um jogo da Copa de 70 (referência do futebol-arte) e um qualquer na atualidade. A cadência é completamente diferente; parece até que o campo encolheu e o número de jogadores aumentou. Sem contar o grande número de partidas do calendário.
terça-feira, agosto 28, 2007
Triste repetição
Sim, a morte de Puerta foi prematura. Mas não sei se pode ser classificada de “inesperada”, tamanha a freqüência de jogadores que têm morrido em campo ou logo após saírem dele. A memória bem recente traz nomes como o de Serginho (São Caetano), Marc-Vivien Foé (Camarões), Miklos Fehér (Benfica) e do brasileiro Lima (Dempo, da Índia). Uma triste repetição que talvez seja resultado direto do futebol que privilegia tanto a parte física e o esforço contínuo do corpo durante as partidas. Basta olhar um jogo da Copa de 70 (referência do futebol-arte) e um qualquer na atualidade. A cadência é completamente diferente; parece até que o campo encolheu e o número de jogadores aumentou. Sem contar o grande número de partidas do calendário.
Índice Edílson
Um fator que tão bem indica isso é o que batizei de “Índice Edílson” (em homenagem à mais “nova” contratação do Vitória em sua tentativa de voltar à Série A). Já algum tempo, os clubes brasileiros – e não só da Série B – anunciam jogadores “veteranos” como se fosse estes fossem a última Coca gelada do planeta. Como se anunciassem que tiraram um Ronaldinho Gaúcho ou um Kaká do plantel de uma grande equipe européia. Foi assim com Vampeta, no Corinthians; com Petkovic, no Santos; com Edílson, no Vitória. E não deixa de ser assim também com Romário, no Vasco. A estratégia parece refletir algumas causas: desespero (o veterano chega sempre como salvador ou como o grande elemento para desequilibrar jogos); miopia gerencial (o dirigente acredita que um grande nome, ainda que em decadência física e técnica, pode melhorar o humor da torcida); franca decadência de um futebol que parece ter cada vez mais orgulho de ser mero produtor e exportador de talentos; pouco planejamento a médio/longo prazos. Resumindo: falta de seriedade, profissionalismo e até irresponsabilidade com o patrimônio alheio (sim, porque um clube não pertence aos dirigentes, por mais que estes pensem o contrário).
E o pobre futebol brasileiro fica assim, do jeito que a gente anda vendo: sem nenhuma estrela com brilho real, escravo de estrelas cadentes (e de pessoas que ficam fazendo pedidos a elas, enquanto o rastro de luz fica para trás). Ou alguém por aí vê algum camisa 10 que realmente seja 10?
Não por acaso, matérias como a do jornal “O Globo”, no último domingo, têm aparecido com freqüência. O título traduz a penúria do nosso futebol: “Procura-se o craque do Brasileiro”. Bom, ele com certeza existe... Mas deve ter ido para algum clube da Europa antes de completar 20 anos.
Aliás, nada mais sintomático sobre Edílson do que seu próprio site oficial. Lá, ele ainda aparece como “Capetinha da Gávea”. Então tá...
segunda-feira, agosto 20, 2007
Gols de letras
Invasão de CampoEste livro tem até slogan “Três listras, dois irmãos, uma briga”. A obra conta a história dos irmãos Adi e Rudolf Dassler, que na década de 20 revolucionaram a indústria de calçados ao criar uma empresa voltada somente para linha esportiva. A empresa? É só unir o nome Adi + as três primeiras letras do sobrenome dele: Adidas. O que poderia ser um sucesso em família virou ressentimento, briga e traição. A sociedade acabou e da separação surgiu outra empresa de artigos esportivos: a Puma. É de fazer babar quem gosta de marketing esportivo, futebol e histórias de bastidores que simples mortais como nós não temos acesso.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Superleague Formula: o futebol invade as pistas
“Dois grandes esportes, um campeonato emocionante”. Com esse conceito, o espanhol Alex Andreu e o inglês Robin Webb criaram a Superleague Formula, um campeonato que une o automobilismo e o futebol. Andreu é especialista em marketing que desenvolveu projetos de mídia e programas de divulgação para os Jogos Olímpicos de Barcelona, a Liga Espanhola de Futebol, a Seleção Espanhola, a FINA, a FIFA e a UEFA. Já Webb é um executivo financeiro conhecido pelas experiências e investimentos nos esportes motores. A idéia dos dois – genial, na minha opinião – é simples: no lugar das escuderias como Ferrari ou Williams, entram times de futebol.
O design dos carros é feito com as cores dos clubes participantes e segundo pesquisa realizada pelos criadores da categoria, vai atrair tanto os apaixonados por esportes motores quanto torcedores de futebol. Lançada em abril, a Superleague já conta com a participação do Milan, do Anderlecht, do Borussia Dortmund, do PSV Eindhoven, do Porto e do Olympiacos, além do Flamengo, que acertou a participação no campeonato no último dia 08, apresentando o modelo do carro rubro-negro em coletiva na Gávea.
Na primeira temporada em 2008, a Superleague Formula terá seis etapas na Europa, com previsão de crescimento para 2009. Todos os carros serão fabricados pela mesma empresa para garantir a igualdade na disputa e terão cerca de 750 cavalos de potência. O que vai fazer diferença mesmo é o piloto – e quem sabe, a força de cada torcida. Esse é o tipo de carrinho que todo amante do futebol gosta de ver e que juiz nenhum pode sequer um cartão amarelo.
Foto: Divulgação / Superleague Formula
quarta-feira, agosto 08, 2007
A teoria...
A frase é do atacante Ronaldo ao jornal “La Gazzetta Dello Sport” e na entrelinha, revela o desejo de retornar a vestir a camisa amarela. Nem tanto na entrelinha, o Fenômeno mostra ainda que não engoliu as críticas de Teixeira, publicadas no Estadão, a respeito do comportamento dos jogadores e da má-forma física do atacante na Copa de 2006.
“Em 2002, quando fomos pentacampeões, ele (Ricardo Teixeira) foi o primeiro a levantar a taça. Agora, ele não pensa duas vezes em nos criticar. A questão do peso nunca foi problema”.
Na teoria, Ronaldo está coberto de razão. Mas na prática...
A prática...
Na prática, há muito tempo a Seleção Brasileira não é do povo. É dos patrocinadores, da empresa que negocia os amistosos da equipe e claro, de Teixeira & Cia, que em julho foi reeleito para mais uma mandato e permanece lá, na CBF, desde 1989. Às vezes, nem dos patrocinadores, como é o caso da Vivo, em pé-de-guerra com o comando da entidade (consulte post sobre o assunto).
Essa mesma Seleção não joga em seu próprio país desde 25 de abril de 2005, quando Romário despediu-se da amarelinha contra a Guatemala.
Na teoria, Ronaldo está certo; a Seleção Brasileira devia ser mesmo dos quase “190 milhões em ação”. Só que a prática revela que, infelizmente, os únicos “milhões em ação” que fazem o movimento “pra frente Brasil” são milhões de dólares (e não mais de corações).
Foto: EFE/UOL
segunda-feira, agosto 06, 2007
Nike x Pirataria

quarta-feira, agosto 01, 2007
Ricardo Teixeira e Sun Tzu
A queda do Brasil em 2006 começou na omissão da CBF“Tinha jogador que chegava entre 4 e 6 da manhã bêbado".
"Era óbvio que aquilo (as badalações dos jogadores e poucos treinos) não ia funcionar. Como é que ninguém via isso?".
"Como é que um atleta (Ronaldo) pode chegar a uma Copa pesando 98 quilos? Eu tenho quase isso e não sou atleta".
"Por isso é que eu preciso de disciplina e esse é o papel de Dunga”.
Não sei se Ricardo Teixeira gosta de ler. E se gosta, se algum dia folheou ou realmente parou para ler a obra “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu. O livro foi escrito há mais de 2.500 anos e tem treze capítulos, que abordam eventos e estratégias úteis para uso em um combate. Seja ele na vida profissional, na vida pessoal, na guerra mesmo ou... no futebol. E no décimo capítulo temos o trecho:
“Um general deverá saber as seis situações que apontam a derrota de um exército: quando os soldados fogem, quando eles possuem disciplina negligente, quando o exército está deteriorado, quando se desmorona sob a insurgência, quando é desorganizado e quando foi derrotado. Nenhuma destas situações é conseqüência de catástrofes naturais, elas são decorrentes das falhas dos comandantes”.
Eu nem precisaria ter lido isso para ter uma certeza: se o Brasil perdeu em 2006, não foi culpa dos jogadores que chegavam bêbados pela manhã; nem da badalação em torno deles. Também não foi culpa da falta de pulso de Parreira, nem das gordurinhas de Ronaldo. Parreira estava lá como empregado da CBF e os jogadores, a serviço da mesma. E ninguém pode ser mais culpado e mais errado que Ricardo Teixeira, que comanda a entidade. Culpado de omissão, de conivência e de negligência pela falta de atitudes para mudar o que estava errado. Sem falar da ausência de ética de tocar no assunto agora e da forma que foi feito. Bem que eu queria Sun Tzu na presidência da CBF...
domingo, julho 15, 2007
Férias Sem Salto Alto
Até o dia 29 de julho, não vou colocar novos posts do blog por estar envolvida com o Rio 2007. Terminando o Pan, eu volto a tocar minha bolinha por aqui. Sem Salto Alto, é claro...
O futebol tem dessas coisas...
segunda-feira, julho 09, 2007
Há coisas que só acontecem ao Botafogo...
O artilheiro Dodô: afastado temporariamenteDignidade palmeirense
Atitude digna e louvável. Pena que não é regra. Que o diga a família do atacante Denner, que também morreu num acidente de carro no Rio de Janeiro. Até hoje, eles lutam na justiça para receber o seguro do atleta, que na época jogava no Vasco.
sexta-feira, julho 06, 2007
Reinventando a ponte
A ponte tem duas vias: uma, que coloca determinados jogadores em clubes maiores do Brasil, para servir de vitrine; a outra, repatria jogadores que, por um ou outro motivo, não estão sendo utilizados em times estrangeiros e que voltam com status de craque para jogar com mais regularidade, pegar tarimba e, na primeira oportunidade, o vôo de volta. O meia Íbson está prestes a usar essa via, voltando ao Flamengo (já que não vem sendo aproveitado pelo Porto) e com certeza, daqui a poucos meses, se envolvendo em mais uma negociação.
Só vejo dois motivos para os clubes brasileiros concordarem com tal prática. O primeiro é que tem muita gente – e não o futebol brasileiro – ganhando com isso. O segundo, talvez para disfarçar as mazelas do primeiro, é criar entre os torcedores a ilusão que seu clube tem um certo poderio frente ao mercado exterior.
Infelizmente, isso não existe. E situações assim, só deixam claro o quanto o futebol brasileiro ainda tem que melhorar para ser considerado realmente sério.
***
Os tempos são tão tristes que o jogador Ronaldo admitiu, à Agência Placar, que será muito difícil jogar pelo Fla. O motivo? Os interesses financeiros que determinam o destino dos jogadores.
- Sou torcedor do Flamengo desde criança. A torcida me quer jogando pelo clube, mas sinceramente não sei se um dia isso poderá acontecer – declarou o Fenômeno.
Triste, não?
Foto: Globoesporte.com
segunda-feira, julho 02, 2007
O Engenhão e a Lei de Gérson
domingo, julho 01, 2007
Primeiro Mundo não...
segunda-feira, junho 25, 2007
Lá e aqui
Henry no Barcelona: antes mesmo da estréia, já marcando gols.***
Além de Henry, o Barça apresentou a nova camisa para a temporada 2007/2008. O novo uniforme tem listras mais finas, novo desenho da gola e uma homenagem aos 50 anos do estádio do time ao redor do escudo no peito esquerdo (a inscrição "Camp Nou 1957 - 2007").
terça-feira, junho 19, 2007
O maior dos erros de Ana Paula
Ana Paula e a Playboy: o respeito vai para escanteioAs "brincadeiras" já começaram...
“Ela que se prejudica por se expor. Acho que tem muito a perder, pois o jogador não vai mais olhar para ela com o respaldo da autoridade”.
domingo, junho 17, 2007
Épico no Santiago Bernabeu
Real Madrid: uma conquista épicaterça-feira, junho 12, 2007
Você liberaria?
“Você tem uma empresa, conhecida mundialmente por ser líder de mercado e estar sempre à frente dos adversários. Nos últimos quatro anos, apesar dos maciços investimentos recrutando profissionais de ponta, promovendo estratégias de marketing e lançando mão de ferramentas para ampliar a força da marca nos quatro cantos do mundo, os resultados não foram bons.
Quase posso ouvir daqui você dizendo não. Agora, outro exercício rápido: substitua o “mercado” em questão pelo mundo do futebol; a “empresa” pelo Real Madrid em jejum de quatro anos sem títulos; o “executivo requisitado” por Robinho; a importante reunião, pela decisão contra o Mallorca no próximo fim-de-semana; a “segunda empresa” (a requisitante) pela CBF; e finalmente, a "reunião daqui a treze dias" pela Copa América. No lugar do Real Madrid, você liberaria Robinho?






