segunda-feira, fevereiro 04, 2008
O importante é ser fashion...
Uma visita ao blog parceiro "Pândegos & Patuscos" mostrou a duvidosa foto de David Beckham no lançamento de um novo aparelho da Motorola. É... Também não entendi a relação entre a cobra e o celular, mas pelo menos a campanha foi feita com um cara que se propõe a ser ícone fashion e não está nem aí para o sentido de determinadas coisas (eu sou uma das pessoas que acham que essa coisa de moda não tem sentido algum).
Mas o que dizer da campanha feita pela Oi com o Ronaldinho Gaúcho para o Fashion Rio 2008? O que dizer dessas asas horrendas, em um cara que não é lá muito bonito?
Nessas horas me pergunto onde estão os agentes dos jogadores. Pode ser que no futebol atual, seja importante ser fashion. Mas precisava ser ridículo também?
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Batendo em bêbado
Pois a imagem de alguém surrando o "pinguço" é o melhor retrato do Campeonato Estadual do Rio este ano. Não lembro de ter visto um nível tão fraco dos chamados "times pequenos". E os grandes, que ainda não tiveram um teste real no ano, não podem ser avaliados corretamente.
Toda rodada é uma, duas, três goleadas. E se o Vasco - na derrota para o Madureira - e o Fluminense - no empate com o Macaé - perderam pontos para equipes menores, foi muito mais pela displicência com que jogaram do que por méritos dos adversários.
Mas não podia ser diferente. Além do campeonato inchado (com quatro equipes a mais que em 2007), inventaram que os times pequenos não podem enfrentar os times grandes em seus estádios - mesmo quando têm o mando de campo. Na prática, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco jogam sempre em casa. Se as equipes menores já não assustariam em casa, fora delas o que se vê é uma variação de retrancas tentando arrancar um pontinho que seja.
Pior do que isso, só mesmo ouvir determinados comentários nas rádios e ler algumas manchetes de jornais, que vendem os grandes do Rio como máquinas de jogar bola. Os quatro grandes parecem o "Quarteto Fantástico" do futebol mundial, goleando equipes de nível técnico equivalente ao Milan, ao Chelsea, ao Real Madrid...
Não é nada disso. Os grandes clubes do Rio ainda estão na pré-temporada. Se dão ao luxo de fazerem jogos-treinos com chancela oficial da Federação, transmissão de rádio, TV e até pay-per-view. Só quero ver se a festa continua quando os quatro entrarem em campo em competições de verdade - Copa do Brasil, Brasileirão e principalmente, Libertadores da América.
Definitivamente, o futebol do Rio de Janeiro merecia coisa melhor.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Para ver de perto...
Um brinde à Heineken por trazer este caneco para o BrasilÉ mais uma edição do “The Uefa Champions League – Trophy Tour”. Ano passado, a turnê levou o caneco da Liga dos Campeões para o Japão e a Indonésia. Este ano, ela chega às Américas do Sul e Central. É mais um exemplo de quanto os europeus sabem valorizar (e vender) seus produtos no mercado do futebol. Isso se reflete no poderio econômico dos clubes, na negociação de direitos de imagem e transmissão, na construção das marcas e na formação de um conceito Premium. Não basta conquistar fãs e torcedores; é preciso conquistar mercados (e faturar com eles).
O “Trophy Tour 2008” irá passar pelas seguintes cidades nas datas indicadas:
São Paulo, Brasil – 16 e 17 de fevereiro
Rio de Janeiro, Brasil – 23 e 24 de fevereiro
Buenos Aires, Argentina – 6 de março
Santiago, Chile – 15 e 16 de março
Cidade do México, México – 4 a 6 de abril
Monterrey, México – 11 a 13 de abril
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Los Democratas
Los Democratas: dobradinha entre futebol e políticaO trio costuma fazer tabelinhas entre si. Futebol e religião (que acentua, por exemplo, a rivalidade entre os escoceses Glasgow Rangers e Celtic). Política e religião (que tanto geram conflitos mundo afora). E, claro, futebol e política. E esta dobradinha resultou numa jogada curiosa.
Nos Estados Unidos, o Partido Democrata escolheu este esporte como forma de “atingir” eleitores latinos. Em agosto do ano passado, os democratas do estado de Nevada decidiram patrocinar uma equipe de futebol de Las Vegas, rebatizando como “Los Democratas”. O propósito era simples: fazer com que os latinos gostassem tanto do partido quanto gostam de futebol.
A cada partida, antes dos jogadores do time suarem a camisa, os democratas fazem a “preliminar”, promovendo o registro de eleitores em mesas montadas ao lado do campo. E centenas deles já se juntaram à causa, motivados pela paixão futebolística.
Me pergunto se os torcedores do “Los Democratas” gritam também o nome dos candidatos do partido nas prévias para concorrer à presidência dos EUA? “Vai Hillary!” “Tá na cara do gol, Obama”. É, o futebol tem dessas coisas. E pelo visto, vale tudo para não sofrer mais uma derrota – política – para o arquirival republicano.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Fechado temporariamente
sexta-feira, janeiro 11, 2008
"A Extinção das Amélias da Bola"
Nos dias de hoje, não há uma só fêmea na face da Terra que não saiba o que é voleio, sem-pulo, drible da vaca...
AMIGO TORCEDOR , amigo secador, não se trata de sentimento vulgar e machista, embora o temperamento latino sempre nos ponha em situações desse naipe, mas ando com saudade descomunal de uma mulher que não entende patavinas de futebol. Daquelas que perguntavam para que lado a seleção estava atacando, daquelas que, uma vez no estádio, pediam para ser apresentadas à bola, muito prazer, encantada, fulana de tal, às ordens.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Jóias raras
Enfim... Definitivamente não vou falar do BBB (que bem poderia ser “Big Besteirol Brasil”). Vou falar é da Copa São Paulo de Juniores. Enquanto rola a “pré-temporada” por aqui, a Copinha garante as doses de futebol brasileiro que meu organismo precisa para não ter tremores ou febre. Acabei de assistir ao jogo no qual o Flamengo goleou o modesto Ypiranga, do Amapá, por 11 a 1.
E o que vi me impressionou. Não posso dizer que o rubro-negro é favorito na competição. Isso seria chute demais, já que estamos na 2ª rodada de uma competição que envolve 88 equipes. Mas digo, sem medo de errar, que o time é um dos melhores desta edição da Copa SP. Pode ter equivalente; melhor, acho difícil.
O Flamengo tem um time extremamente técnico em todos os setores. Na defesa, conta com dois laterais (Jorbison e Michel) que apóiam bem e não comprometem na marcação, além do bom zagueiro Fabrício (seguro, técnico, com bola habilidade e que ainda vai ao ataque com categoria). O ataque tem o jovem Paulo Sérgio (que precisa de mais continuidade para mostrar seu futebol na equipe principal) e Pedro Beda (goleador que também constrói ótimas jogadas). No meio, os volantes Peka e Lenon desarmam e armam jogadas. Renan e Erick Flores completam o setor. Aliás, vou anotar este nome: Erick Flores. Este é jóia rara, a ser lapidada com carinho. Tem MUITO futebol. Gasta a bola. E se tudo correr bem - e nenhum clube europeu aparecer no caminho – tem todas as possibilidades de brilhar como profissional no clube carioca.
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Aliás, vendo o trio Erick Flores, Paulo Sérgio e Pedro Beda em ação, me pergunto se o atacante habilidoso que o clube tanto procura para o time principal não está mais perto do que os dirigentes flamenguistas imaginam...
domingo, janeiro 06, 2008
Retrato do Rio
Três décadas atrás, o campeonato estadual do Rio tinha como participantes: América, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Campo Grande, Flamengo, Fluminense, Madureira, Olaria, Portuguesa, São Cristóvão e Vasco. Para quem não conhece o Rio, a maior parte destes clubes levava nomes de bairros cariocas (Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Olaria e São Cristóvão, além dos grandes Flamengo e Botafogo). Era uma época onde os subúrbios prosperavam. No fim da tarde, os moradores destas áreas ainda podiam colocar as cadeiras nas calçadas. Era um tempo onde o radinho de pilha era o melhor amigo dos torcedores e estes – apesar de geralmente torcerem por um dos quatro grandes clubes – tinham orgulho de ir aos estádios modestos do clube das redondezas. Mesmo quando a equipe não levava o nome do bairro – casos de América e Portuguesa, representantes da Tijuca e da Ilha do Governador, respectivamente – o que se via era uma maior proximidade entre os times menores e o torcedor. O campeonato fazia jus ao adjetivo “carioca” (*).
Hoje, a tabela nos mostra outra realidade. Os clubes de bairro deram lugar aos clubes de cidades vizinhas à capital (e cujas prefeituras, muitas vezes, contribuem financeiramente com as equipes locais). Assim, tem vez agora o Cardoso Moreira, o Cabofriense, o Duque de Caxias, o Friburguense, o Macaé, o Mesquita, o Volta Redonda e o Resende (que levam o nome das regiões de onde vêm), sem contar o Americano (oriundo de Campos) e o Boavista (de Saquarema). Agora, o campeonato não é mais “carioca” e sim “fluminense” (*).
Nada contra as cidades vizinhas terem seus representantes no Estadual do Rio. O duro é ver que isso aconteceu no mesmo compasso que o subúrbio carioca ficou entregue à violência e ao descaso dos governantes. Assim como fábricas, lojas e comerciantes que simplesmente fecharam ou mudaram-se dos bairros suburbanos, o futebol também deu adeus a estes locais. E levou junto um pouco do charme e da tradição dos campos cariocas.
(*) Carioca - relativo à cidade do Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro, ou o que é seu natural ou habitante. Fluminense - relativo ao Rio de Janeiro, estado do Brasil, ou o que é seu natural ou habitante.
domingo, dezembro 30, 2007
Dez melhores momentos de 2007
2 – Kaká e Marta melhores do mundo: dobradinha brasileira na eleição da Fifa para premiar os melhores jogadores do planeta. Craque a gente faz em casa.
3 – Drible do Robinho no jogo contra Equador: não sei como ele fez a jogada, mas o que importa é que ela saiu. E foi de encher os olhos de quem ama futebol.
4 – Jogada da Marta contra os EUA: quem disse que mulher não sabe jogar futebol, é porque nunca viu a Marta em campo. Esse gol aí, 90% dos jogadores profissionais que atuam no planeta não consegue repetir.
5 – A Seleção Brasileira Feminina: o desempenho no Pan e na Copa do Mundo não deixa dúvidas que aqui pode ser o “País do Futebol” também para as meninas. Mas quando a CBF vai perceber isso de verdade?
6 – Confirmação do Brasil como sede da Copa de 2014: sei que esse fato vai ser usado para fazer politicagem e o que é pior, daquelas que nem sempre são politicamente corretas. Mas que o futebol por aqui pode ter um grande benefício com uma Copa aqui, ah, isso pode...
7 – Renato, do Sevilla, completa 500 jogos sem suspensão: acho impressionante como essa notícia não foi muito badalada aqui. Mas em setembro, o brasileiro Renato (ex-Santos) completou a marca de 500 partidas em 11 anos de carreira sem nunca ter sido suspenso por cartões vermelhos ou amarelos. Algo realmente admirável para um jogador de meio-campo em tempos de valorização do futebol-brucutu.
8 – A volta da Seleção Brasileira ao Maracanã: depois de sete anos de ausência, o Brasil voltou a jogar no mais mítico dos estádios brasileiros. E no Maracanã, goleou o Equador e até nos deixou a impressão de que a gente pode chegar a algum lugar mesmo tendo que aturar o Dunga.
9 – A vitória sobre a Argentina na final da Copa América: Maracaibo, na Venezuela, foi o palco de mais um chocolate brasileiro em cima da Argentina. Três a zero no placar e mais um título da Copa América. Mais uma vez, a Amarelinha fez os hermanos amarelarem...
10 – Renascimento do Flamengo no Brasileirão: da zona de rebaixamento à Libertadores. Nos braços da torcida, o time carioca mostrou mais uma vez que matemática e lógica não se aplicam ao futebol.
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Com este "Top 10", encerro as atividades do "Sem Salto Alto" este ano. Agradeço (MESMO) a todos os amigos que leram e lêem este blog. A todos vocês, desejo um ótimo 2008, de coração!
sábado, dezembro 29, 2007
Dez piores momentos de 2007
Tragédia na Fonte Nova: imagem do descaso
2 – A polêmica do penta: o “moderno” São Paulo mostrou que, na prática, não é tão vanguardista quanto gostaria. Quando teve a oportunidade de não pensar pequeno e se deixar levar por espertezas típicas da pior politicagem do futebol, negou o pentacampeonato brasileiro do Flamengo. E a briga pela "Taça das Bolinhas" encheu a paciência de todo mundo...
3 – Romário “prorrogando” a carreira até 2008: não sei se ele é técnico ou jogador. Acho até que, atualmente, não é nem uma coisa, nem outra. Mas Romário insiste em continuar “jogando”. Para piorar, foi pego no exame antidoping pelo uso da substância finasterida – usada em produtos contra a calvície e também para mascarar o uso de outras substâncias proibidas.
4 – A queda do Corinthians: o Timão pagou pelos erros de dirigentes, jogadores e até alguns torcedores e vai disputar a Série B em 2008.
5 – Dunga técnico: não sei se é Dunga ou Zangado, tamanho o mau humor apresentado em coletivas e entrevistas. Ele não gosta de ser contestado ou questionado. Mas será que ele achava mesmo que isso não aconteceria quando ele, que nunca tinha sido técnico, assumisse logo o cargo de treinador da Seleção Brasileira?
6 – Violência das torcidas no mundo: Itália, Brasil, Argentina, Espanha... Onde a bola rolou, o pau também cantou. Infelizmente, a violência das torcidas é, mais do que nunca, um fenômeno global.
7 – Mortes em campo: o ícone foi o jovem lateral Puerta,do Sevilla. Mas podia ter sido também o meia Cléber, do Bahia. Foram muitos casos de jogadores de futebol que morreram em campo ou em hospitais, após apresentarem problemas em jogos ou treinos. Será que o calendário apertado ou a valorização do futebol-força não têm mesmo nenhuma relação com essas mortes?
8 – Excesso de casos de doping no futebol: só no Brasil foram 15 casos de doping. Maconha, femproporex, finasterida e sei lá mais o quê. Mas o pior é que, na maioria dos casos, pipocam argumentos que “deve-se levar em consideração os antecedentes do jogador, o passado no esporte”, blá, blá, blá. Mas resultado de exame antidoping é que nem gravidez: não tem meio-termo. E se houve ou não intenção de se dopar (ou engravidar) também não interessa. Quem pariu Mateus que o embale (e no caso no doping, que cumpra a pena prevista para cada situação).
9 – O uso político da Copa de 2014: nem bem a Fifa tinha ratificado o Brasil como sede da Copa de 2014 e os políticos brasileiros já barganhavam sua parte no quinhão, alegremente incentivados pela cúpula da CBF. Ricardo Teixeira tornou-se um dos homens mais poderosos do país – e eu acho isso assustador.
10 – Demissão e readmissão de Cuca: demitido após a vergonhosa derrota para o River Plate, Cuca protagonizou o episódio que, na minha opinião, mostra bem o quanto o futebol brasileiro ainda é amador. O treinador voltou ao comando do alvinegro carioca menos de dez dias depois de ter perdido o cargo. E eu ainda continuo sem resposta: se era o treinador ideal, por que saiu? Seria engraçado, se não fosse triste...
Foto: Welton Araújo/A Tarde/Agência Estado
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Como não sou e nem quero deixar uma imagem pessimista, amanhã publico o "Top 10" das coisas boas que aconteceram em 2007 no futebol. Até lá!
terça-feira, dezembro 25, 2007
Para brincar durante as festas...
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Feliz Natal!
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Duas caras
Os personagens variam. Podem ser Leandro Amaral, o Vasco, o Fluminense e o Botafogo. Ou Thiago Neves, o Palmeiras, o Fluminense – de novo e o Paraná. Ou Beto Acosta, o Náutico, o Corinthians e o Cerrito, do Uruguai. Mas o enredo é sempre o mesmo: motivado por propostas, jogador e procurador(es) metem os pés pelas mãos, fecham acordos a esmo e em determinado momento, ninguém sabe mais a qual(is) clube(s) o boleiro está vinculado. E aí a novela se arrasta para tribunais de justiça desportiva, trabalhista, FIFA, ONU ou qualquer outra instituição que seja capaz de definir qual camisa o sujeito vai vestir.
Já ouvi gente dizendo que isso é conseqüência da modernização do futebol. Afinal, o que rege a coisa toda agora é business e grana. Com isso, pode ser que os direitos federativos estejam vinculados a um clube, mas os direitos econômicos sejam de um grupo de investidores, empresários, sanguessugas e afins. Num resumo básico, o clube é apenas um trampolim para que outras pessoas ganhem muito dinheiro. Não há inocentes envolvidos. Mas os jogadores sempre posicionam-se como vítimas indefesas.
Até quando vamos ouvir essa ladainha de que foram mal-orientados, induzidos, aliciados, como se fossem incapazes de discernir entre o certo e o errado ou como se fossem meros fantoches? Até quando vão culpar procuradores, agentes, dirigentes ou quem quer que seja por assinarem mais de um acordo ou concordarem com contratos cujas cláusulas estejam pré-determinados a não cumprir? Até quando os jogadores de futebol vão agir como se suas cabeças fossem HDs vazios, cujo conteúdo vai sendo colocado aos poucos, sem nenhuma contestação?
Está na hora de mudar. Se gostam de usar tanto a palavra “profissional”, que façam jus a ela. Que se preparem para exercer esta profissão, como fazem tantos “mortais” por aí. E principalmente: que os jogadores de futebol tenham uma cara só. E que não seja de pau, como tantos têm demonstrado ter.
domingo, dezembro 16, 2007
Revanche à milanesa
O Milan fez mais do que vencer com propriedade por 4 a 2 e com show de Kaká. Com o título em Yokohama, o rubro-negro de Milão serviu ao Boca um prato que o Liverpool já havia degustado também em 2007: a revanche à milanesa.
Dizem que a vingança é um prato que se come frio. Discordo. Pelo menos no futebol, ela é servida ao calor da paixão. De fria, nada tem. Sorte dos torcedores do Milan, que saborearam duas vezes em 2007 a mais fina das iguarias que o futebol pode oferecer: a revanche.
terça-feira, dezembro 11, 2007
O lesado Dualib
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Quem é Vivo nunca aparece
Que a Vivo e a CBF há muito não se entendem, não é novidade. Eu mesma já falei sobre o assunto em um post do “Sem Salto Alto”. E a relação, ao que parece, continua “desandando a passos largos”. Ou alguém acha normal, perfeitamente plausível, a marca de uma das concorrentes da operadora aparecer na camisa da Seleção de Craques do Brasileirão, em partida contra a Seleção Brasileira Olímpica? Ainda mais porque essa mesma camisa levava a marca de outros parceiros da Seleção: a Nike e o Guaraná Antártica.
É... Ao que parece, pelo menos lá na CBF, quem é Vivo nunca aparece...
Fotos: CBFNews
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Tela quente
Se a TV mostrar backdrop, talvez caia a "tarja" dos patrocinadores nos microfones1 – A Globo deve fazer pressão pela volta do mata-mata (e muitos membros do C13 são favoráveis a isso). Durante a Footecon, Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes, fez árdua defesa do formato de playoffs. Segundo ele “os pontos corridos provocam perda de receitas e a discussão sobre qual o melhor formato de disputa do Brasileiro precisa ser reaberta”.
2 – Alguns clubes acenam, ainda que bem timidamente, com a possibilidade de negociarem seus jogos à parte. Flamengo, São Paulo, Botafogo, Atlético Mineiro e mais recentemente, o Corinthians já tocaram no assunto.
3 – O C13 quer negociar os direitos do Campeonato de forma segmentada. Assim, a transmissão por TV aberta, TV fechada, Internet e telefonia móvel seriam negociadas de forma independente e não num único pacote como atualmente. Empresas diferentes – e quem sabe, concorrentes – poderiam adquirir os pedaços mais interessantes para suas estratégias de mercado.
4 – O mesmo C13 pensa em exigir que a detentora dos direitos de transmissão seja obrigada a exibir as marcas dos parceiros dos clubes durante entrevistas coletivas. Seria o fim daquele close horroroso que mostra os pêlos nasais de técnicos e jogadores para evitar mostrar as marcas que aparecem nos backdrops.
5 – Se o Corinthians continuar na Série B (o que eu não acredito muito), a Segundona também vai ter um peso extra na negociação. Lembro ainda que, se a parceria que os corintianos estão alinhando com o Flamengo envolver negociação dos direitos de TV, eles podem aparecer como um elemento decisivo na briga.
6 – A forma como as cotas são divididas entre os clubes também deve ser rediscutida no novo contrato. Atualmente, há cinco níveis de divisão da grana da TV. Tais níveis levam em conta se os clubes são ou não membros do C13 e também o número de torcedores de cada um. Ainda durante o Footecon, Marcelo Campos Pinto sugeriu discutir o modelo italiano de divisão de cotas, onde os clubes da Primeira Divisão ficam com 40% dos valores de transmissão 30% fica dividido com base em níveis de exposição e os outro 30% cabem à premiação
Claro que tudo que listei acima pode não ser tão crucial quanto um único fator: GRANA. E importante mesmo não é saber se a Record ou a Globo (que ainda considero favorita para levar a parada) vai ganhar. Para mim, importante é ter certeza que os clubes ganham. E o futebol brasileiro idem.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Site do Kajuru
domingo, dezembro 02, 2007
Fiel da cova dos leões
Alguns podem dizer que foi merecido. “O time fez má campanha”, vão esbravejar. “É o preço que se paga pelo Brasileirão roubado em 2005”, dirão outros. “É para mostrar que o futebol brasileiro mudou”. Mas me arrisco a dizer: pode ter sido merecido. Justo, não sei.
Porque não acho justo milhões e milhões pagarem pelo erro de dirigentes pífios, mal-intencionados. Os corintianos foram punidos; os verdadeiros culpados não. Acreditaria que o futebol brasileiro mudou de verdade se os dirigentes pagassem não pelos erros, mas pelos crimes que cometem. Acreditaria que o futebol brasileiro mudou se os clubes grandes caíssem, mas não caíssem também as CPIs do futebol, os processos contra corrupção da cartolagem ou qualquer coisa do gênero.
Infelizmente, no futebol brasileiro caem os grandes clubes, caem até arquibancadas com torcedores (com total omissão dos responsáveis). Só não cai a máscara dessa galera que usa o futebol como instrumento pessoal. E sinceramente, eu preferia ver essa galera caindo do que ver a Fiel desabando na Série B.
Foto: Thiago Bernardes/UOL
quarta-feira, novembro 28, 2007
A poesia do futebol
Vi as duas fotos abaixo numa matéria no G1 e as imagens me mobilizaram mais que outros temas. Elas foram tiradas pelo fotógrafo Mahmoud Raouf Mahmoud, da Reuters, no Iraque. No meio do caos de Bagdá, uma criança iraquiana e um soldado americano pareceram, por alguns momentos, falar o mesmo idioma. Pareceram desejar as mesmas coisas e passaram a ter os mesmos sonhos. Achei as imagens simples, singelas. E por isso mesmo, belas.


Lembrei de uma citação do cineasta paraibano Wladimir de Carvalho, na qual ele definiu o futebol assim:
“Para os que têm sensibilidade, e que têm a coragem de se irmanar com o homem da rua, o futebol não é o gesto gratuito que muitos imaginam, mas um território poético, imenso manancial do poder de criação humana no retorno à pureza da infância. É um cometimento estritamente estético com os supremos ingredientes da arte: ritmo, harmonia inventiva, movimento, incursão no tempo e no espaço, equilíbrio e plasticidade.”
É. O futebol é uma arte capaz até de anular as diferenças de uma guerra absurda.
Foto: Mahmoud Raouf Mahmoud/Reuters




